Rituais

Para lá do horizonte
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MensagemEnviado: 03 jan 2006 15:12 
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Comunicações no todo-o-terreno

Este artigo é dedicado a todos aqueles que querem saber um pouco mais do que é preciso para ter comunicações na sua viatura. Aborda o tema comunicações de uma forma geral, mas também a sua aplicação ao todo-o-terreno. Se tiver alguma coisa a acrescentar ou alguma crítica a fazer, não se iniba. Qualquer colaboração é bem vinda.

INTRODUÇÃO

Quando se trata de comunicar, qualquer meio serve desde que se consiga fazer passar e entender a mensagem. Poderíamos falar dos sinais de fumo, do código de bandeiras, do e-mail ou de qualquer outro. No entanto, como estamos a falar da sua aplicação em passeios de todo-o-terreno, vamo-nos cingir aos rádios.

Vamos tentar dar um enquadramento geral do panorama das comunicações em Portugal. E neste plano nem tudo é legal. Vamos por isso falar, não só dos standard impostos por lei, mas também dos "standard de facto". Na minha opinião é tão importante conhecer os limites da lei, como as capacidades de algumas coisas que apesar de ilegais, são de uso corrente.

GENERALIDADES

De uma forma geral devemos separar a Banda do Cidadão (CB-Citizens Band) e o rádio-amadorismo.
Quem opera CB diz que os rádio-amadores são "os tipos da gravata". Os operadores de rádio-amador chamam ao CB a "banda do granel". Isto tem uma explicação que nos parece razoável. Na Banda do Cidadão há bastante mais liberdade, é fácil começar a operar e barato quer no equipamento, quer na manutenção. Enquanto que no rádio-amadorismo as restrições de operação e o preço dos equipamentos fazem com que esteja teoricamente limitado a um menor número de pessoas. Acaba por isso por se formar uma imagem elitista.

Lembro-me de há alguns anos atrás ouvir dizer que quase não era possível falar com o CB, tamanho era o número de operadores na banda. Agora as coisas estão bastante diferentes. Apenas nos grandes centros há bastantes operadores e aí a confusão e a falta de respeito é enorme. Tenho escutado em Lisboa e não fiquei minimamente entusiasmado. Quando um novo operador quer entrar numa amena cavaqueira, raramente lhe é permitido. Quando alguém ouve algo de que não gosta, entra-se numa guerra de potências em que ninguém deixa falar ninguém. Coisa fina!!!

Há ainda as bandas laterais, SSB - Single Side Band (USB - Upper Side Band e LSB - Lower Side Band) que são ilegais mas que continuam a ser bastante utilizadas, sobretudo pelos camionistas (quem quiser chamar por eles, também o pode fazer em canal 31 a 34 em AM) e por operadores de rádio fixo. A grande vantagem das bandas laterais é que este tipo de modulação da portadora e os rádios habitualmente mais potentes, permitem fazer contactos intercontinentais.
Para terminar podemos ainda considerar os walkie-talkies (por exemplo os PMR) cujo alcance é muito pequeno e a comunicação em circuito fechado que é utilizada normalmente por empresas ou entidades especializadas na prestação de serviços de comunicações (para provas desportivas por exemplo).
Mas vamo-nos então restringir aos mais utilizados no TT que são sem dúvida o CB e o VHF.

VHF 144 ~ 146 MHZ - RÁDIO AMADOR

Vantagens
- Maior alcance;
- Melhor qualidade das comunicações;
- Menor interferência externa.
- Menor consumo de energia, (por exemplo, um rádio portátil com uma bateria de 12 V tem uma potência de 5 W, que na pratica representa uns 15 quilómetros em linha de vista. Com um CB portátil com as mesmas pilhas e a mesma potência, a distância coberta diminui para metade. A explicação para esta diferença está no comprimento de onda que em VHF é de 2 metros e no CB é de 11 metros, o que significa uma maior facilidade de propagação em VHF para a mesma potência. No exemplo dado, a autonomia da bateria do VHF poderá ser o dobro da do CB.
- As antenas são menores (as maiores que existem para viatura não ultrapassam 1,20 m).

Desvantagens
- Equipamento mais caro (A partir de 250€. Compra-se um bom rádio por 450€);
- Obrigatório legalizar o equipamento o qual deve ter homologação autorizada pelo ICP - Instituto das Comunicações de Portugal;
- Obrigatório habilitar o operador (exames por classes). Os exames obrigam a um profundo conhecimento da legislação e também a algum conhecimento geral de electrónica e telecomunicações;
- Restrição do interlocutor à mesma classe ou classes inferiores da classe do operador.

CB - BANDA DO CIDADÃO

Trabalha na faixa dos 27Mhz.

Vantagens
- Equipamento mais barato (A partir de 50€. Compra-se um bom rádio por 100€);
- É fácil legalizar o rádio (leva o rádio ao ICP para fazer a inscrição e pagar a taxa de cerca de 75€. O rádio deverá ter a referência CE da norma Europeia para as radiações electromagnéticas.);
- Qualquer pessoa pode operar.

Desvantagens
- Rádio limitado a AM e FM;
- Rádio limitado a 40 canais;
- Rádio limitado a 1 watt para AM e 4 watt para FM;
- Maior interferência externa;
- Menor qualidade das comunicações;
- Menor alcance.
- Maior consumo de energia. Só é viável ligado a uma bateria de carro;
- Tamanho das antenas. Uma boa antena para viatura tem pelo menos 1,8 m.

CB - ANTENAS

É um facto que as antenas são um acessório que não se deve descurar. Não interessa o rádio que se tenha; sem uma boa antena não se chega a lado nenhum! Agora, como é que se define uma boa antena? Sem entrar muito em detalhes técnicos, digamos que o tamanho da antena tem a ver com o comprimento de onda que no CB é de 11 metros e no VHF é de 2 metros. No mercado encontramos antenas de ¼, ½, 5/8 ou 7/8 do comprimento de onda. As melhores são as de 7/8, mas usualmente utilizam-se as de 5/8. Como termo de comparação, uma antena de VHF de ¼ tem aproximadamente 40 cm e uma de 5/8 tem 1.2 m. No CB uma antena de 5/8 poderá ter de 1,5 a 2 metros.

Temos no entanto de decidir o tamanha da antena que compramos, em função do objectivo a que se destina e orientados por um sentido prático. Para instalação no jipe existem basicamente dois tipos de antenas. As fixas e as de base magnética. As primeiras podem ser fixadas com uns kits que incluem dois parafusos de ponta afiada que vão prender um suporte a uma das portas do jipe. Pode-se ainda prender este suporte com anilhas a um qualquer ponto de apoio, tal como uma barra do tejadilho ou o "mata-vacas". Este sistema tem a vantagem de toda a instalação poder ficar montada, sendo a antena enroscada no suporte, em cada utilização, evitando assim que seja roubada ou danificada. Tem a desvantagem de poder partir a base da antena ou mesmo dobrar a chapa do jipe se a antena bater acidentalmente num ramo de árvore.
O facto das antenas baterem frequentemente em ramos de árvore durante os passeios, faz com que as mais curtas tenham neste sentido, vantagem em relação às mais longas. A menor distância a que podem chegar, acaba por ter pouco significado, uma vez que o normal é que num passeio TT, as distâncias que separam os interlocutores sejam reduzidas. Além disso, quando se está no meio de um pinhal ou em relevos acentuados, o tamanho da antena acaba por ter pouco significado uma vez que rapidamente se perde o sinal a uma curta distância. Ainda em matéria de instalações fixas, podemos montar o suporte da antena directamente no meio do tejadilho do jipe. Este sistema tem a vantagem de dar a melhor colocação para a antena e a desvantagem de ter de se furar o tejadilho para fazer a instalação.

A melhor localização para uma antena é mesmo o meio do tejadilho do jipe pois além de ser o ponto mais alto, faz com que as obstruções à propagação das ondas sejam iguais para todos os lados do jipe.
Esta colocação pode também ser conseguida com uma antena de base magnética. Estas bases tem íman na base e por isso "aderem" à chapa do carro com força suficiente para andar a alta velocidade, mas não tão forte que não liberte a antena ao bater numa árvore.
Atenção que ao saltar, a antena pode vir bater noutro ponto da chapa do jipe. Outra desvantagem é a de que o cabo da antena tem de entrar pela janela ou porta do carro (neste ultimo caso, está sempre entalado na borracha da porta). Se a passagem for pelo vidro, atenção para não abrir a porta com o cabo entalado no vidro. Isso provocará o arrastamento da base magnética na chapa e fará riscos na pintura se houver qualquer tipo de sujidade entre elas.

Os suportes de base magnética têm também a vantagem da portabilidade entre carros e a rapidez de montagem. Algumas antenas tem também uma mola que permite à antena recuar com um impacto e depois voltar à posição normal.

Na instalação do rádio além dos cuidados básicos tais como a localização do rádio e a ligação à bateria, existe um ajuste que por vezes é ignorado e pode causar danos irreparáveis no rádio. Estou a falar do ajuste da Taxa de Ondas Estacionárias da antena, vulgarmente chamado de “afinar as estacionárias”. É um processo muito simples que só é requerido uma vez e só precisa de um pouco de paciência e de um medidor de estacionárias. Estes medidores existem no mercado a partir de 20€. Esta operação deve ser feita por alguém com experiência, sob pena de poder queimar o rádio.

Seguindo as instruções do medidor, o qual irá ficar entre a antena e o rádio, o processo consiste em fazer baixar a Taxa de Estacionárias para perto do zero. O ajuste é feito na antena, na união da base (bobine) com a vareta. Vulgarmente a vareta vem fixada à bobine por um ou dois parafusos sextavados interiores. É aqui que se faz o ajuste, colocando a vareta mais para dentro ou para fora da bobine. É de salientar que normalmente as antenas novas vêm já ajustadas de fábrica, mas é sempre bom verificar porque o local onde é colocada a antena também pode fazer variar as estacionárias.

Já agora um reparo muito importante: Nunca utilize o rádio sem a antena! Se transmitir sem uma antena ligada no rádio, o resultado poderá ser um inconfundível cheiro a queimado...

CB - ILEGALIDADES

Em todo o mundo dito civilizado existe legislação relacionada com a utilização do espectro rádio eléctrico. Alguma dela tem acordos internacionais. Portugal não foge à regra e embora seja das mais restritas, é onde há mais “baldas”.

Legalmente, no CB só pode ser usado AM e FM, com uma potência de 1w em AM e 4w em FM e os rádios devem ter 40 canais pré programados. Praticamente toda a gente fala em AM e algumas pessoas ainda falam em SSB (bandas laterais). No todo-o-terreno é sempre preferível utilizar o FM pela melhor qualidade do áudio, mas quando no grupo há alguém que só tem AM, por solidariedade, todos falam em AM.

Quanto à potência, por vezes temos neste tema um problema. Em certos países não há os mesmos limites que em Portugal e por isso, para falar, temos por vezes que concorrer com estrangeiros que apesar de estarem a muitos quilómetros de distância, "abafam-nos" com se estivessem mesmo ali ao lado. Com este cenário há muitos operadores de CB que se sentem tentados a ultrapassar a barreira da legalidade, comprando um amplificador linear, ou "Alfa-Lima" como são vulgarmente apelidados. Para terem uma ideia do que estou a falar, enquanto um rádio tem uma potência de 4w, um Alfa-Lima pode facilmente ter 100w e daí para cima. Claro que o alcance do rádio não é directamente proporcional à potência. Mas com um brinquedo destes podem-se fazer contactos internacionais em AM e mesmo intercontinentais em SSB.
A sua instalação requer maiores cuidados a nível da medição de estacionárias e sobretudo a nível da distância em relação a qualquer pessoa. Com estas potências estes aparelhos podem ser nocivos à saúde. Por isso e tendo em conta que além dos aspectos negativos de que já falei, os 4W legais chegam perfeitamente para os passeios de jipe, quanto muito compre um amplificador de 30 W para aquelas situações de aperto.
Quanto aos 40 canais, há aparelhos que chegam a Portugal com bastante mais (400 canais por exemplo) e são legalizados como 40. A grande vantagem é que será mais fácil encontrar um canal sem ruídos para falar tranquilamente, mas está-se limitado ao grupo de operadores cujos rádios tenham também mais de 40 canais. Além disso os rádios vêm ajustados de fábrica para darem o máximo de rendimento nos 40 canais normais e à medida que usamos canais mais afastados dos normais, os rádios perdem rendimento.

CB - ACESSÓRIOS

Há acessórios interessantes mas que nem todos os rádios estão aptos a receber, por isso não é de todo descabido pensar nos acessórios disponíveis na altura da compra do rádio.

Laringofone: Trata-se de um sensor encostado na garganta e que, com base nas vibrações recebidas, reproduz fielmente a voz, como se tivesse um microfone em frente à boca. As grandes vantagens são, libertar as mãos para conduzir e eliminar os ruídos de fundo.

Falei uma vez com um operador que andava a voar num ultraleve e apesar do ruído do motor parecia que estava a falar num local absolutamente tranquilo.

A desvantagem é que se torna difícil vários operadores falarem com o mesmo rádio. Por outro lado pode parecer estranho para algumas pessoas a utilização do comutador que é constituído por dois sensores (normalmente aplicados entre dois dedos) e que uma vez em contacto, dão abertura à comunicação.

Altifalante externo: Consiste numa pequena coluna que pode ser virada para fora da viatura permitindo assim que outras pessoas acompanhem a sua conversa. Além disso têm sempre melhor ressonância que os altifalantes incorporados nos rádios.

CB - CASOS PRÁTICOS

O Mideland Alan 78 Plus é um rádio homologado, móvel, bastante leve, fácil de montar e de operar. Tem 400 canais, FM e AM. O micro é muito pequeno e tem embutidos dois botões que permitem mudar de canal só com uma mão. Custa cerca de 100€ e com mais 25€ para uma antena de tamanho médio com base magnética, fica-se bem equipado. Para fixar a antena, entre esta, o suporte e algumas fichas, gasta cerca de 50€. Antes de o ligar a primeira vez, recomendamos que ligue o cabo de alimentação a uma ficha de ligação ao isqueiro do carro, o que evita ligações directas à bateria. Se o fizer, verifique se o fusível que alimenta o isqueiro é de pelo menos 5 Amperes.

O Mideland PRO-101 é um rádio portátil que pode trabalhar a pilhas ou ligado à bateria do carro. Para portátil e quando comparado com um VHF, o seu tamanho é enorme. Penso ser uma boa alternativa, sobretudo como segundo rádio de apoio. Se tiver dois rádios, pode em qualquer viagem emprestar um deles a um amigo que vá noutro carro e assim a viagem será mais "comunicativa". Este rádio, com a antena própria que vem na caixa, é algo limitado em termos de alcance. Mas dentro do carro pode ser ligado a uma antena externa, ficando assim equiparado a outro rádio móvel. Este rádio tem possibilidade de ser ligado a um laringofone. O seu custo ronda os 150€ e não é homologado pelo ICP.

CB - FUNÇÕES BÁSICAS

Um rádio CB não tem qualquer dificuldade de operação. Normalmente tem um botão de volume de som, um de squelch, um para mudar canal-a-canal, um para subir vários canais de cada vez (UP), um para descer vários canais de cada vez (DOWN) e por fim um de permuta FM/AM.

O squelch é um filtro que permite eliminar os ruídos de fundo (sopro) característicos neste tipo de comunicações. Para um ajuste perfeito do squelch, rode o respectivo botão no sentido contrário dos ponteiros do relógio até escutar o tal ruído. Rode então lentamente o botão em sentido contrário até anular completamente o ruído. Não rode mais que o necessário pois assim irá anular, além do ruído, a audição de comunicações mais fracas ou distantes.

CB/VHF - COMO OPERAR

Um rádio é um aparelho de comunicação unidireccional. Ou está a transmitir ou está a receber. Por isso tem de haver algum controlo na operação.
A regra é esperar que o interlocutor nos dê a palavra (ver protocolo mais à frente). Espera-se um segundo pelo sinal audível do desarmar da portadora do emissor (ou “Roger Bip”), carrega-se na nossa portadora e, um segundo depois, começa-se a falar.
É fundamental não falarmos em cima uns dos outros e dar tempo que outros operadores possam solicitar entrada no circuito de conversação.

CB/VHF - PROTOCOLO

Quando se escuta pela primeira vez uma conversa entre "macanudos" fica-se com a sensação que se está na presença de um idioma que por vezes se assemelha ao nosso.

(…) QSL na totalidade. Espero que tudo esteja óh fininho consigo, com a 50 e com os cristalinos. Fotocópias tricoloridas de tudo o que me desejar e com muito QRJ para gastar. Escuto. (…)

Tradução: Entendido. Espero que esteja tudo bem consigo, com a sua esposa e com os seus filhos. Tudo de melhor para si e com dinheiro para gastar.

Isto é folclore. No TT ninguém fala assim! Mas alguns termos são por vezes utilizados e algumas regras são importantes. Terminar uma frase com "escuto", dar a vez aos outros, ser curto e conciso no que se diz e dar espaço entre frases para um "break" de emergência ou para alguém que quer falar, é de bom tom e beneficia a todos.

Para se irem familiarizando com alguns termos, deixamos a linguagem dos "Q" (os termos mais usados):

QAP - Estou à espera no canal X;
QRA - Nome do operador;
QRG - Canal;
QRL - Canal ocupado;
QRM - Interferência de outra estação;
QRN - Interferência por estáticos/atmosféricos;
QRT - Parar de transmitir;
QRX - Parar momentaneamente de transmitir;
QRV - Estou à disposição;
QRZ - Quem está a chamar;
QTO - Casa de banho;
QSA - Intensidade dos sinais;
QSB - Há desvanecimento dos seus sinais;
QSD - A minha transmissão é defeituosa;
QSJ - Dinheiro;
QSL - Tudo entendido/confirmado;
QSO - Comunicado ou contacto;
QSY - Vou mudar de canal;
QTH - Endereço do operador (casa);
QTR - Hora certa.

CB/VHF - MONTAGEM

Encontrar maneira de montar o rádio no jipe de maneira a fazer poucos furos, ter um rápido acesso e não ter de refazer tudo em cada utilização, nem sempre é tarefa fácil. Deve-se começar por encontrar um local de montagem adequado. Alguns rádios permitem adoptar um sistema de gaveta, tipo autorádio. Outra maneira é aparafusar ao jipe o suporte metálico que normalmente vem com o rádio. Depois é só apertar o rádio no suporte. Por fim podemos ainda colar no jipe e no rádio, tiras de fita de velcro que curiosamente são mais resistentes do que aparentam e tem a vantagem de ser fácil e rápido "colar" ou "descolar" o rádio em cada utilização.
Depois de colocado o rádio, liga-se o cabo de alimentação à bateria (mais facilmente através do isqueiro), liga-se o micro e o cabo da antena ao rádio e estamos comunicáveis.

No Samurai
Do lado esquerdo, por baixo do volante. Aparafusei um suporte metálico que me permite tirar e pôr o rádio muito facilmente.
Fixei o suporte da antena na porta de trás, imediatamente acima na dobradiça de baixo. A antena é comprida e não tenho qualquer problema com os ramos das árvores.
Passei o cabo da antena por baixo dos tapetes até à entrada do rádio.


No Galloper
O rádio está fixo num suporte de madeira que acompanha o rádio. Na base deste suporte de madeira está um cubo também de madeira (revestido a pele) que encaixa perfeitamente numa caixa plástica do jipe que se encontra entre os dois passageiros da frente. Este cubo é entalado com uma cunha (também revestida a pele) que aguenta o rádio no lugar quando o jipe salta.
A antena é de base magnética e é colocada no capot ou no tejadilho do jipe. Ambos os locais estão riscados por fricção da antena.



OBSERVAÇÕES: Os valores apresentados neste documento devem ser entendidos como indicativos e como tal poderão variar (Referência RMS em Abril de 2000).

Texto anteriormente editado no Forum-TT.

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Paulo Alves
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 Assunto da Mensagem: Comunicações via rádio
MensagemEnviado: 25 mar 2007 23:19 
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Boas Confrades, :)

Paulo Alves, parabéns pelo texto que está excelente.
Está lá tudo o que é necessário saber para os "operadores" iniciados, e muita informação útil para aqueles que se interessem por saber mais sobre esta matéria .

Pessoalmente utilizo o CB nos passeios TT, e sou radioamador com indicativo CT 1 DM.

Cordiais 73's

Victor

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 Assunto da Mensagem: Re: Comunicações via rádio
MensagemEnviado: 25 mar 2007 23:34 
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Victor Escreveu:
[b]Paulo Alves, parabéns pelo texto que está excelente.

Obrigado Victor! Faz bem ao ego ler destas ;)
Agora é a tua vez de desenvolver um tema qualquer que te pareça interessante :twisted:

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Paulo Alves
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 Assunto da Mensagem: Comunicações - Dilema
MensagemEnviado: 02 mai 2007 01:31 
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Estou interessado em saber mais sobre este tema.
Na minha última volta pelos "Recantos de Portugal", utilizei um rádio CB que provocava um barulho extremamente irritante (não desprezando a boa vontade do proprietário). Todo o caminho tive que levar o "squelch" no máximo, caso contrário não conseguia ouvir ninguém. O problema poderia ser do rádio ou da antena, fico sem saber.

A pergunta que faço é a seguinte:
É possível comunicar de rádio VHF para um CB e vice versa?


Filipe Silva.

Desafios ao limite!


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 Assunto da Mensagem: Re: Comunicações - Dilema
MensagemEnviado: 02 mai 2007 09:13 
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fsilva Escreveu:
...utilizei um rádio CB que provocava um barulho extremamente irritante... O problema poderia ser do rádio ou da antena, fico sem saber.

Podia ser dos dois! :lol: Mas também das estacionárias. Sugiro que faças uma medição correcta.

fsilva Escreveu:
É possível comunicar de rádio VHF para um CB e vice versa?

Não! Ou tens um ou outro. Ou os dois mas em aparelhos separados :D E ainda podes levar um PMR :D

Eu tenho CB e VHF. O primeiro levo (quando calha) em passeios cá no burgo e o segundo levo em expedições quando o grupo está em sintonia. Ou seja, normalmente da Mauritânia para baixo, uma vez que em coisas mais longas normalmente o pessoal está melhor equipado. Para Marrocos (uma "extensão" do tugoburgo) a maioria da malta só tem CB e por isso tenho de levar o mesmo (ou ambos, como foi na última viagem).

Moral da história: Se não tens nenhum, sugiro que compres um CB, uma antena razoável e faças uma boa instalação (antena em ponto alto, boa massa e medição de estacionárias).
Depois, quando pensares em ir mais longe, prepara umas massas para comprares um VHF portátil e uma antena externa. Podes usar o mesmo cabo, com um adaptador na ligação ao rádio.

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Paulo Alves
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 Assunto da Mensagem: Re: Comunicações - Dilema
MensagemEnviado: 09 mai 2007 07:40 
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palves Escreveu:
Depois, quando pensares em ir mais longe, prepara umas massas para comprares um VHF portátil e uma antena externa. Podes usar o mesmo cabo, com um adaptador na ligação ao rádio.


Olá Confrades,

A evolução deste tópico passou-me um pouco ao lado ...
Já agora Paulo, uma vez que o pessoal também usa o VHF, agradeço que me digas qual a gama de frequências desses VHF.

Ainda relativamente à experiência do Filipe, é fundamental que as fichas coaxiais estejam bem feitas (bem soldadas), ter uma boa ligação "à massa" como disse o Paulo, e por vezes é necessário instalar um "filtro" entre a Bateria, e o nosso CB, destinado a atenuar todos os ruidos originados pelas componentes eléctricas das nossas viaturas.



Abração

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 Assunto da Mensagem: Re: Comunicações - Dilema
MensagemEnviado: 09 mai 2007 09:02 
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Victor Escreveu:
[b]Já agora Paulo, uma vez que o pessoal também usa o VHF, agradeço que me digas qual a gama de frequências desses VHF.

A maioria dos utilizadores, dado que só utiliza os rádios VHF em expedição e fora do país, estes têm uma "pala no olho" e uma "perna de pau" :lol: Se é que me faço entender ;)
Por isso, não somos muito fundamentalistas em relação à gama operacional para rádio amadorismo. Procurámos até uma frequência que fosse "marginal" para não interferir.

Sugiro que vejas o texto sobre "Standards de Comunicações e GPS" que escrevi em tempos, exactamente para nos acertarmos sem termos de andar a combinar sempre as mesmas coisas.

Na última viagem percebemos que havia rádios que só faziam mesmo a faixa legal e por isso não pudemos utilizar o "standard" que tinhamos definido. Não me recordo exactamente o que utilizámos mas era uma frequência encostada ao limite máximo da banda amadora.

Podemos definir um novo standard que pareça adequado e eu altero o texto. Sugestões? Que tal 141.500Hz?


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MensagemEnviado: 10 mai 2007 00:53 
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Boas Paulo,

Agradeço o esclarecimento, e já li o "Standards de Comunicações e GPS".

... Por acaso, tenho equipamentos rádio que cobrem todas essas frequências ...(!), mas segundo depreendi, os VHF's utilisados pela rapaziada (somente) nas expedições são os que normalmente cobrem a faixa compreendida entre 144.000, e 148.000 MHz, e por norma para fugir a essas frequências, uma grande parte dos rádios vendidos em Portugal têm que ser modificados ...
- Para os interessados em adquirir esse tipo de equipamento no nosso País, é bom que se certifiquem da viabilidade de alteração dos mesmos, pois alguns modelos não o permitem...
.

Abração

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