Mauritânia: Portugueses que precisarem de apoio devem dirigir-se à embaixada de França - Governo português
Lisboa, 06 Ago (Lusa) - O Governo português aconselhou hoje os portugueses que se encontrem na Mauritânia, a trabalhar ou em turismo, a dirigirem-se à embaixada de França em Nouakchott se necessitarem de apoio, na sequência do golpe de Estado ocorrido naquele país.
"Já fomos contactados por cidadãos portugueses que estão de férias na Mauritânia e que nos disseram que a situação está calma e que estão tranquilos", referiu à Lusa o secretário de Estado das Comunidades, António Braga.
"Admitimos também que possa haver portugueses, embora em número muito reduzido, a trabalhar lá", disse.
Segundo António Braga, "a embaixada de Portugal em Dakar, Senegal, entrou em contacto com a embaixada francesa na Mauritânia, que é a que está melhor colocada no âmbito da União Europeia, a fim de acolher os portugueses que eventualmente necessitem de apoio".
Portugal não tem presença diplomática na Mauritânia.
O presidente da Mauritânia, Sidi Ould Cheikh Abdallahi, e o primeiro-ministro, Yahya Ould Ahmed Waghf, foram hoje detidos em Nouakchott por militares, na sequência de um golpe de Estado, disseram fontes da segurança.
As emissões da rádio e a televisão mauritanas foram interrompidas e, de acordo com testemunhas, regista-se movimento de tropa na capital da Mauritânia, Nouakchott.
A Mauritânia atravessa uma grave crise política marcada pela demissão, segunda-feira, de 48 parlamentares do partido presidencial.
MCL/MV
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