Rei marroquino convida Argélia a abrir suas fronteiras
Rabat, Marrocos (PANA) - O rei Mohammed VI convidou a Argélia a abrir as suas fronteiras com Marrocos, qualificando de "sanção colectiva" o seu encerramento que dura há 14 anos, e exortou as autoridades argelinas a normalizar as suas relações com o reino marroquino.
Num discurso pronunciado por ocasião do nono aniversário da sua entronização, Mohammed VI disse que fossem quais fossem as diferenças de pontos de vista no conflito argelo-marroquino, elas não podiam justificar a continuação do encerramento das fronteiras.
As relações entre os dois países são tensas há mais de três décadas devido ao seu diferendo sobre a questão do Sara Ocidental, ex-colónia espanhola sob controlo de Marrocos desde 1975 e cujo movimento independentista, a Frente Polisário, é apoiado pela Argélia.
A Argélia fechou as suas fronteiras com Marrocos em 1994, quando as autoridades marroquinas a acusaram de estar implicada num atentado islamita contra um hotel de Marraquexe.
Marrocos decidiu então instaurar vistos para os cidadãos argelinos em visita a Marrocos e, em represália, a Argélia encerrou as suas fronteiras com Marrocos. O vistos foram suprimidos por Marrocos em 2005 depois pela Argélia em 2006, mas a fronteira permaneceu encerrada.
"Esta medida unilateral é vivida pelos dois povos como uma sanção colectiva incompatível com os seus laços de fraternidade histórica, as exigências do seu futuro comum e os imperativos da integração do Magrebe", afirmou Mohammed VI.
Para os dirigentes argelinos, a fronteira com Marrocos não será reaberta enquanto os dois países não se entenderem numa série de questões, incluindo uma saída do diferendo sobre o Sara Ocidental.
Mohammed VI assegurou que o seu país pretendia continuar a "tomar iniciativas com toda a sinceridade e escutar todas as boas vontades, para restabelecer as relações normais entre Marrocos e a Argélia e construir uma parceria construtiva com este país vizinho e irmão".
"Este desejo procede da nossa dedicação fiel aos laços de boa vizinhança que unem os nossos dois povos irmãos", sublinhou.
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PANAPRESS