Rabat, Marrocos (PANA) - O ministro marroquino dos Negócios Estrangeiros, Taieb Fassi Fihri, declarou quinta-feira que ainda não se registou nenhuma reação da Argélia até agora, quando ao apelo de Marrocos para a reabertura das fronteiras terrestres entre os dois países vizinhos.
"Vários membros do governo argelino fizeram publicamente comenttários e manifestaram posições infelizmente contrárias à ideia de uma reabertura da fronteira, no contexto actual", indicou o chefe da diplomacia marroquina durante uma reunião do Conselho de Ministros realizada em Rabat.
Fihri, cujas declarações foram citadas pela Agência Governamental de Notícias (MAP), sublinhou no entanto que o apelo do seu país é "sincero e de boa fé e, em suma, normal" para os dois países vizinhos cujos povos irmãos, unidos ontém no combate pela independência, partilham hoje as mesmas aspirações à aproximação, ao progresso e à estabilidade.
O diplomata marroquino lembrou por outro lado as iniciativas de Marrocos a favor de uma normalização das relações entre os dois países, sobretudo no que concerne à reabertura da fronteira comum.
A 23 de Março último, Marrocos apelou à Argélia para abrir a sua fronteira terrestre com o reino marroquino, encerrada desde 1994, com vista à normalização das relações entre os dois Estados.
Este apelo justifica-se pelo facto de "o contexto regional e internacional, que esteve na base do encerramento pela Argélia desta fronteira, está hoje largamente ultrapassado".
Por seu lado, a Argélia condiciona a reabertura das fronteiras ao exame de todos os dossiers ligados a esta decisão marroquina.
"A reabertura da fronteira está ligada às condicões que precederam o seu encerramento. Ela acontecerá quando forem levantados todos os obstáculos que a impedem actualmente", segundo governo argelino.
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