Al-Qaeda reivindica rapto de dois turistas austríacos na Tunísia
O braço magrebino da Al-Qaeda reivindicou, numa mensagem divulgada hoje pela estação de televisão Al-Jazeera, o rapto de um casal de turistas austríacos, dados como desaparecidos desde o final do mês passado no Sul da Tunísia.
Na mensagem, Salah Abou Mohammad, porta-voz da Al-Qaeda no Magrebe islâmico (BAQMI, ex-GSPC argelino), indica que o grupo “raptou o casal austríaco a 22 de Fevereiro” e que “o homem e a mulher se encontram bem de saúde”. O braço magrebino da organização de Osama bin Laden adverte ainda os turistas ocidentais para não se deslocarem à Tunísia.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros Austríaco anunciou há cerca de uma semana que um casal de turistas austríacos foi dado como desaparecido desde o final de Fevereiro no Sul da Tunísia. O homem, de 51 anos, e a mulher, com cerca de 40 anos, originários de Salzburgo, indicaram o seu paradeiro, pela última vez, quando se encontravam na aldeia de Matmata, no Sul do país, segundo um comunicado do ministério austríaco.
A Tunísia já colocou em dúvida que o rapto dos dois austríacos tenha ocorrido dentro das suas fronteiras. “Por agora, nenhum elemento permite confirmar que os cidadãos austríacos se encontrem actualmente no território tunisino ou que tenham sido raptados no interior das fronteiras tunisinas”, disse à AFP uma fonte oficial, exprimindo a posição do Governo.
Em comunicado, o Governo tunisino informou que foi lançada “uma intensa operação de busca”, acrescentando que o último registo sobre os dois desaparecidos indicava que se preparavam para atravessar o Sara numa direcção que os levaria para fora das fronteiras da Tunísia.
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Público