Rituais

Para lá do horizonte
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MensagemEnviado: 13 jul 2009 21:31 
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Capadócia

Bom dia amigos!!

O Vitor está a passear pela Capadócia, está desde ontem em Goreme perto de Urgup e amanhã irá rumar à Síria ainda na companhia do Telmo, do Rafael e do Luis, que apenas vão apanhar o ferry para a grécia após o regresso da Jordânia! Estou ansioso pelas fotografias desta parte da viagem, segundo o Vitor é um local fantástico com paisagens que parecem saidas de um filme!


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MensagemEnviado: 14 jul 2009 10:31 
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D+26 – 07 JUL (BELGRADO - PRISTINA)

Distância Percorrida – 385,0km
Total – 6197,8km

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Percurso 07JUL

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As interessantes ruas de Belgrado

Começámos este dia com um pequeno-almoço típico dos Balcãs comprado e comido numa Pekara, padaria em servo-croata, de Burek de queijo e carne!!! Esse tipo de folhado comprido que depois é enrolado é conhecido por todos os Balcãs e normalmente tem recheio de queijo, carne, vegetais, cogumelos, etc. Pessoalmente gosto bastante e os meus companheiros de viagem também apreciaram!

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Pequeno almoço tipico sérvio de Burek comprado numa Pekara

De seguida fomos visitar o forte de Belgrado onde se encontra o museu militar que também aproveitámos para visitar. De realçar neste museu 3 coisas, o facto que praticamente durante toda a história o território deste país foi o palco de inúmeras guerras e batalhas quase sem momentos de paz; infelizmente e para pena minha a ala da 2ª Guerra Mundial continua fechada, tal como na 1ª vez que visitei este museu e por último e na minha opinião o mais interessante deste museu, a sala reservada às guerras contemporâneas, onde está expostos diverso material capturado aos “rebeldes” croatas e albaneses do UÇK, equipamento capturado aos americanos e a parte mais curiosa a dos bombardeamentos da NATO, onde orgulhosamente expõem destroços de F117 que abateram e fotografias de civis mortos, entre outra coisas! Interessante conhecer esta outra visão dos factos que não é a da CNN…
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Visita ao Forte de Belgrado e Museu Militar

Falando em conflitos e em visões diferenciadas e distorcidas dos factos, continuámos em direcção ao mais recente país do Mundo – o Kosovo! Parámos pelo caminho no mosteiro de Zici onde aproveitámos para visitar a Igreja ortodoxa do século XIII.

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Mosteiro de Zici na Sérvia a cerca de 50km da fronteira com o Kosovo

Apesar de não ser o caminho mais rápido e directo, optámos por entrar no Kosovo pelo Gate 1 a norte de Mitrovica por dois motivos: falaram-nos em Derventa que pagaram de um seguro de 50€ na fronteira mais perto de Pristina (Gate 3) e principalmente porque queria atravessar com a minha mota a emblemática ponte de Mitrovica, onde passei mais de um mês na minha última missão no Kosovo!

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Chegada ao Kosovo, no Gate 1 a Norte de Mitrovica, com agente da alfandega português em serviço na EULEX

Saímos da Sérvia sem problemas e estávamos apreensivos na entrada do Kosovo por causa do tal pagamento, felizmente tal não se veio a verificar e por coincidência travámos contacto com um agente da alfândega português em missão na EULEX! A única coisa que não estava a correr bem foi mesmo a chuva que já nos vinha a acompanhar e incomodar já algum tempo!
Mitrovica é importante porque neste momento é onde começa o último bastião puramente kosovar- sérvio com alguma dimensão e junto à fronteira com a Sérvia. Esta cidade é dividida pelo Rio Ibar que não divide somente a cidade mas também as etnias, do lado sul kosovares-albaneses e lado norte kosovares-sérvios. Por isso é fácil perceber que sempre que há problemas inter-étnicos estes tomam uma maior relevância aqui, costuma-se dizer que sempre que há problemas no Kosovo, estes são em Mitrovica e nomeadamente na ponte que simboliza esta partição! A minha última missão no Kosovo foi durante a declaração unilateral de independência e devido a problemas na mesma fronteira onde entrei tive que passar quase um mês seguido nesta cidade.

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Na emblemática ponte de Mitrovica com agente da KPS após 1ª paragem pela policia

Seguimos então para Mitrovica, atravessámos a famosa ponte e … fomos parados pela KPS Kosovo Police Service, a primeira vez desde que comecei esta viagem há quase mês! Felizmente “só queriam conversa” e até tiraram uma foto para mais tarde recordar!!!
Debaixo de chuva intensa seguimos para Campo Slim Lines, onde estive cumpri as duas missões no Kosovo. Lá esperavam-nos os militares portugueses do 1º Batalhão de Infantaria proveniente de Vila Real. Depois de um banho para a aquecer e por a roupa a secar fomos simpaticamente convidados para o churrasco da 2ª CAt, onde matámos saudades de uma carninha grelhada a que se seguiu uma noite conversa com camaradas que já não via há algum tempo!
É curioso “as voltas que a vida dá”! Nesta viagem não pensei passar por aqui, no entanto é estranho e engraçado estar em Slim Lines “à civil” a contactar com pessoal! Quem sabe quando regressarei aqui…


Editado pela última vez por Malves em 17 jul 2009 11:03, num total de 1 vez.

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MensagemEnviado: 14 jul 2009 19:28 
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D+27 – 08 JUL (PRISTINA SKOPIA - SOFIA)

Boa tarde amigos

O Vitor está à cerca de 2horas parado na fronteira com a Síria a tratar da entrada. A boa notícia é que as coisas estão encaminhadas e dentro de uma hora (e com a ajuda de algumas fotografias de presidentes americanos em papel verde) devem entrar na Síria!



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MensagemEnviado: 15 jul 2009 22:54 
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D+27 – 08JUL (Pristina – Skopia – Sofia)

Distância Percorrida – 328,3km
Total – 6526,1km

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Percurso 08JUL

Depois de nos despedirmos dos militares portugueses em Pristina, comandados pelos TCor Teixeira a quem deixo os meus agradecimentos por nos terem acolhido e pela forma aberta como todos nos trataram, fizemos umas fotos “para mais tarde recordar”, claro com a bandeira do 2ºBI, que regressou às origens já que curiosamente foi aqui no Kosovo na ultima missão em 2007/08 que esta foi feita.

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Entrada do Campo Slim Lines, Português desde 01JUN deste ano

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Com os militares portugueses do 1º Batalhão de Infantaria em Campo Slim Lines

Antes de nos dirigirmos à capital da Macedónia, oficialmente designada por FYROM (Former Yuguslavian Republic of Macedónia) já que os gregos também têm uma Macedónia, fomos visitar um monumento nas imediações de Pristina e claro uma passagem por esta “nova” capital.

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Monumento alusivo à batalha de Kosovo Polje em 1389, à qual atribuem o nascimento da nação Sérvia

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Entrada no 10º país - Macedónia

Em 15 de Junho de 1389 uma grande batalha teve lugar 5k a oeste de Pristina entre o Império Otomano comandado pelo Sultão Murad e o Império Sérvio e seus aliados comandados pelo Príncipe Lazar, esta foi designada pela Batalha de Kosovo Polje, apesar de actualmente a localidade com este nome se situar do outro lado de Pristina a caminho do aeroporto. Esta batalha é talvez a mais importante na história da nação Sérvia existindo por isso neste um monumento alusivo à mesma e havendo todos os anos cerimónias a assinalar a data. A par com os mosteiros de Granica, Pec e Dakovica, que são dos mais importantes bastiões da Igreja Ortodoxa Sérvia, o local da batalha de Kosovo Polje é um dos motivos pelos quais é difícil para a Sérvia perder o Kosovo!

Deixando o monumento seguimos para Pristina onde demos uma pequena volta não nos tendo demorado por lá, já que está é uma cidade muito pouco interessante, praticamente sem monumentos ou algo que mereça a pena ver. Por isso depois de passarmos nas principais ruas da cidade, a Marshala Tito, Madre Teresa e claro na Bill Clinton (não fosse esta cidade ter uma rua com o nome deste presidente dos USA…) seguimos em direcção a Skopia.

Skopia é também cidade pequena mas bem mais interessante que a anterior. Tem uma praça central bem simpática, onde estão as marcas da casa onde a Madre Teresa de Calcutá viveu, que liga a uma rua junto ao rio cheia de esplanadas cheias de pessoas a lembrar outras cidades onde passámos, como Zagreb ou Belgrado, a uma escala menor claro. Do outro lado do rio que se passa através de um ponte pedonal antiga mas em bom estado é a parte albanesa da cidade podendo ver-se diversas mesquitas e ao fundo no monte o castelo. Aqui aproveitámos para almoçar numa esplanada bem “fashion” com vista para a praça e para o castelo!

Como tínhamos a Zori à espera fomos sem mais demoras para Sofia! Eu e o Telmo conhecemos a Zori no Afeganistão na minha última missão. Ela, que como nós também é capitã, era a oficial de finanças do Contingente Búlgaro mas acima de tudo era a alma desse contingente e até me atrevo a dizer de todo o Campo Warehouse, onde estávamos alojados. Com a sua simpatia e boa disposição contagia todos os que com ela se cruzam e logo gostei dela, tal como todos os outros portugueses da minha força. Quando lhe falei deste projecto de viagem ficou acordado que passaria pela Bulgária no regresso à Europa com esta mudança de planos optámos passar por lá agora também na ida.

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Jantar tipico bulgaro na casa de Zori em Sofia

Depois de irmos colocar as motas num parque fechado, já que ela disse que em Sofia não era seguro deixar as motas na rua, fomos para casa dela onde tinha preparado comida típica búlgara, com a tradicional Rakja e tudo para umas 20 pessoas!!! Foi uma noite bem passada e sobretudo bastante divertida como são todos os momentos passados com a Zori!



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MensagemEnviado: 17 jul 2009 11:03 
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Síria
Boa tarde amigos
O Vitor está à cerca de 2horas parado na fronteira com a Síria a tratar da entrada. A boa notícia é que as coisas estão encaminhadas e dentro de uma hora (e com a ajuda de algumas fotografias de presidentes americanos em papel verde) devem entrar na Síria!


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Aleppo! Amanhã Amã

Boa noite amigos!
O Vitor está em Aleppo, depois de 3 horas na fronteira já não conseguiram chegar a Damasco como planearam, mas estão agradavelmente supreendidos com Aleppo, uma cidade interessante e com pessoas simpáticas! Amanhã de manhã vão passear pela cidade e depois vão tentar chegar a Amã na Jordânia… isto se não houver outras 3 horas de paragem na fronteira!


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Damasco

Boa noite amigos!
Afinal, devido ao adiantado da hora, os nossos motards ficaram por Damasco e estão a adorar a maneira como estão a ser recebidos na Síria, estão a ser tratados como vedetas, toda a gente vai ter com eles para falar e ver as motas! Amanhã vão tentar ir directos a Petra mas tudo vai depender do tempo que os vão manter parados na fronteira!


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Jordânia!

Boa tarde amigos!
O Vitor já está na Jordânia, está neste momento a almoçar em Irbid, a seguir vão passear pelos montes Golas e vão até ao Mar Morto!


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Rio Jordão

Bom dia amigos
Ontem à noite o Vitor esteve a comer um belo de um franguinho nas margens do rio Jordão perto de onde S.João Baptista baptizou Jesus Cristo, já hoje de manhã desmontaram o bivaque que fizeram junto ao mar negro e seguiram para tomar um banho no rio Jordão e a seguir no Mar Morto!


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MensagemEnviado: 20 jul 2009 11:08 
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D+29 e 30 – 10 e 11JUL (Istambul)

Distância Percorrida – 59,7 km
Total – 7175,5 km

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Percurso 10 e 11JUL

Durante o planeamento “a quatro” do dia anterior combinámos que, antes de seguirmos para Sul para a Síria com paragem na Capadócia, ficaríamos em Istambul durante os próximos dois dias já que no regresso o Telmo, o Rafael e o Luís iriam tentar seguir de ferry para a Grécia, altura em que eu me separarei deles e seguirei sozinho para norte para atingir o 2º objectivo da viagem.

Assim aproveitámos para visitar esta cidade bem interessante começando pelos locais mais próximos dos hostel e que não são poucos dada a localização privilegiada do hostel, mesmo no centro de Sultanhamet.

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Europa ao fundo, Ásia Deste lado

Visitámos, com a companhia do brasileiro Thiago e das espanholas Sílvia e Paula, que conhecemos no hostel, a Mesquita Azul que é bastante bonita, a Mesquita de Aghia Sophia onde não entrámos, o Grande Mercado que nos lembrou um pouco a Medina de Tunis, o Palácio de Topkapi onde infelizmente não vistamos o Harém porque apesar de ser dentro do Palácio tem um outra entrada que fecha às17h.

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Almoço Luso-Brasileiro-Espanhol

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Foto da malta com japoneses à frente da Mesquita Azul

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Mesquita Azul

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Interior da Mesquita Azul

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Interior Azul da Mesquita Azul

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À entrada do Palácio de Topkapi, Luís

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No interior do Palácio Topkapi

No final do primeiro dia aproveitámos, já que estamos na Turquia, para relaxarmos tomando o verdadeiro banho turco! Havia 3 modalidades para o banho: o Self Service, o tradicional e de Luxe, como não sabíamos qual tomar, optámos pelo mais barato que era o Self Service! O de Luxe não chegámos a saber como era, o tradicional consistia em ser lavado/massajado, que a nós nos pareceu “sovado” por um massagista turco e depois ficar a suar no vapor do banho turco! O nosso foi verdadeiramente self service visto que tomámos o banho nós mesmos após ficámos a suar até que pusemos “ao fresco” no verdadeiro sentido da palavra! Confesso que fiquei desiludido com este banho turco pelo que ficámos de repetir, da próxima a sermos “sovados”! No final um suminho de laranja natural ajudou a repor os líquidos!

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Hall de entrada dos banhos turdos

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Luis satisfeito e lavadinho à frente do banho turco

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Um suminho para repor os niveis depois do banho turco

O grupo luso-brasileiro-espanhol seguiu à noite para Taksim onde jantámos um mix-kebab e vimos um pouco da noite de Istambul. Esta zona surpreendeu-me pela quantidade de gente, de bares, restaurantes, lojas, etc. que por lá havia, tudo com grande vida e bastante ocidentalizado, a avenida pedonal de Taksim confunde-se uma avenida de qualquer grande cidade europeia!

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Almoço em Instanbul Asiático

Tirando uma ida ao lado asiático da cidade, que na prática foi passar a ponte para Este e onde aproveitámos para almoçar, o resto destes dias foram aproveitados a descansar, a passear por Sultanhamet e beber uma cerveja, fumar um chicha e falar com os outros hospedes no terraço do hostel!

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Grande Bazar

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Grande Bazar de Instanbul

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A fumar uma Chicha e beber uma fresquinha no terraço do Hostel Best Island

Istambul é uma cidade interessante, cheia de vida e sem dúvida um local a revisitar, o que não gostei foi do trânsito infernal sempre que nos deslocámos de mota, a condução selvática, em especial a dos carros amarelos – táxis e as filas intermináveis independentemente do dia ou hora! Depois de estacionada a mota tudo bem!



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Petra e voilá: Egipto!

Bom dia amigos!

Este fim-de-semana o Vitor esteve em Petra e simplesmente adorou, segundo ele Petra é muito mais impressionante do que as fotos (quanto a nós creio que nos vamos deliciar com as fotos dele!)! Tomaram um banho no mar morto que foi uma experiência bastante engraçada, mas acabaram por não tomar no rio Jordão porque é proibido visto (ainda me custa a escrever esta palavra “visto“!) ser a fronteira com a Cisjordânia. Fizeram, ainda, a estrada dos Reis, uma estrada de montanha espectacular!
Neste momento o Vitor já está no Egipto, apanhou o Ferry “The Princess” vindo de Aqaba e está na companhia do Luis, o Telmo e o Rafael já estão de regresso a Portugal, uma boa viagem para eles!


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MensagemEnviado: 21 jul 2009 09:04 
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Cairo! Nove furos depois!

Boa noite amigos!

O Vitor está no Cairo num hotel baratinho a 3kms das pirâmides, o Luis já não está com ele, voltou para trás porque como não tinha o carnet tinha de pagar uma pequena fortuna. Tirando isso as estradas são um bocadinho “difíceis”, prova disso são os nove furos que o Vitor teve hoje na roda de trás!


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MensagemEnviado: 21 jul 2009 16:20 
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Pirâmides, amanhã rumo ao 2º Objectivo!

Bom dia amigos!

O Vitor esteve hoje de manhã a tentar perceber como é que foram feitas as pirâmides, edificações sem dúvida impressionantes! Amanhã volta ao rumo do 2º objectivo: Nord Kap!

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Foto recebida por MMS


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MensagemEnviado: 27 jul 2009 10:09 
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D31 – 12JUL (Istambul – Goreme (Capadócia))

Distância Percorrida – 756,1 km
Total – 7931,6 km

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Percurso 12JUL

Quando desencaminhámos o Luís para nos acompanhar ele disse que tinha que parar na Capadócia para terminar o “trabalho”que o trouxe à Turquia! O Luís juntamente com outros companheiros do Nomads abriram recentemente uma empresa que organiza entre outros eventos expedições de mota no estrangeiro,www.motoxplorers.com, neste âmbito o Luís está a fazer o reconhecimento de uma viagem pela Grécia e Turquia a ser realizada em Setembro próximo. Se houver interessados as inscrições ainda estão abertas!

Rumo à Capadócia, que a nós não causou qualquer inconveniente porque é no caminho para Sul para a Síria, saímos assim do hostel bem cedo porque íamos ter uma viagem de mais de 700 km. A viagem foi bastante rápida e confortável graças às excelentes estradas da Turquia com grandes rectas, quase sempre duas faixas de cada lado e bom piso.

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Rectas fantásticas e rolantes da Turquia até Nevsehir

Almoçámos a meio da viagem num restaurante em Golbasi nada turístico como nós gostamos e que até nos “deu música” com uma velha grafonola após o que fizemos uma estranha nas margens do lago salgado de Tuzgolu.

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Paragem para almoço em Golbasi

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Depois do almoço musiquinha da grafonola

O lago branco do sal nas parte secas, apresentou-se-nos pelo lado direito da estrada e estendia-se para a nossa frente, dando vontade de rolar com as motas pelas suas margens secas pelo que, quando vimos muitos carros parados junto ao lago com pessoas no meio dele, decidimos parar e imitá-los.

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1º dia com as 4 motas junto ao lago de sal de Tuzgolu

Depois atravessarmos um campo escorregadio de palha seca estacionámos as motas e seguimos para o lago que entretanto ficou vazio porque os automóveis saíram. O lago parecia uma imagem lunar e fizemos uma fotos até que vimos uma viatura da “Jandarma” a aproximar-se, parar junto às motas com as luzes de emergência ligadas após o que liga a sirene e nos altifalantes começam a dizer algo em turco que imaginámos que fosse: “saiam já do lago seus …” Pensámos que seria agora a primeira multa da viagem por um qualquer motivo ambiental de perturbar o eco-sistema do lago ou qualquer coisa do género, afinal disseram-nos simpaticamente em turco que não podíamos ali estar ao que nós pedimos desculpa em português a dizer que não sabíamos e no final tirámos uma foto para lembrar mais tarde e esquecer o mal entendido!

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Lago salgado de Tuzgolu em local proíbido

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Afinal não passaram a multa mas tiraram um foto

Deixando o lago continuámos para Goreme cuja paisagem ao por do sol quando chegámos nos deixou certos que de que foi uma excelente ideia esta do Luís de por aqui passarmos!


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De novo na Jordânia

Bom dia amigos!

Ontem o Vitor voltou à Jordânia de Ferry após alguns dias no Egipto onde para além de alguns furos ainda apanhou uma multa de velocidade e, ainda pior, onde um ATM lhe “comeu” o cartão de crédito! Mas nem tudo foi mau, houve tempo para um banho numa praia paradisíaca em Nuweba no Mar Vermelho com vista para a Arábia Saudita!


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MensagemEnviado: 27 jul 2009 14:44 
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Bom dia amigos

Deixo-vos aqui um pequeno resumo do que tem sido os últimos dias do Vitor, descrito por ele próprio! Neste momento ele está em Jerusalém junto ao Muro das Lamentações depois de ontem ter estado várias horas a aguardar interrogatório para entrar em Israel!

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Vitor junto ao Muro das Lamentações hoje de manhã! (enviado por MMS)

“Estou em Amman e finalmente encontrei um Cybercafe de maneira que amanha vou tentar enviar-te os relatos em atraso. Estou agora a viajar com o Luís Lourenço que reencontrei na Jordânia e com o Matt, um americano que vive no norte do Iraque anda a fazer um filme sobre os países árabes (do qual ja fazemos parte )!

Alguma informação atrasada:
O Luís foi comigo para o Egipto mas como não tinha o carnet de passagem pediram-lhe cerca de 500 euros para a emissão de um alem de um deposito de 5000 dólares a devolver a saida. Naturalmente que não foi nisso e depois de dormir uma noite no Egipto regressou a Jordânia com o Matt que entretanto tínhamos conhecido no porto de Nuweiba, onde o ferry chegou.

O Telmo e Rafael estiveram em apuros! Quando nos deixaram em Petra seguiram para Norte por Israel, apesar de saberem e terem pedido para que n carimbassem a saída e reentrada na Jordânia vindos Israel, os gajos carimbaram-lhes os passaportes sem que se apercebessem!
Quando chegaram à fronteira com a Síria, AZAR não os deixaram passar, de modo que ficaram retidos na Jordânia não podendo sair para Norte (Síria) nem para Sul (Egipto) porque também não tem o carnet e assim tinham que pagar o mesmo que o Luís!!!

Felizmente conseguiram safar-se, depois de muita confusão, indo de Haifa (Israel) para o Chipre de ferry e de la iam mandar as motas e seguir eles de avião! Esta e historia deles ate agora e desde que nos deixaram!

Nos temos andado numa de TT e campismo, ja que o Matt quer fazer uns planos WILD para o filme dele!!! Por isso ontem andamos a fazer uns trilhos durinhos no Partque natural de Dana e hoje andamos a Azimute em TT na regiao os castelos nao muito longe de Amman! Amanha o Matt vai filmar o Mar Morto (onde ja estivemos) e eu e o luis estamos a pensar ir a Jerusalem mas so se nao nos carimbarem os passaportes para nao nos acontecer como ao Telmo e Rafael!”



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MensagemEnviado: 31 jul 2009 02:16 
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Embora o Luis Lourenço não faça parte da N2Tour, como os últimos posts relativos à sua viagem também têm aparecido aqui, vou colocar info de hoje

Luis Lourenço - 30 Julho 2009 - 23H50 Escreveu:
"Falta a luz de 5 em 5 minutos :-) Mas nunca fui tão bem recebido ao entrar num país!"

Posição: N 37 02.243 O 42 49.806

:D Reformado sem vergonha nenhuma, pá! :D


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MensagemEnviado: 04 ago 2009 09:03 
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Iraque!

Boa noite amigos!
Desculpem a falta de actualização mas o tempo não deu para muito mais, este fim-de-semana fica tudo actualizado! O Vitor estava à pouco tempo a tentar entrar no Iraque numa alteração de planos à última da hora! Esteve na fronteira com a Síria e depois de uma hora de negociações num checkpoint não conseguiu entrar! Neste momento está a passar para a Turquia e vai tentar entrar por lá, logo se vê!


N2Ntour Escreveu:
Iraque Confirmado!

Boa noite amigos!

O Vitor sempre conseguiu entrar no Iraque através da Turquia e está “bivacado” perto da fronteira! Segundo ele “Os Curdos são do melhor!”


N2Ntour Escreveu:
Turquia novamente

Bom dia amigos!

O Vitor está novamente na Turquia, está em Silopi mesmo a seguir à fronteira, o Matt ficou no Iraque mas o Luis ainda está com ele!


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Mersin – Turquia

Boa noite amigos

O Vitor está em Mersin no Sul da Turquia e amanhã vai fazer a costa oeste numa altura em que já se começa a preocupar com o tempo que ainda tem disponível para esta aventura!


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D32 – 13JUL (Capadócia)

Distância Percorrida – 114,4 km
Total – 8046,0 km

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Este dia foi passado a explorar esta fantástica região da Capadócia nas imediações de Goreme. Como as viagens de balão, que são famosas por estas bandas, custam a módica quantia de 110 e 150 euros, com a agravante de que as saídas eram às 5h da manhã, decidimos fazer uma voltinha de mota mesmo!

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Começámos por visitar o Museu ao ar livre em Goreme, de seguida fizemos um circuito circular seguindo para a cidade subterrânea com 8 pisos subterrâneos em Derinkuyo, depois para as antigas aldeias gregas e acabando a ver o por do sol sobre o vale de formas estranhas!

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Aqui haviam vulcões activos cuja erupção inundou de lava esta região, como pelos vistos esta é fácil de trabalhar os habitantes aproveitaram para fazer as suas casas nelas deixou este aspecto fantástico e único como se saído de um filme que hoje se vê! Como uma imagem vale mais do que mil palavras deixo-vos aqui umas quantas para perceberem como isto é!

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MensagemEnviado: 04 ago 2009 11:02 
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Hoje eu e o Vítor vamo-nos separar, eu fico pela região do Mediterrânio Oeste da Turquia, que tem muito para ver, o Vítor vai seguir para a Bulkgária rumo ao Cabo Norte.

Inesquecíveis dias que passámos juntos, a minha viagem foi enormemente enriquecida por este 'desvio' para o Médio Oriente, Síria e a insuperável hospitalidade das suas gentes, Jordânia o país das mil maravilhas, Jerusalém e por fim a pequena grande loucura do saltinho ao Iraque com o nosso amigo Matt, em dois dias de grande emoção e desafio. O problema no Iraque era o facto de as nossas motas serem alguma coisa de diferente na região em guerra, e isso motivava reações de desconfiança da polícia e do exército.

Obrigado Vítor, Telmo, Rafael e Matt, grandes companheiros desta incrível viagem!

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_________________
Luis Lourenco
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MensagemEnviado: 06 ago 2009 09:32 
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Gazipasa

Boa noite amigos!

O Vitor está em Gazipasa! Hoje tentaram chegar a Antalya mas não conseguiram porque estiveram 3 horas parados à espera que dinamitassem a estrada (devia ser boa demais para as motas deles )

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Boas e más notícias

Olá amigos!

Comecemos pelas boas notícias, o Vitor está bem, esteve hoje em Troia mas não foi nada que o impressionasse talvez pelo estado de espirito da altura… o que me leva às más notícias, o Vitor teve um acidente, pela primeira vez na sua vida 15000kms depois, e algo que poderia realmente ter acabado com a viagem, despistou-se numa curva e ainda andou cerca de 10 metros de rastos mas felizmente só tem uns arranhões no cotovelo o mesmo não se pode dizer do casaco e das calças mas eles foram feitos é para isto por isso cumpriram a sua função, quanto à mota o balanço é: mala direita muito amolgada, pisca direito e viseira partidos. Coisas que acontecem, nada que lhe possa retirar o prazer da viagem! Força Vitor!

N2Ntour Escreveu:
D+33 – 14JUL (Goreme – Aleppo)

Distância Percorrida – 546,5km
Total – 8592,6km

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Percurso 14JUL

Depois de um pequeno-almoço abundante no pequeno hotel onde dormimos as últimas duas noite em Goreme, saímos rumo à Síria. Com uma paisagem magnífica e tipicamente mediterrânea de olivais rolámos bastante bem até à fronteira, devo dizer que a Turquia tem estradas nacionais excelentes, com bom piso e quase sempre com duas faixas em cada sentido!!!

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Vistas fantásticas de olivais à saída da Turquia

Algumas horas depois, sem paragem para almoço, estávamos na fronteira onde passámos as próximas mais de 3 horas a tratar dos procedimentos de entrada Síria, que passo a detalhar para quem possa interessar vir para estas bandas:

1. Visto
Perguntar na policia o preço do visto, para portugueses 33 dólares
Ir ao banco pagar o valor indicado
Ir com o comprovativo do pagamento novamente à policia onde, à porta fechada, pagámos “jeitinho” de 10 dólares após o qual nos passaram um visto no guichet para 15 dias.

2. Carnet
Para quem tem Carnet de Passage en Douane, que graças ao Automóvel Clube de Portugal é meu caso, é ir à fronteira e pedir para porem um carimbo no carnet, quem não tem tem de preencher os papeis do carnet
De seguida ir novamente ao banco onde se paga o valor do carnet e do seguro, com carnet 38dol, sem carnet 109dol. Recebendo esse dinheiro em líbia sírias para pagar na alfandega e seguro.

De seguida fomos à alfândega onde, mediante o pagamento 100 libras sírias, carimbaram a entrada no meu carnet, retirando o respectivo talão e processaram os restantes carnets provisórios.

3. Seguro
Com o dinheiro que recebemos no banco fizemos o seguro para um mês.
E é só isto!!! A nossa sorte foi que no edifício onde se desenrolou toda esta actividade existe um posto de informação para turistas onde logo nos dirigimos, lá encontrámos um simpático funcionário do governo sírio que nos guiou em todos estes procedimentos! Mesmo acreditando que é o seu trabalho, no final demos-lhe 20 dól pelos 4! Sempre mostrando-se muito simpático não nos pediu nada e quando lhe demos perguntou se era do coração ou obrigação!

Depois e para acabar e passar finalmente a fronteira, eu com o carnet pude logo passar a fronteira os restantes tiveram ainda que ir carimbar o carnet provisório e pagar mais um dólar cada um! A taxa de conversão 1dol=45 libras sírias!

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Depois de 3 horas na fronteira finalmente entrámos na Síria

Dado o avançado da hora, devido ao tempo gasto nestes procedimentos de entrada, decidimos dormir em Aleppo que é bem perto da fronteira e é a 2ª maior cidade da Síria!

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Que três na chegada a Aleppo junto à Citadela

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1ª refeição na Siria e quase do dia

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Allepo by night visto do restaurante

Aqui podemos constatar a simpatia deste povo! Ao pararmos as motas toda a gente vinha falar connosco a dizer “Welcome to Síria”, perguntar se precisávamos de alguma coisa, perguntar de onde éramos, etc. de uma forma espontânea e gratuita! Engraçado como construímos um ideia de alguns países que nada correspondem à realidade!

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Torre do relógio de Aleppo

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Um admirador da minha mota

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Um sorriso ao ver-nos a chegar a Aleppo


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MensagemEnviado: 07 ago 2009 11:10 
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D+34 – 15JUL (Aleppo – Damasco)

Distância Percorrida – 367,0km
Total – 8959,7km

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Percurso 15JUL

Começamos o dia com um pequeno-almoço recomendado pelo Rafael, que já era repetente por estas bandas, de sumo de laranja natural com sandes de queijo de pão e estreito prensado.

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Aleppo visto da Citadela

O local dos sumos era mesmo ao lado de uma loja onde se vendia toda uma diversidade de bebidas alcoólicas facto que, tal como termos bebido cerveja no jantar do dia anterior, me admirou porque tinha a ideia que a Síria era um país bastante mais fechado do que é na realidade! Nessa loja vimos um muçulmano com túnica e lenço na cabeça, portanto parecia ser conservador, a pedir uma lata de 7Up que despejou metade para o chão e que foi enchida por uma bebida branca tipo vodka ou algo do género! Apesar da facilidade da venda de bebidas alcoólicas as aparências têm que ser mantidas!!!

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Pensamos que as nossas motas estão pesadas... e esta bicicleta com 3 botijas!!!

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O homem do chá!

Como no dia anterior não vimos muito da cidade fomos fazer um pouco de sight seeing antes de nos pormos à estrada. Visitámos a Citadela que está em bom estado, tem uma vista fantástica sobre a cidade e onde vi pela primeira vez o tradicional “homem do chá” que vestido com roupas típicas tem uma “mochila jarro gigante” e um “cinto cartucheira de copos” e com uma técnica apuradíssima serve o chá para vender a quem o desejar.

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Grande Mesquita de Aleppo

De seguida visitámos a Mesquita Omayyad, a maior da cidade e onde assistimos ao longe crianças em Madrassas a aprender o Corão. Nestes dois locais toda a gente foi bastante simpática connosco desde os polícias, que nos deixaram estacionar as motas em locais proibidos, aos transeuntes que perguntavam de onde éramos, davam dicas do que visitar e no final o tradicional “Welcome to Siria”.

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Entrada da Citadela de Aleppo

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Interior da Citadela de Aleppo

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Na citadela de Aleppo

À saída da mesquita deparei-me também com o vendedor mais insistente que encontrei, este pequeno chato andou de volta dos 4 com uma persistência invejável a tentar-nos vender uma pastilhas tipos as nossas “Chiclets”, como já não o podia mais ouvir comprei-lhe dois pacotes por metade do preço que ele pediu inicialmente e tirei-lhe umas fotos para as quais prontamente pousou.

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O vendedor de pastilhas mais chato do mundo

Antes de partirmos fomos a uma 2ª dose de sumo de laranja natural com “sandocha” de queijo (sim ficámos todos fãs disto!!!) e seguimos em direcção a Sul com a ideia de ainda passar a fronteira nesse dia para a Jordânia, o que não se veio a verificar porque acabámos por pernoitar em Damasco!

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Adeus Aleppo rumo a Damasco

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Vamos lá ver onde vamos...

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Uma engraxadela ao sapatinho

Depois de nos alojarmos num hotel, que o Rafael já conhecia da sua 1ª vez aqui, fomos visitar a parte antiga de Damasco de onde realço as Mesquitas que iluminadas têm uam magia especial e o “Suke, ou seja o mercado que mesmo à noite fervilhava de gente e onde é interessante ver a quantidade de lojas de roupa e adornos femininos.

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Damasco by night

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Aspecto do mercado de Damasco

Como já disse, a Síria impressionou-me positivamente pela simpatia das suas gentes e porque apesar de ser um estado islâmico do Médio Oriente ser bastante aberto em coisas onde não o esperava, como o facto de se consumir álcool e ver muitas das mulheres sozinhas nas ruas, a usar roupas ocidentais sem sequer usarem a cabeça tapada, a frequentar cafés e restaurantes onde fumam os seus cigarros e Nagirla.


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 Assunto da Mensagem: News
MensagemEnviado: 10 ago 2009 09:18 
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N2Ntour Escreveu:

D+35 – 16JUL (Damasco – Mar Negro)
Distância Percorrida – 327,6km
Total – 9287,3km

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Percurso16JUL

Este dia começou com “A busca do telemóvel perdido” do Luís que tinha ficado no restaurante, onde no dia anterior nos tínhamos deliciado com a comida típica Síria ou melhor do Médio Oriente com vários tipos de saladas, Hummus e claro o tradional Kebab! Já com o telemóvel tomámos o pequeno-almoço “da ordem” de sumo de laranja natural e sandes de queijo e finalmente rumámos com destino à Jordânia.

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Entrada na Jordânia

Na fronteira, encontrámos um casal de alemães em duas BMW GS e depois de “uns dedos de conversa”, em que explicámos as nossos destinos, fiquei a saber que estão a fazer uma viagem desde a Alemanha até à África do Sul e ficámos de ir acompanhando nos sites das viagens (www. haudum.de) apesar do meu estar em português e o deles em alemão, “vamos vendo as fotos” foi o que dissemos!!!

A saída da Síria é bem mais fácil do que a entrada, tive que pagar 200 libras para me carimbarem a saída no carnet e 500 libras de taxa de saída ou seja para carimbarem a saída no passaporte. Um pouco caro mas ao menos foi rápido!!!

Do lado Jordano as coisas também não foram complicadas, nem caras e penso que só demoram algum tempo porque tiveram algum problema nos sistemas informáticos. Pagámos 10 JD (Jordanian Dinars, em que 1JD=0,95€) para o visto com validade para 1 mês, 20 JD para dar a entrada da mota na alfandega, independentemente de se ter carnet ou não (o que deixou os meus companheiros de viagem bastante contentes) e 17,5€ do seguro da mota para uma semana.

Apesar de serem bastante cordiais e ter sido fácil a entrada, na fronteira tive uma sensação contrária à que tive relativamente à Síria, sempre pensei que a Jordânia fosse mais aberto que o seu vizinho, mas as mulheres que vi todas de negro e com um véu que nem os olhos mostram e que me lembraram as burkas que vi no Afeganistão, fizeram-me pensar o contrário.

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Foto da foto em Irbid

Como a hora de almoço já tinha passado há algum tempo e o sumo e sandes não duram para sempre, decidimos parar na maior cidade do norte da Jordânia – Irbid que não me pareceu nada de especial mas que estava no caminho do nosso próximo destino Umm Qays.

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50cts a Gasolina mais barata da viagem

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Ruínas romanas de Umm Qays

Passar neste local foi, mais uma vez, uma dica do Rafael e ainda bem que o fizemos porque foi bastante enriquecedor! Umm Qays além de serem as ruínas do que outrora foi uma grande cidade romana conhecida por ser um centro cultural e a casa de poetas e filósofos, tem um vista única do vale do Jordão e do Mar da Galileia e claro dos Montes Golã e como tal das fronteiras da Jordânia, Síria e Israel!

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Telmo Luís e eu com os montes Golãs ao fundo

Toda a minha vida tenho visto nas notícias os problemas do Médio Oriente e como tal é curioso estar neste local a olhar para o motivo de tanta confusão e perceber in loco o porquê. Não é preciso ser militar ou perceber muito de táctica para constatar o domínio que estes montes conferem a quem os possuir e o motivo pelo qual os Israelitas os ocuparam.

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Conversa e chá com militares Jordanos em Umm Qays

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Montes Golãs

Claro que, apesar de as relações diplomáticas da Jordânia com a Síria e Israel serem cordiais, mesmo do lado Jordano a presença militar é forte tendo diversos postos de observação com “olhos nos montes Golãs”. Estivemos com dois militares, que guarnecem um desses postos, a tomar um chá beduíno e a tentar e uma pequena conversa, já que o inglês deles não era abundante e o nosso árabe ainda menos. Mesmo assim este momento foi um experiencia bastante interessante que fechou com “chave de ouro” a nossa vinda a este local.

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Estrada de montanha fantástica

Continuámos viagem numa estrada de montanha com vistas fantásticas rumo ao Mar Morto, onde chegámos já de noite e começámos a procurar um sítio para dormir. Nas suas margens, deste lado claro, foram construídos grandes resorts turísticos só com hotéis de luxo. Por descargo de consciência fomos perguntar o preço ao hotel que nos pareceu o mais barato e que era de 150 dólares! Como estes preços não são para as nossas carteiras e para minha alegria, acabámos por ter a experiência única de acampar nas margens do Mar Morto!


N2Ntour Escreveu:
D+36 – 17JUL (Mar Negro – Petra)

Distância Percorrida – 288,0km
Total – 9575,4km

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Percurso17JUL

Apesar de estar deserto quando montámos as tendas, descobrimos que esta zona tem muito movimento de noite e devido aos inúmeros carros, que paravam não muito longe das tendas, com os auto rádios em altos berros a tocar os mais recentes hits da música árabe e com os seus ocupantes a tagarelar sei lá o quê em altos berros acabámos por não dormir muito.

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Bivaque junto ao Mar Morto

No entanto, pelo acordar e sair da tenda com vista para a Cisjordânia do outro lado Mar Morto, se fosse hoje voltaria a acampar neste local!

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Jordânia de um lado Cisjordânia de outro

No dia anterior tínhamos jantado não muito longe do local onde Jesus foi baptizado e como tal decidimos ir dar um mergulho no Rio Jordão nesse local antes de experimentarmos o Mar Morto! Acabámos por não ir mesmo ao local do baptismo ficando-nos pela entrada porque, antes de mais não nos deixariam tomar banho mas apenas tocar na água com a mão e também porque como o rio é a fronteira natural entre a Jordânia e Israel e os territórios palestinianos ocupados, este está sobre controlo militar por isso tínhamos que nos deslocar num autocarro que só partiria passado uma hora e depois ainda andar outra hora. Como queríamos chegar a Petra decidimos que não podíamos despender de todo esse tempo! Fica para a próxima!!!

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Quase no local do Baptismo de Jesus

Não houve Rio Jordão mas houve o Mar Morto. Na praia de Amman, onde pagámos 7JD para entrar ou seja basicamente para tomar um banho de água doce, já que é possível entrar na água sem ser por esta praia mas depois tínhamos que andar o resto do dia salgadíssimos!

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A boiar no Mar Morto

Como é do que conhecimento geral, o nome dado a este mar prende-se com o seu elevado grau de salinidade, fazendo com que os corpos bóiem de uma forma incrível!!! Este banho no Mar Morto foi um experiencia muitíssimo engraçada e fez-me quase lembrar os astronautas na ausência de gravidade, já que conseguimos andar na água, o nosso corpo está sempre à tona e até temos dificuldade em nos equilibrarmos. Diverti-me bastante até ter água nos olhos, que me fez ter dificuldade em ver porque ardia muito, mas nada que depois de um banho de água doce não resolveu e voltei a repetir a dose!

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A praia de Amman onde nos banhámos

Há duas estradas que seguem para Sul e que podíamos tomar rumo a Petra a “Desert Highway”, que é a auto-estrada principal da Jordânia e que a atravessa longitudinalmente e a “Kings Road”, estrada de montanha com um paisagem impressionante. Nem é preciso dizer que foi a segunda que tomámos e foi das estradas mais fantástica que fiz nesta viagem pelas vistas deslumbrantes da paisagem que a envolve!

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Vista da Estrada do Rei

A única coisa que foi estranha durante este dia e já tinha acontecido no dia anterior foram os inúmeros postos de controlo do exército jordano em que tivemos passar. Pelos vistos os palestinianos só podem se deslocar em determinadas áreas do país e como tal esses postos pretendem controlar o seu movimento. Este foi outro facto interessante que retive ao viajar neste lado do globo!

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1º a pose!

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Depois o Salto!

Pelo caminho, além dezenas de paragens para tirar fotos das paisagens, parámos para almoçar em El Karak que, além de vários edifícios Otomanos do século XIX, têm um antigo castelo elevado (900 mts) do tempo das cruzadas e ao fim da tarde chegámos finalmente a Petra!!!

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Que Vista!!

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Que quatro... e que paisagem!

Depois de alojarmos no possivelmente o hotel mais barato da localidade, o Moussa Spring, partimos para ver o por do sol sobre Petra onde conhecemos a Ruda, uma beduína que fala um inglês perfeito e que trabalha numa loja de recordações dentro do parque. Acedeu deixar-me tirar-lhe uma foto depois de prometer que não a ia usar para nenhuma revista!

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 Assunto da Mensagem: Re: News
MensagemEnviado: 11 ago 2009 14:14 
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Registado: 30 dez 2005 23:39
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curioso!!! acho que estivemos no master rallye 2001 mas na Russia .. temos de ir averiguar no terreno ...

Votos de continuação


Malves Escreveu:
N2Ntour Escreveu:
Gazipasa

Boa noite amigos!

O Vitor está em Gazipasa! Hoje tentaram chegar a Antalya mas não conseguiram porque estiveram 3 horas parados à espera que dinamitassem a estrada (devia ser boa demais para as motas deles )

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Boas e más notícias

Olá amigos!

Comecemos pelas boas notícias, o Vitor está bem, esteve hoje em Troia mas não foi nada que o impressionasse talvez pelo estado de espirito da altura… o que me leva às más notícias, o Vitor teve um acidente, pela primeira vez na sua vida 15000kms depois, e algo que poderia realmente ter acabado com a viagem, despistou-se numa curva e ainda andou cerca de 10 metros de rastos mas felizmente só tem uns arranhões no cotovelo o mesmo não se pode dizer do casaco e das calças mas eles foram feitos é para isto por isso cumpriram a sua função, quanto à mota o balanço é: mala direita muito amolgada, pisca direito e viseira partidos. Coisas que acontecem, nada que lhe possa retirar o prazer da viagem! Força Vitor!

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D+33 – 14JUL (Goreme – Aleppo)

Distância Percorrida – 546,5km
Total – 8592,6km

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Percurso 14JUL

Depois de um pequeno-almoço abundante no pequeno hotel onde dormimos as últimas duas noite em Goreme, saímos rumo à Síria. Com uma paisagem magnífica e tipicamente mediterrânea de olivais rolámos bastante bem até à fronteira, devo dizer que a Turquia tem estradas nacionais excelentes, com bom piso e quase sempre com duas faixas em cada sentido!!!

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Vistas fantásticas de olivais à saída da Turquia

Algumas horas depois, sem paragem para almoço, estávamos na fronteira onde passámos as próximas mais de 3 horas a tratar dos procedimentos de entrada Síria, que passo a detalhar para quem possa interessar vir para estas bandas:

1. Visto
Perguntar na policia o preço do visto, para portugueses 33 dólares
Ir ao banco pagar o valor indicado
Ir com o comprovativo do pagamento novamente à policia onde, à porta fechada, pagámos “jeitinho” de 10 dólares após o qual nos passaram um visto no guichet para 15 dias.

2. Carnet
Para quem tem Carnet de Passage en Douane, que graças ao Automóvel Clube de Portugal é meu caso, é ir à fronteira e pedir para porem um carimbo no carnet, quem não tem tem de preencher os papeis do carnet
De seguida ir novamente ao banco onde se paga o valor do carnet e do seguro, com carnet 38dol, sem carnet 109dol. Recebendo esse dinheiro em líbia sírias para pagar na alfandega e seguro.

De seguida fomos à alfândega onde, mediante o pagamento 100 libras sírias, carimbaram a entrada no meu carnet, retirando o respectivo talão e processaram os restantes carnets provisórios.

3. Seguro
Com o dinheiro que recebemos no banco fizemos o seguro para um mês.
E é só isto!!! A nossa sorte foi que no edifício onde se desenrolou toda esta actividade existe um posto de informação para turistas onde logo nos dirigimos, lá encontrámos um simpático funcionário do governo sírio que nos guiou em todos estes procedimentos! Mesmo acreditando que é o seu trabalho, no final demos-lhe 20 dól pelos 4! Sempre mostrando-se muito simpático não nos pediu nada e quando lhe demos perguntou se era do coração ou obrigação!

Depois e para acabar e passar finalmente a fronteira, eu com o carnet pude logo passar a fronteira os restantes tiveram ainda que ir carimbar o carnet provisório e pagar mais um dólar cada um! A taxa de conversão 1dol=45 libras sírias!

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Depois de 3 horas na fronteira finalmente entrámos na Síria

Dado o avançado da hora, devido ao tempo gasto nestes procedimentos de entrada, decidimos dormir em Aleppo que é bem perto da fronteira e é a 2ª maior cidade da Síria!

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Que três na chegada a Aleppo junto à Citadela

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1ª refeição na Siria e quase do dia

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Allepo by night visto do restaurante

Aqui podemos constatar a simpatia deste povo! Ao pararmos as motas toda a gente vinha falar connosco a dizer “Welcome to Síria”, perguntar se precisávamos de alguma coisa, perguntar de onde éramos, etc. de uma forma espontânea e gratuita! Engraçado como construímos um ideia de alguns países que nada correspondem à realidade!

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Torre do relógio de Aleppo

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Um admirador da minha mota

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Um sorriso ao ver-nos a chegar a Aleppo


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 Assunto da Mensagem: News
MensagemEnviado: 19 ago 2009 14:59 
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Registado: 29 dez 2005 23:38
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N2Ntour Escreveu:
D+37 – 18JUL (Petra)
Distância Percorrida – 18,7km
Total – 9594,2km

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Percurso 18JUL

Este foi dos dias mais marcantes da viagem! Foi o dia em que visitei Petra, que é um marco e um local que queria visitar há muito e principalmente porque foi o dia em que me separei dos meus dois companheiros do início da viagem e com os quais vivi as muitas alegrias e as algumas amarguras desta aventura.
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A última vez que estivemos os 3 com grande vista

Como têm menos dias de férias o Telmo e o Rafael decidiram que tinham que começar a regressar para Norte e eu convenci o Luís ainda dar-mos uma saltada ao Egipto, como tal os nossos caminhos separaram-se em Petra! Depois de um mês e uma semana a viajarmos juntos, sem nunca nos termos chateado verdadeiramente e sempre com um grande espírito de camaradagem, quero deixar uma palavra especial ao Telmo e ao Rafael pela sua companhia neste meu projecto e pela estima que demonstraram em todas as alturas, sei que nem sempre sou fácil de aturar por isso as minhas desculpas pelos momentos que possam ter sido menos bons e um grande bem haja pela vossa amizade! Em próximas viagens gostaria de continuar a ter prazer da vossa companhia!!!

Cedo para irmos pela fresca partimos a caminho de Petra e depois de pagar a entrada de 21JD entramos na antiga cidade dos Nabateanos, uma antiga tribo árabe que, vindos da Península Arábica há mais de 2200 anos, se instalaram no Sul da Jordânia e que aqui construíram uma cidade escavada na pedra.
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Taxi!!!

Na entrada estavam uns beduínos com cavalos para alugar, como aprendi montar nos tempos idos de cadete e consegui regatear por 2JD fiz uma “entrada triunfal” a cavalo!!! Infelizmente foram apenas uns 400 ou 500 metros em linha por isso não foi assim tão barato o negócio como eu pensei!
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Entrada triunfal a cavalo

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A entrada principal de Petra Aq-Siq

Continuámos a pé pelo As-Siq a antiga entrada principal de Petra, uma impressionante garganta natural estreita, profunda com cerca de 80 metros e longa com cerca de 1200 metros até que começamos a vislumbrar o Tesouro, Al-Khazneh que é o mais conhecido monumento e do qual me lembrava das fotos que tinha visto! Na realidade é bem mais impressionante principalmente pela sua dimensão, pormenor e enquadramento! Enquanto percorremos a garganta este surge de repente através de uma pequena abertura do As-Siq, mede 30 metros de largura por 43 de altura e foi escavado na rocha no 1º século BC para um túmulo de um importante Rei Nabateano.
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O Tesouro Al-Khasneh

O que mais me impressionou em Petra até nem foi este monumento por si mas sim toda a cidade que se estende depois dele! Continuámos a visita sempre passando edifícios escavados nas rochas, um coliseu, mais túmulos reais, ruas com colunatas tudo deveras impressionante e belo até começámos a subir até ao local mais alto, a montanha de Ad-Deir e onde existe um mosteiro.
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Rua Colunada

http://i22.photobucket.com/albums/b320/ ... sreais.jpg
Tumulos reais

A subida foi brindada por um vistas de montanha interessantes com os outros edifícios ao fundo e ao fim de uma meia hora atingimos o cume onde está o Mosteiro de Ad-Deir, que apesar ser considerada a 2ª maior atracção de Petra a seguir ao Al-Khasneh, na minha opinião é o mais impressionante e o que mais me marcou talvez pelo local onde se encontra, não fosse eu um apaixonado pela montanha! É muito parecido com o tesouro mas mais simples o que para mim o torna mais belo e é igualmente grande. Foi usado como Tumulo ou Templo ou ambos e foi um importante local de peregrinação, fazendo procissões subindo a montanha e reunindo-se no largo em frente e terá sido usado como igreja durante a era Bizantina!
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Mosteiro de Ad-Deir

Decidimos subir a um ponto ainda mais alto do que o mosteiro num sítio com dominância sobre este e onde estava uma raima (tenda típica dos povos nómadas) montada!
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No ponto mais alto de Petra

Dentro da raima estava um beduíno sentado, que viemos a saber mais tarde que era o Ibid, e que nos ofereceu chá! Foi o principio de 4 horas passadas na conversa com este homem muito interessante a discutir tudo e nada mas que ficam na memória!
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As 4 horas de conversa na raima do Abib

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Abib no seu ambiente

Vale bem a pena visitar este local, pelos monumentos que toda a gente já conhece nem que seja por ser uma das novas 7 Maravilhas do Mundo mas também pelas gentes que, descendentes ou não dos Nabateanos que construíram esta cidade, dão vida a este local com os seus burros e camelos transformados em táxis e as suas lojas de artefactos, claro que tudo gira em torno dos turistas mas que na realidade são os actuais habitantes daqui!!!
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Mãe e filha beduínas

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Cameleiros com as Tumulos ao fundo

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Beduína em Petra


N2Ntour Escreveu:
N2Ntour no Jornal do Centro
Notícia do dia 14 de Agosto:
Alcançado o primeiro objectivo da viagem
Vítor Borges partiu no dia 11 de Junho, do Rossio de Viseu, para uma viagem de mota que pretende unir os pontos mais a norte da Europa e da África. Na bagagem levou um espírito aberto para conhecer novos povos e cruzar-se com novas culturas. O primeiro objectivo já foi cumprido no dia 21 de Junho quando chegou a Cap Blanc, o ponto mais a norte de África.
Neste momento está na Jordânia e pelo caminho já se encontrou com vários companheiros que unidos pelo gosto da aventura percorreram alguns quilómetros em conjunto. Vítor Borges tem pernoitado em parques de campismo, casas de amigos das regiões por onde passa e por vezes em hostels.
Pelo facto de terem sido reportados vários casos de Peste Bubónica na Líbia, o Egipto fechou as suas fronteiras com o país o que exigiu algumas alterações no percurso do viajante.
Este contratempo permitiu-lhe conhecer outros países que não estavam na sua lista inicial como foi o caso da Croácia, da Sérvia e da Eslovénia.
Já que optou por passar pela Sérvia, Vítor Borges não deixou de visitar os seus companheiros de profissão, os militares portugueses do 1º Batalhão de Infantaria em Campo Slim Lines.
Uma multa de excesso de velocidade, nove furos no Egipto, uma queda e a falta de visto para a Líbia foram até ao momento os principais contratempos que apareceram.
Contudo, Vítor Borges só lamenta o facto de ter apenas três meses para a viagem. “Gostava de estar mais tempo no Oriente antes de ir para Norte”, refere.
O mais complicado, segundo o motard, tem sido a passagem nas fronteiras. “Às vezes estou quatro a cinco horas à espera para poder passar para o outro lado”.
Sara Pereira
ed. 387, 14 de Agosto de 2009


N2Ntour Escreveu:
D+38 – 19JUL (Petra – Nuweiba)
Distância Percorrida – 180,4km
Total – 9774,7km

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Percurso 19JUL

Pela primeira vez só os dois a viajar, eu e o Luís deixámos Petra rumo ao porto de Aqaba onde queríamos apanhar o ferry para o Egipto. No porto tentámos perceber qual o procedimento que era o seguinte:
- Comprar o bilhete do ferry: primeiro no guichet com os documentos da mota ect; pagar no banco 95€ e regressar ao guichet entregar o recibo e pagamento e receber o bilhete
- Na alfândega pagar uma taxa de saída para a mota, um selo de 5JD, para carimbarem a saída no carnet
- Na polícia pagar taxa de saída, um selo de 5JD, para carimbarem a saída no passaporte
- Aguardar na fila e entrar no ferry
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Entrada no ferry The Princess em Aqaba

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O The Princess depois da chegada a Nuweiba

O navio que nos levou para o Egipto foi o “The Princess” um pequeno ferry que, para infelicidade do Luís, nem dava para sair para o exterior ou seja fumar um cigarrinho, no entanto a viagem foi bastante agradável com a companhia de uma família de egípcios, que tal como quase toda a gente no ferry, regressava de uma viagem de cariz religioso à Arábia Saudita – a Meca e Medina, que nos foram explicando o merecia a pena ser visitado no seu país! O pior foi que viagem deveria durar cerca de 1h 30m mas já atracados em Nuweiba estivemos outro tanto tempo à espera para sairmos.

Já no Egipto tentámos perceber novamente qual o procedimento a seguir para entrada neste país. Fomos inicialmente para um posto de controlo médico (talvez por causa desta coisa das gripes) mas onde não nos fizeram nada e mandaram-nos seguir para o controlo da alfândega. Aqui os carros carregadíssimos de coisas no tejadilho eram totalmente revistados, tirando todo o material para ser vistoriado pelos agentes alfandegários, controlavam o nº do chassis e depois davam um papel a dizer que estava tudo em ordem!

Nós ficamos à espera imenso tempo à espera que alguém nos prestasse atenção, o que não aconteceu pelo que começámos a perguntar sobre o que fazer, se podíamos seguir o tínhamos que esperar, ect. Foi então que foram ver as motas e nos deram o tal papelinho e disseram para que aguardássemos pela polícia turística! Passado mais algum tempo de espera conhecemos o “nosso” policia turístico o Arafath que nos orientou nos complicados procedimentos de entrada no Egipto e nos informou do pior!!!
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A Matrícula Egipcia da Mota!

Para mim que, felizmente e graças ao Automóvel Clube de Portugal, tenho o Carnet de Passage en Douane, não tenho problemas em entrar mas mesmo assim tenho que pagar um total de quase 500 libras egípcias (1€ = 7,8libras egípcias) divididos por todos os intervenientes no burocrático processo de entrada no país tais como alfândega, matricula egípcia (sim para um veículo estrangeiro poder circular no Egipto tem que ter uma matricula nacional) e mais não sei quanto gabinetes. Isto só para a entrada da mota ou seja sem contar com o visto, já que eu já o tinha previamente adquirido na Embaixada de Lisboa mas mais caro do que na fronteira, aqui eram só 15 dólares.

Para a mota do Luís é que a coisa não correu tão bem!!! Na pesquisa que fiz na net antes do inicio da viagem li algures que no Egipto o carnet podia ser substituído por uma garantia de 1000 euros deixada à entrada e recuperada na saída do país, tanto que nem o Telmo nem o Rafael tinham carnet a “contar” com esta situação! Quando “convenci” o Luís a acompanhar-me até ao Egipto com também com base neste informação que é completamente errada!!! Para a KTM do Luís entrar sem carnet ele tinha que fazer um carnet provisório que custaria cerca de 4500 libras egípcias e tinha que deixar uma garantia a ser devolvida na saída de 5000 dólares!!!

Como não dispúnhamos desse dinheiros, nem o Luís estava disposto a pagar tamanho valor, decidiu não entrar! Como ele estava lá por minha causa e das minhas informações incorrectas acerca do carnet disse-lhe que regressava com ele à Jordânia. O Luís disse que nem pensar nisso e eu devia continuar com o meu projecto, ainda pensámos na hipótese de deixar a mota do Luís no porto e seguirmos os dois na minha mota mas no final ficou acertado que eu seguia para o Cairo e que o Luís ia explorar a zona de Aqaba e do deserto de Wadi Rum no Sul da Jordânia e que depois nos encontraríamos por lá!

Assim o Luís obteve um visto gratuito só para a Província do Sinai, deixou a mota no junto à alfândega e saímos para jantar e passar a noite em Nuweiba para no dia seguinte regressarmos ao porto.


N2Ntour Escreveu:
D+39 – 20JUL (Nuweiba – Cairo)
Distância Percorrida –549,8 km
Total – 10.324,5km

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Percurso 20JUL

Depois de acordarmos no talvez pior quarto de hotel onde já dormi (e já dormi em bem rascas), onde as baratas eram abundantes e que viemos a descobrir que foi bastante caro para a zona, 100 libras por quarto duplo sem pequeno almoço, fomos tomá-lo ao mesmo restaurante igualmente reles, mas não tão caro, onde na noite anterior tomámos o jantar tardio.
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O pior quarto de Hotel de Sempre!

“Teoricamente” há dois ferry boats diários entre Nuweiba e Aqaba, às 10h e às 16h. Para que o Luís não saísse do Egipto sem ver nada mais que o porto, decidimos conhecer um pouco daquela zona e percorremos costa do Mar Vermelho que se revelou muitíssimo mas interessante do que o hotel e restaurante que conhecíamos até então! Esta região tal como Aqaba, de onde partimos na Jordânia, é pelos vistos bastante boa para a prática de mergulho e snorkeling dada a clareza das águas e beleza do fundo do mar em especial os corais, como tal abundam resorts turísticos tipo Hilton mas também uns campos de bungalows muito acolhedores e baratos! Demos assim com um desses sítios o “Soft Beach” onde bebemos uma cerveja para nos despedirmos do Egipto e onde prometi voltar no meu regresso!
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3 furos para começar...

Quando deixei o Luís no porto ele reparou que o meu pneu de trás estava com pouco ar, como tinha que encher o depósito fui para um estação de serviço onde aproveitaria para encher o pneu, pensando eu que era apenas isso que era preciso!!! Por estas bandas não há o conceito de haver a água e ar self service nas estações de serviço, em quase todas há uma pequena oficina onde se trocam, reparam e remendam furos nos pneus. Nessa oficina constatei que tinha 3 furos no pneu e após reparados com tacos (caros e que se vieram a revelar de fraquíssima qualidade) continuei viagem pela primeira vez sozinho desde Madrid!
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Agora sim a gasolina mais barata da viagem, 0,25€

Depois do primeiro de oito postos de controlo da polícia que iria encontrar nesta viagem, atravessei o Monte Sinai de Abraão quase sem me aperceber da sua relevância e beleza, dado o meu estado de espírito um pouco conturbado! Estava um pouco triste pelo facto de ter “arrastado” o Luís para aqui e agora ele ter que regressar sozinho à Jordânia mas por outro lado estava contente por, apesar de não ter conseguido atravessar a Líbia, atingir este marco da viagem de ir ao Cairo e às pirâmides!
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Estrada de deserto

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Grandes rectas depois passar o Monte Sinai

A estrada de montanha com as suas curvas transformou-se em numa estrada com grandes rectas, apesar de estar grande parte em obras de reparação, que na viagem de regresso podia ter graves repercussões, depois a paisagem começou a ser de deserto antes de atingir um marco deste percurso, a travessia do canal do Suez! O Mar Vermelho estende-se de sul para norte em golfos, o Golfo de Aqaba mais a Este, que atravessei para chegar ao Egipto e que banha também a Jordânia, a Arábia Saudita e Israel e o Golfo do Suez que depois se transforma num canal com o mesmo nome e que desagua no Mediterrâneo em Port Said.
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Quase a passar o Canal do Suez

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Entrando no tunel do Canal do Suez

Atravessado o canal do Suez, junto à cidade que lhe dá o nome, continuei mas cerca de 100 km até ao Cairo! Quando estava quase a chegar um carro começou-me a fazer sinais e a apontar para o pneu traseiro, parei e constatei que estava novamente “em baixo”. Lá tive que estrear o compressor e encher o pneu o suficiente para chegar a um local mais iluminado, já que como era de noite e estava num local sem luz não conseguia ver os furos! Parei mais à frente numa estação de serviço, que tal com a de Nuweiba, tinha a tal oficina de pneus!

Depois das “esguichadelas” com água com detergente, o diligente e simpático Moahmed constatou que tinha 9 furos!!! Os 3 anteriores que continuavam a perder ar (bela m#”%$a de tacos que meteram em Nuwueiba, bem devia ter usado os meus mas como estava na oficina deles …) e tinha outros 6 furos!!! Mais 9 tacos para solucionar o problema, se bem não totalmente, o que acabou me afectar o grande parte da viagem até decidir remendar totalmente o pneus na Turquia, quase 2 semanas depois!
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Mais 6 furos!

E sem mais problemas finalmente cheguei ao Cairo, segundo os egípcios a “cidade dos mil minaretes”, que como era de esperar se revelou uma cidade imensa e bastante caótica, o que é normal com os seus mais de 17 milhões de habitantes na área metropolitana, sendo a maior do continente africano! Tal como quando cheguei a Istambul imaginei que ia ser mais uma vez dar voltas e voltas até encontrar o que queria mas desta vez decidi não me chatear muito, por isso como não tinha mapa, o GPS pouco ou nada ajudava, fui numa de “quem tem boca vai a Roma”, neste caso ao Cairo. Assim por volta das 22h e 30m cheguei a Gize e às Pirâmides, que obviamente estavam fechadas, apesar de haver por lá bastante gente, tal como o Moussa que me tentou impingir uma volta de cavalo ou camelo e que também me informou que os hotéis ali na zona eram caríssimos!
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O limite da carga é a altura da carrinha

Depois de perguntar uns quanto preço acima do meu orçamento optei ficar no Hotel Kinow por 53 libras a noite num quarto duplo e fui descansar para estar pronto para as pirâmides no dia seguinte!


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MensagemEnviado: 21 ago 2009 11:46 
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A caçar Ursos!

Boa tarde amigos
O Vitor está na companhia de um finlandês que conheceu no Afeganistão a caçar Ursos! Isso mesmo leram bem, está a caçar Ursos! Segundo ele está a ser uma “loucura” apesar do frio “do caraças” que se faz sentir!


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D+40 – 21JUL (Cairo)
Distância Percorrida – 30km
Total – 10.354,5km

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Percurso 21JUL

Depois de um pequeno-almoço não muito abundante no hotel fiz de mota os 3km até às Pirâmides de Gizé, visto que apesar de ser perto no Cairo este o nome desta zona onde este antiquíssimo complexo funerário se localiza!

Parei a mota junto às bilheteiras, onde também estavam uns autocarros estacionados e apareceu logo um polícia aos berros a dizer que tinha que tirar dali a mota, disse-lhe que ia apenas comprar o bilhete para a minha entrada e da mota no recinto das pirâmides ao que ele respondeu que a mota não pode entrar! Já tinha visto fotos na net de motas mesmo junto às pirâmides e via dentro do recinto inúmeros carros e autocarros pelo que tentei explicar-lhe isso tudo, depois de muita argumentação e claro refutação a dizer que as regras tinham mudado e que agora as motas não podem entrar no recinto, lá me resignei e estacionei onde me tinha indicado!

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Sempre consegui a foto da mota perto das pirâmide de Quéops

Havia grande confusão nas bilheteiras e demorei algum tempo a perceber para que se destinavam, mas afinal não percebi e comprei menos um bilhete do que o suposto, o que não me importo muito porque acho que não fez grande diferença. Lá comprava-se o bilhete de entrada no recinto (60 LE), o bilhete para entrar na pirâmide de Quéops (100 LE e o qual eu não comprei) e o bilhete para entrar na 2ª Pirâmide, Quéfen 30LE).
Apesar das fotografias que se vêm das Pirâmides darem a ideia que estas estão isoladas no meio deserto, isso é parcialmente verdade já que a zona urbana Gizé prolonga-se até à entrada do complexo, estando esta mesmo a cerca de 200m da Pirâmide de Quéops e estendendo-se o deserto após isso.

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Pirâmides de Gizé

A vista e dimensão logo desta primeira pirâmide, que é a 1ª e a maior, é deveras impressionante! É extraordinário a forma como foi construída esta pirâmide, Quéops ordenou que todos os egípcios trabalhassem para ele ao longo dos 20 anos de construção desta, é quadrangular e a altura é igual ao lado que medem 246,26m, as pedras são polidas e foram unidas de uma forma perfeita, não tendo nenhuma menos de 9 m. As outras duas pirâmides de Quéfren e Miquerinos são mais pequenas, tendo esta última a particularidade de ter junto a ela outras 3 pequenas pirâmides satélites, as pirâmides das rainhas!

Caminhei por entre as pirâmides, fazendo umas fotos, até chegar junto à Esfinge! A esfinge, que é a representação colossal de um leão com cabeça humana, segundo alguns com as feições do faraó Quéfren, mede 73m de comprimento e encontra-se a 350m da pirâmide de Quéfen, de guarda ao seu túmulo.

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A esfinge e a Pirâmide de Quéfren

Como tinha bilhete para entrar na pirâmide de Quéfen fui ver esta pirâmide no seu interior! Para entrar entra-se numa pequena porta e depois desce-se por um apertado e abafado corredor até a zona plana após o que se sobe num igual corredor até uma câmara vazia! Não achei muito interessante, além de que não aconselhável a claustrofóbicos e pelas impressões que troquei com outros turistas que lá encontrei não me parece que tenha perdido muito em não ter visitado a pirâmide maior, por isso poupei 100 LE.

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A barca solar de Quéops

Ainda dentro do recinto existe um museu dedicado à barca de Cheops (50 LE) e que também aproveitei para visitar. Em 1954 foi descoberto a Sul da Pirâmide de Quéops uma cavidade com uma barca solar no seu interior que se crê que foi utilizada para transportar o corpo do próprio Quéops até à pirâmide!

Esta visita e vista das 3 pirâmides e da esfinge é sem dúvida memorável e foi um dos pontos altos desta viagem! Como tinha o Luís à espera na Jordânia e como todos com quem falei me desaconselharam a ir a Alexandria porque estaria caótica dada a quantidade de turistas, decidi passar este dia no Cairo e depois regressar. Vistas a pirâmides pareceu-me que o próximo local a visitar seria o Museu Egípcio do Cairo, o que não me arrependi!

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Museu Egípcio do Cairo

Tive uma tentativa de ir para o museu de mota mas, dado o trânsito da cidade pareceu-me mais sensato, seguro e até económico parquear a mota no hotel e ir de táxi. O museu (60 LE) está repleto de artefactos egípcios retirados das pirâmides de Gizé e principalmente do Vale dos Reis, perto de Luxor e é bastante interessante apesar de estar subdimensionado para a quantidade de objectos e parece ter sido organizado há uns 50 anos sem mais actualizações, tirando algumas excepções!

Do que mais gostei no museu foi sem dúvida a sala das múmias (que é um bilhete à parte 100 LE) onde é impressionante ver como as antigas técnicas de embalsamento ainda mantêm os faraós em relativo bom estado, para quem morto há milhares de anos claro, mas os seus sonhos de imortalidade serem parcialmente mantido. Outro artefacto que me impressionou foi o sarcófago de Tut-Ank-Ámon. Foram utilizados 3 sarcófagos para sepultar o jovem rei que morreu com 18 anos e o interior pesa 1170 quilos de ouro maciço que é possivelmente a maior obra de ourivesaria da história!

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Citadela de Saladino

Saí do museu com a intenção de visitar a outra cultura bem mais presente na cidade do que a egípcia, a islâmica e mais concretamente o Cidadela do Saladino e fui abordado por um taxista que se ofereceu para fazer um “tour” pela cidade por 20€. Nunca antes tinha entrado nestas voltas concentradas providenciadas pelos taxistas mas, como era o meu único dia na cidade, já eram 17h e ele prometeu uma ida a um ponto alto com uma vista fantástica sobre a cidade decidi ser turista burguês por um par de horas! Do que parcialmente me arrependi!!! Passámos de facto por alguns locais históricos com “perto” da cidadela e na Mesquita de Amr Ibn El Aas, segundo o taxista a mais antiga de toda a África, mas fui uma visita tipo turista japonês, tirar a chapa e sair, além de que não fomos ao tal sitio alto porque estava muito trânsito e parou numa loja de perfumes e de papiros (onde devia ter comissão) para ver se comprava alguma coisa! Valeu duas coisas, percebi como se faziam as folhas de papiro e mostrou-me o como se saía da cidade em direcção ao Suez, que bem jeito deu no dia seguinte!

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Mesquita de Amr Ibn El Aas

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Explicação de como se faz o papiro

A noite reservei-a para o espectáculo nocturno de som e luz junto à esfinge que foi bastante esclarecedor acerca da história das pirâmides e bastante interessantes!

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Pirâmides e esfinge à noite

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Espectáculo de som e luz

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Mais espectáculo de som e luz


N2Ntour Escreveu:
Joensuu

Boa noite amigos!
O Vitor vai dormir em Joensuu na casa do companheiro de caça. Hoje viu matar um Urso mas acabou por ficar com pena do animal…


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D+41 – 22JUL (Cairo – Nuweiba)
Distância Percorrida – 546,4km
Total – 10.900,9km

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Percurso 22JUL

Acordei ensopado em suor como naqueles filmes americanos sobre os veteranos do Vietname, onde o actor acorda assim ao ver a ventoinha a rodar e que lhe trás memórias das pás de um helicóptero em funcionamento! No meu caso foi ao contrário, a ventoinha estava mesmo parada e esse foi o motivo por ter acordado cheio de calor! Tentei ligar a luz e constatei que não havia luz!!! Estremunhado fui à casa de banho e depois do “serviço” verifiquei que também não havia água e que o papel higiénico que tinha acabado no dia anterior não tinha sido substituído!!! Depois de recorrer aos sempre disponíveis toalhetes húmidos, desci os 5 andares de escadas, já que obviamente o elevador também não funcionava, até à recepção para saber o que se passava, onde me informaram que a falta de electricidade era “mal geral” de todo o quarteirão e que como a água no hotel era bombeada, sempre que falta luz, falta água!

Estava um pouco preocupado com a viagem de regresso por causa dos 9 furos da última vez e este início de dia não me trouxe mais confiança!
Como nada mais havia a fazer, arrumei o material na mota, tomei o fraquinho pequeno-almoço e seguindo as indicações do taxista do dia anterior tentei sair da cidade em direcção ao Suez, o que correu sem um único engano!!!

Já na estrada fora do Cairo fiquei com a impressão que a mota estava estranha, ou seja que tinha novamente o pneu furado. Como com as malas laterais não consigo ver o pneu traseiro, parei e ao por meu peso na mota e ao mesmo tempo ver o pneu a mota caiu! Agora e depois do que já me aconteceu entretanto isto não me chateia nada mas na altura não foi o caso!

Depois de compor o espelho lateral, que depois do tombo ficou solto, continuei viagem até ser parado num check point da polícia. Inicialmente pensei que fosse mais um como aqueles que apanhei na viagem de ida, no entanto enganei-me! De uma forma qualquer que eu não percebi como, porque não vi radares ou não me mostraram nada como prova, tinham-me apanhado em excesso de velocidade! Como tinha pronuncio de má sorte e só queria chegar sem problemas a Nuweiba e fazer o check in no Soft Beach, não me apeteceu nem sequer reclamar, além de que tinha perfeita consciência de que de facto estava em excesso de velocidade, por isso paguei as 150 libras e continuei viagem!

Já na viagem de ida constatei que a estrada estava em obras e muitos dos troços mas o piso onde andei foi sempre razoavelmente bom e seguro! Já desta vez tal não se verificou, ou seja independentemente do tipo de reparações que estavam a fazer na estrada não havia alternativa de passagem, tipo comporem uma faixa de rodagem e desviarem o trânsito dos dois sentidos para a outra faixa! Num dos troços estavam a por gravilha e mais à frente a terraplanagem, ou seja passava-se por cima da gravilha solta no que resultou no segundo tombo para o lado com a mota, no entanto não foi o pior!

Mais à frente apanho um troço em obras onde estavam a por o asfalto líquido e mais uma vez no mesmo sítio onde estavam as máquinas em trabalhos passava o trânsito! Além de o asfalto ter salpicado e ter “borrado” a mota por todo o lado ao sair desse troço e apanhar novamente a estrada com o asfalto seco, como os pneus estavam totalmente “oleados” com o asfalto líquido não ganharam aderência e andei a ziguezaguear até estabilizar a mota! Pela primeira pensei que ia ter um acidente e me espalhar ao comprido, o que aconteceu uma semanas mais tarde mas ao menos desta vez safei-me!

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O final das grandes rectas

Tudo isto só reforçava a minha vontade de chegar rápido ao destino mas depois aconteceu um daqueles encontros que valem a pena viajar! Numa das rectas desertas antes de chegar ao Sinai vejo um pequeno ponto ao longe que depois constatei que era um ciclista solitário, como viajantes solitários tendem a conhecer-se e darem-se bem parei para saber um pouco da história dele.

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Eu com o Stephen Allen, o ciclista solitário com uma missão

Assim conheci o Stephen Allen (que já escreveu um comentário aqui no site), um americano que viaja com um propósito! Ele é presidente de uma associação de apoio a pessoas com epilepsia e como tal está a fazer esta viagem pelo mundo para mostrar a esse mesmo mundo e principalmente a quem tem essa doença que a vida não para e que tudo é possível, segundo ele com algum cuidados, já que ele próprio é epiléptico! Foi sem dúvida o ponto mais alto deste trajecto ter conhecido o Stephen e trocado impressões com ele, é curioso como é que podemos criar tão grande empatia com alguém em tão pouco tempo mas foi o que aconteceu! Trocámos contacto de email e de site www.seizetheworld.com e segui viagem!

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O monte Sinai ao fundo

Desta vez, talvez por me estar aproximar do destino consegui apreciar a beleza do Sinai e reflectir sobre o interessante que é estar neste local de onde tantas vezes ouvi falar, nos texto do velho testamento quer e mais recentemente e por piores motivos pela guerra entre Israel e o Egipto!

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Praia no Mar Vermelho

Finalmente e sem mais tombos, possíveis acidentes, multas, furos, etc ao fim da tarde cheguei a Nuweiba e tal como tinha prometido há 3 dias atrás alojei-me no Soft Beach mesmo a tempo de mandar mergulho no Mar Vermelho com vista para a Arábia Saudita e apanhar um por do sol fantástico!!!

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Finalmente na Soft Beach

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Por do Sol com a Arábia Saudita ao fundo

Durante a noite tinha planeado escrever uns relatos para o site mas, num ambiente bastante agradável sentado numas almofadas, acabei por passar a noite na conversa com um americano, uma norueguesa que talvez ainda vá rever nesta viagem já que me deu o contacto dela em Bergen!


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 Assunto da Mensagem: Grande Vitor! Que viagem...
MensagemEnviado: 22 ago 2009 10:34 
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Isto são várias viagens dentro de uma grande viagem!

Tenho estado a sonhar... :D

Força "mano" Borges !!

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:-] Luís Salta Silva


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 Assunto da Mensagem: News
MensagemEnviado: 22 ago 2009 22:55 
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N2Ntour Escreveu:
D+41 – 22JUL (Cairo – Nuweiba)
Bom dia amigos

O Vitor já está melhor mas ainda não totalmente recuperado, neste momento ainda está em Joensuu e vai partir para Rovaniemi que é a capital e centro comercial da Lapónia, localizada na Finlândia, próximo ao Círculo Polar Ártico.


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D+42 – 23JUL (Nuweiba – Dana)
Distância Percorrida – 271,1km
Total – 11.172km

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Percurso 23JUL

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Nascer do sol no Mar Vermelho

O dia começou da melhor maneira possível!!! Acordei cedo com o calor que se fazia sentir no bungalow, mas desta vez não me chateou nada! Vesti os calções de banho e comecei o dia com um “mergulhaço” no Mar Vermelho! Tirei umas fotos ao nascer do sol, preparei-me para sair e tomei um fausto pequeno-almoço incluído nas 30 libras egípcias que paguei pela dormida!

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Nascer do Sol no Bungalow onde dormi (2) com o Sinai ao fundo

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Ultima vista à praia do Soft Beach

Juntamente com o americano da noite passada, a quem dei boleia, dirigimo-nos para o porto. Como paguei a multa de velocidade no dia anterior não tinha dinheiro suficiente para pagar o bilhete do ferry, por isso fui levantar dinheiro! Se soubesse o que sei hoje não o tinha feito e tinha pago em euros porque a máquina “comeu-me” o cartão! Pelos vistos a onda de azar do Egipto ainda não tinha acabado! Ainda esperei que o banco abrisse para recuperar o cartão mas, apesar de estar escrito na porta que abriam às 8h30, o segurança informou-me que antes das 10h30 ninguém vinha, como tinha o ferry às 11h e precisava de passar pelo processo altamente lento e burocrático de saída do país decidi não esquecer o cartão e como tal pedi de imediato ao meu grande amigo de longa data e director do meu balcão bancário, Paulo Peres, que me cancelasse o mesmo. Na altura tinha algum dinheiro “vivo” em euros e o cartão de débito, por isso não me preocupei muito!

A saída do Egipto é mais barata do que a entrada mas mesmo assim ainda tive que pagar algumas libras. Depois do controlo de passaporte e bilhete na entrada do porto, esperei por outro polícia turístico que não o mesmo da entrada que guiou no processo de saída e me ia pedia o dinheiro 20 libras para fotocópias, 3+23 libras para entregar as matriculas e 3+50 libras para a alfandega! Sinceramente apetecia-me sair do Egipto e por isso não me chateei!

Esta ida ao Egipto foi sem dúvida um marco importante na viagem, primeiro porque apesar de não passar na Líbia consegui passar em todos os outros países que planeei e depois porque a ida às pirâmides estava no meu imaginário desde o início da viagem, no entanto foi um pouco desconfortável! O facto do Luís não ter entrado, os furos na viagem de ida, o caos da cidade do Cairo, com condutores alucinados onde chegaram a bater-me nas malas laterais, a multa, o acidente que quase tive, ter ficado sem cartão de crédito, etc. fizeram com que me sentisse aliviado ao deixar o país e regressar à Jordânia.

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Novamente o The Princess, que me levou de regresso à Jordânia

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O granel do porto de Nuweiba

Na Jordânia tinha o Luís à minha espera mas não estava sozinho! Na noite em que chegámos os dois a Nuweiba conhecemos um americano, o Matt VanDyke, que também estava de mota – uma Kawasaki KLR 650, desesperado por sair do Egipto após uma série de acidentes com os locais (agora percebo porquê) e que nos abordou a pedir algo para reparar uma fissura no motor da mota dela originada por um acidente com um carro egípcio. O Matt está fazer uma viagem de 2 anos e meio com o objectivo de filmar um filme sobre o mundo árabe e tem andado entre a Mauritânia e o Iraque, onde reside!

O Luís fez a viagem de regresso à Jordânia com ele e começaram a rolar juntos, o que sinceramente me fez sentir menos mal! Tal com o Luis, o Matt é um fã do todo-o-terreno, pelo que andaram a divertir-se pelo deserto de Wadi Rum, perto de Aqaba, a fazer umas pista e claro a filmar para o filme do Matt!

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De novo na Jordânia, o Iraque e a Arábia Saudita mesmo ao lado

Depois de chegar à Jordânia, onde tive dificuldade em entrar porque o meu seguro expirava neste mesmo dia e não havia maneira de trocar dinheiro porque todos os balcões de câmbio estavam fechados, comecei a dirigir-me para norte até que recebi uma mensagem do Luís a dizer para ir ter com ele ao Parque Natural de Dana, uma zona de vales fantásticos e que no dia seguinte aproveitámos para visitar!

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Por do Sol perto do Parque Natural de Dana

Como tinha as coordenadas de GPS do sitio onde me aguardava e sabia a localização geral de onde estavam foi relativamente fácil encontrá-los, o que aconteceu ao fim do dia, já depois do pôr-do-sol!
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 Assunto da Mensagem: News
MensagemEnviado: 25 ago 2009 14:11 
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Mehamn! Amanhã 2º Objectivo!!

Boa noite amigos!

O Vitor está em Mehamn! Amanhã vai fazer uma caminhada para atingir Nordkinn o verdadeiro ponto mais a norte e depois segue para Nordkapp! O 2º objectivo está perto!
23-08-2009


N2Ntour Escreveu:
Ramvik, muita chuva e… NordKapp

Boa tarde amigos

Devido à forte chuva e ao tempo “atroz” que se faz sentir, e como também não tem equipamento de caminhada, o Vitor desistiu de fazer a caminha da de 23kms até ao ponto mais a norte de Nordkin! Esteve em Ramvik que é a povoação mais a norte da Europa continental e encontra-se neste momento a lutar com a chuva para chegar a NordKapp ainda hoje!
24-08-2009


N2Ntour Escreveu:

Objectivo cumprido!!!

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A imagem não é a melhor, mas acabei de a receber por MMS, O Vitor cumpriu o 2º objectivo da viagem! Depois de 75 dias, 23400Kms e 27 países o Vitor está no NordKapp! Parabéns Vitor!


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 Assunto da Mensagem: Re: News
MensagemEnviado: 25 ago 2009 18:00 
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Malves Escreveu:
...O Vitor cumpriu o 2º objectivo da viagem! Depois de 75 dias, 23400Kms e 27 países o Vitor está no NordKapp! Parabéns Vitor!
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Parabéns Amigo! Que privilégio ter podido acompanhar-te nesta aventura, mesmo que só por um bocadinho :D

Boa viagem, nas calmas que tens tempo... até cá abaixo :!: Curte a costa norueguesa que tem muito para admirar :!:

_________________
Luis Lourenco
www.motoxplorers.com


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 Assunto da Mensagem: News
MensagemEnviado: 26 ago 2009 09:03 
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N2Ntour Escreveu:
D+43 – 24JUL (Dana – Dahba)
Distância Percorrida – 220,51km
Total – 11.392,6km

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Percurso 24JUL

Depois do reencontro do dia anterior fomos jantar a um dos únicos restaurantes da região e onde nos recomendaram um parque de campismo no parque natural com tendas, chá grátis e uma vista fantástica! Quando chegámos de noite o sítio pareceu-nos meio suspeito mas veio de facto a revelar-se um local estupendo!

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O Luis estremunhado na pseudo-tenda onde dormimos

Queríamos explorar o local e eu o Luís estávamos numa de fazer um trekking mas pelos vistos o Matt não muito de caminhadas e como queria fazer mais umas filmagens decidimos fazer umas pistas no Parque Natural de Dana que é de facto bastante impressionante!

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O Matt com o seu equipamento de filmagem

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Os vales extensos ao fundo

A primeira pista descia bastante numa estrada de calhau solto que fez com que visse “à rasca” para descer com a pesada GS 1200, apesar de pela 1ª vez ter-lhe retirado as malas laterais, e acabava sem ligação pelo que tivemos que regressar pelo mesmo caminho para cima!

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O Luis e o Matt ao fundo a rolar numa pista em Dana

As 3 máquinas numa paragem do TT
Depois começámos a fazer uma pista que nos disseram que era a estada militar por passar junto a um aquartelamento do exército jordano e por aí nos divertimos! Eram pistas bastante mais fáceis e fui ganhando mais confiança também já que tirando algumas experiencias na Tunísia nunca tinha andado verdadeiramente em TT com a mota! Fui numa dessa pistas que, ao descer, comecei a ver uma Raima junto a um rebanho, que deduzi que fosse de pastores beduínos! Alguém acenou e eu, que por muito que goste de TT gosto muito mais de conhecer pessoas e mais destas que não encontramos todos os dias na Europa, logo parei a mota!

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A Raima beduína perdida no meio do parque

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A raima beduína onde tomámos chá

Como de costume, a hospitalidade gratuita e sincera destes povos fez-se sentir, tendo sido convidados para o interior da Raima para o normal Chai, onde estavam outros beduínos de visita ao nosso anfitrião! Já que o Matt fala um pouco de árabe conseguimos mais ao menos manter uma conversação, não que isso fosse muito importante, pelo menos para mim só a ocasião bastou e foi sem dúvida o momento mais rico do dia. De facto, a versatilidade de viajar com uma mota de trail leva-nos a experiencias que dificilmente teríamos!

De “barriga cheia” de off-road, regressámos ao parque de campismo arrumámos a tralha nas motas, enchemos os pneus, fomos almoçar tardiamente ao mesmo restaurante do jantar do dia anterior e rumámos em direcção a uns castelos no deserto a este de Amman!

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O nosso anfitrião

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O ancião que visitava o nosso anfitrião

Depois de rolarmos uns kms e a noite cair decidimos bivacar algures perto da estrada para os castelos para depois no dia seguinte os visitarmos através de pistas em TT. Parámos perto de Dahba para comprar água para podermos cozinhar e logo se juntaram locais a perguntar o que procurávamos!

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Paisagens fantásticas no Parque Natura de Dana

Não estávamos à procura de nada em especial, só queríamos acampar em qualquer sítio mas, como perto daquele local havia um castelo e para fazer conversa dissemos que procurávamos o castelo de Dahba! Logo apareceu um carro e como não falavam inglês, puseram o Luis a falar ao telemóvel com alguém que lhe perguntou se era mesmo o castelo que procurávamos! Os ocupantes do carro prontificaram-se a mostrar-nos onde era castelo e lá fomos nos a seguir o Mercedes por uns mais 15km mais de metade em pista até que de facto chegamos ao castelo que estava bem isolado e que dificilmente o encontraríamos principalmente de noite!

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Paragem para comprar água, onde conhecemos os nossos guias

Pelo trabalho e distância percorrida estávamos a falar que lhes daríamos algum dinheiro pelo incómodo, quando o Luís novamente é posto a falar com o indivíduo que falava inglês. Perguntou-lhe se estávamos no castelo, ao que o Luís respondeu que sim e depois disse então devem dar 100 dólares aos “guias”. O Luís disse-lhe que não daria esse dinheiro ao que ele diminuiu para 40 dólares, ao que lhe respondeu que não negociava com ele e desligou-lhe o telemóvel!

Acabamos por voluntariamente dar 10 JD aos ocupantes do carro que era o valor previamente tínhamos decidido mas fiquei um pouco desiludido! Desde a Tunísia que hospitalidade e vontade de ajudar do povo árabe tem sido tão gratuita que este exemplo deixou-me um pouco triste, felizmente foi único!

A parte positiva foi que tivemos um castelo isolado no meio do deserto só para nós, no entanto tivemos alguns momentos a questionar-nos se seria seguro ficar ali ou não, já que “a malta dos 100 dol” poderiam voltar e importunar-nos! Concluímos que aqueles indivíduos não eram uma ameaça e que apenas viram uma oportunidade de ganhar dinheiro fácil, além de que o castelo onde podíamos entrar com as motas e dormir e cozinhar junto a elas era bom de mais para recusar!


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MensagemEnviado: 27 ago 2009 09:26 
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N2Ntour Escreveu:
D+44 – 25JUL (Dahba – Amman)

Distância Percorrida – 228,3km
Total – 11.620,9km
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Percurso 25JUL

O calor do sol fez-nos acordar da nossa dormida de reis no Castelo de Dahba! Este castelo Otomano foi mandado construir durante o mandato do Sultão Salim I (1511-1520) para proteger as caravanas de peregrinos sírios e posteriormente serviu para alojar guardas turcos incumbidos de proteger a linha de comboio de Hijaz, que passa bem perto dali.

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Local da dormida e parqueamento das motas dentro do castelo

Este dia estava destinado a visitar os castelos do deserto até chegarmos a Amman. Pelo mapa do Matt o castelo de Jilat não estava muito longe se fossemos a azimute e foi o que fizemos!

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O castelo de Dahba

O deserto sírio e bastante bom de rolar porque não tem muita areia e o piso é duro e sem grande vegetação pelo que pode-se andar com relativa facilidade e velocidade mesmo sem pista, tirando algumas partes com pedra solta.

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A Kawaswaki do Matt e a 1ª pista depois rolar a azimute

Depois de alguns kms feitos chegamos ao local onde presumivelmente estava o castelo mas, mesmo subindo a um monte mais alto, à nossa volta só víamos deserto e nada de castelo!!! Como não era muito difícil o andamento e a ideia era também fazermos um TT e o Matt continuar a filmar o filme dele, onde eu e o Luís já somos protagonistas, não preocupou muito não encontrarmos o dito castelo.

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Um perder de vista de deserto Sirio

Após muito rolar a azimute finalmente encontrámos uma pista que nos levaria no bom caminho ou seja na direcção de Amman! Seguimos por essa pista já com um andamento mais rápido e encontrámos a estrada de alcatrão, como já estamos famintos não seguimos na direcção da capital da Síria mas no sentido contrário, na direcção da mais próxima povoação com a esperança de encontrar um restaurante, o que felizmente aconteceu.

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A equipa luso-americana Eu, Luís e o Matt

Como eu e o Luís tínhamos tirado o ar dos pneus por causa do TT fomos a uma loja de pneus, daquelas que já referi que aqui existe muito, para encher os pneus. Como eu continuava com o trauma dos furos aproveitei para, com a água com detergente que eles têm sempre para ver se tinha algum furo, o que se verificou! Um dos tacos estava a verter ar!!! Meti outro taco porque na altura não sabia que a solução não devia ser essa e continuámos viagem!

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Queseir Amra, sec VIII

Pelo caminho visitámos Quseir Amra que é património mundial da humanidade e foi construído no sec VIII! Este pavilhão de caça serviu para alojar a família reinante Umayyad e de relevar as pinturas do seu interior que representam bem a arte da altura!

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Pinturas no interior de Queseir Amra


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MensagemEnviado: 31 ago 2009 23:57 
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N2Ntour Escreveu:
Bodø

Boa noite amigos!

O Vitor está em Bodø (Noruega)onde vai ficar durante uns dias a explorar a zona! A chuva e o frio já acalmaram e agora está numa temperatura mais agradável (+-20ºC).


N2Ntour Escreveu:
Bergen

Bom dia amigos!

O Vitor está em Bergen alojado na casa de um Couch Surfer de 67 anos que segundo ele é “espectacular”! A chuva vai continuando a acompanhar esta parte da viagem!


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MensagemEnviado: 01 set 2009 23:52 
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N2Ntour Escreveu:
Oslo!

Boa tarde amigos!

O Vitor está em Oslo a passear pela cidade com dois americanos que conheceu no hostel onde está hospedado! A chuva continua a acompanhar esta etapa da viagem!


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MensagemEnviado: 03 set 2009 22:38 
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N2Ntour Escreveu:
Gotemburgo!

Depois de 11 dias a atravessar a Noruega com paisagens e gente espectaculares o Vitor está em Gotemburgo com a Karin, o Vitor conheceu a Karin em 2003 quando ela esteve em Portugal a participar no RoverWay, ela passou uns dias em Coimbra e por intermédio da malta da Lusa Atenas acabou por a conhecer e ficaram amigos! Voltou a estar com ela em Taiwan, no ano seguinte no Moot2004 e passado uns dois anos ela esteve novamente em Portugal a organizar uma prova para os escuteiros suecos, o “Explorer Belt”, que acabou na Drave, por essa altura ela pediu-lhe ajuda para arranjar umas cartas topográficas pedido a que ele e o Peres acederam!


N2Ntour Escreveu:
D+45 e D+46 – 26 e 27JUL (Amman-Jerusalém-Amman)

Distância Percorrida – 126,5km

Total – 11.747,5km

Depois de uma noite bem dormida no Hotel Ásia em Amman deixámos o Matt, que não nos quis acompanhar porque queria ir fazer umas filmagens no Mar Morto e também porque não queria arriscar levar um carimbo no passaporte e não conseguir passar para a Síria, e seguimos com as motas rumo a Israel despedindo-nos até ao fim do dia!

Para facilitar as burocracias das passagens da fronteira e não complicar muito por causa dos carimbos no passaporte, ideia era deixar as motas junto ao Rio Jordão, que materializa a fronteira, e passar a Ponte do Rei num autocarro para visitar Jerusalém durante a tarde e regressar no fim do dia!

Pagámos a normal taxa de 5JD para saída da Jordânia, que dá direito a um selo que colaram num papel separado e no qual carimbaram-na a nossa saída, pagámos outros 5JD para o autocarro e saímos sem problemas e relativamente rápido, considerando a espera que ainda teríamos pela frente!

Do outro lado as coisas não correram tão rápido!!! Primeiro tivemos que passar pelo controlo RX bem como as nossas bagagem de mão, depois eu fui premiado com uma “máquina de sopro”, é curioso como sou sempre premiado com estas coisas quando passo fronteiras ou passo em aeroportos, devo ter mesmo cara de terrorista como a seguir se veio a confirmar!

Com o tempo que estávamos a demorar chegámos à conclusão que seria impossível regressar no mesmo dia e como tal teríamos que dormir algures em Jerusalém, por isso pedi a um americano o “Lonely Planet” para tirar os nomes de alguns hostels! Isto acabou por ser importante porque depois passámos ao controlo dos passaportes onde nos perguntaram 1001 coisas entre as quais onde dormiríamos! Mais uma vez o Luís passou e eu fiquei para trás para preencher um questionário e aguardam interrogatório! Cheguei à conclusão que não era o único nestas circunstâncias e na realidade quase todos os turistas tinham um do grupo onde estavam inseridos à espera!

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Palestinianas a entrar em Israel

Depois de umas 2 ou 3 horas finalmente chamaram o meu nome, deram-me o passaporte e mandaram-me seguir, sem interrogatório e nem sequer viram o papel que me mandaram preencher! Pelas conversas que tive com os outros estrangeiros “da espera” penso que as autoridades israelitas não estão nada interessadas em que turistas passem por esta fronteira, porque é a mesma que os palestinos usam para entrar e sair dos territórios ocupados, possivelmente não querem que internacionais vejam como tratam estas pessoas que até água trazem da Jordânia em grandes jerricans!!!

Apanhámos um mini-bus e finalmente chegámos a Jerusalém! Apesar de toda a espera, valeu de facto a pena visitar esta cidade que penso que é impossível passar despercebida a quem a visita pela sua forte espiritualidade!

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Entrada na cidade velha de Jerusalém

A forte presença das mais variadas religiões sente-se em cada esquina como é fácil de explicar por ser cidade santa e a mais importante para judeus, onde viveram desde tempos remotos; cristãos, por ser o local onde Jesus foi crucificado, sepultado e onde ressuscitou e a 3ª mais importante para os muçulmanos, depois de Meca e Medina, situadas não muito longe daqui na Arábia Saudita!

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Ruas de Jerusalém

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Loja de especiarias na ruas apertadas de Jerusalém

Perdemo-nos nas ruas estreitas da cidade até que encontrámos um hostel (daqueles do guia do americano) junto à Torre de David! Instalámo-nos lá, não que tivéssemos muito com que nos instalar já que não estávamos preparados para a noite e seguimos para o Muro das Lamentações onde esperávamos ver os judeus nas orações da tarde, o que aconteceu! É um pouco estranho ver estas orações junto ao muro onde as pessoas parecem animadas de movimentos repetidos e automáticos mas, cada religião tem as suas coisas!

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Torre de David

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Muro das Lamentaçãoes

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Vista nocturna da cidade, onde se pode ver a Igreja do Santo Sepulcro

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Eu e o Luís com o nosso pequeno amigo muçulmano

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Vista nocturna das muralhas e do Monte das Oliveiras

No dia seguinte começámos por visitar a Igreja do Santo Sepulcro que foi construída no local onde Jesus foi crucificado e sepultado. Tal como a travessia do Monte Sinai, o facto de estar na “Terra Santa” é de facto uma experiencia fantástica por tantas vezes ouvir falar destes locais e agora estar fisicamente neles! Por exemplo, pensei que as distâncias fossem maiores, na realidade o local da cruz e do sepulcro é bastante perto, tanto que actualmente estão no interior da mesma Igreja, a do Santo Sepulcro, bem como Belém é bastante perto de Jerusalém!

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Monte das Oliveiras

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Entrada para a Igreja do Santo Sepulcro

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Local onde Jesus foi crucificado

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Interior do Sepulcro onde Jesus foi sepultado

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A pedra onde Jesus foi deposto depois de retirado da cruz

Nesta igreja, cuja defesa custou a vida de bastantes cruzados quando Saladino conquistou definitivamente Jerusalém, podemos ver o local da cruz, a pedra onde o corpo de Jesus sem vida foi deposto e o local mais visitado, que até tinha fila para entrar e tempo limitado, o local do sepulcro onde Jesus foi sepultado e de onde ressuscitou ao 3º dia e que dá o nome à igreja!

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Junto ao Muro das Lamentações

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Luis feito Judeu junto ao Muro das Lamentaçãoes

O resto da manhã passeámos pela cidade, visitámos o Muro das Lamentações durante o dia e tentámos ir à Mesquita mas não conseguimos porque era tempo de orações até que regressamos novamente à fronteira e de onde foi bem mais rápido sair do que entrar!

Felizmente sem carimbos nos passaportes regressámos à Jordânia, montamos nas motas e regressamos a Amman onde o Matt nos esperava já há um dia!

A importância histórica deste local deixou-me deveras impressionado e é um dos pontos altos desta viagem!!!


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MensagemEnviado: 05 set 2009 13:17 
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D+47 – 28JUL (Amman-Palmyra)

Distância Percorrida – 459,9km
Total – 12.207,4km

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Percurso 28JUL

Com dia de atraso devido à nossa visita a Jerusalém finalmente deixámos Amman com destino à Síria. Como não tínhamos visto muito da cidade tirando o internet café e o pequeno restaurante fast-food de falafel e shwarma onde se podia comer por cerca de 0,50JD, antes de sairmos fomos dar uma olhadela ao coliseu romano da cidade. Este encontra-se um pouco escondido por árvores o que não permite ter uma grande perspectiva do mesmo, mas ainda neste dia íamos ver bastantes ruínas romanas! Tentámos ainda visitar a citadela mas depois de umas voltas não a encontrámos e decidimos seguir viagem!

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Anfiteatro de Amman escondido atrás das árvores com foto do Rei ao fundo

Na fronteira novamente o procedimentos normais e morosos! Ao sair da Jordânia os habituais 5JD para dar saída no passaporte e desta vez 10JD para a saída da mota, pagámos mais 5JD não sei bem porquê, mas não tivemos qualquer problema na saída! Na entrada na Síria já não foi bem assim pelo menos para o Matt, que como o visto tinha caducado e como o ex-presidente Bush proferiu umas palavras menos abonatórias acerca do Governo Sírio, teve um longo dia à espera que o deixassem entrar! No nosso caso, como felizmente ninguém se preocupa muito acerca de que os nossos políticos dizem e não metemos em confusões com ninguém, entrámos sem problemas. Como tínhamos o seguro ainda válido a entrada saiu-nos mais barata do que da última vez mas mesmo assim tivemos que pagar 25€/33dol para o visto e para a mota 5€/8dol no meu caso com carnet e o Luís 65€/95dol!
Como o Matt perspectivava passar muito tempo na fronteira até que lhe dessem novo visto decidimos separarmo-nos e encontrarmo-nos em Palmyra ao fim do dia!
O resto da viagem correu sem problemas com contactos sempre espectaculares com o povo sírio cada vez que parávamos para abastecer o fazer qualquer outra coisa. Depois de passarmos Damasco entrámos numa estrada de deserto onde se encontra o típico “Bagdad Café” mas como era de noite não o vimos, no entanto numa paragem para abastecer e comer umas iscas de fígado que me souberam pela vida, tivemos mais um contacto bem interessante com esta gente. Depois de jantar chamaram-nos para nos sentarmos num alpendre ofereceram-nos chá e chicha e depois de muita conversa convidaram-nos para dormirmos em casa deles! Era uma oferta tentadora e mesmo o tipo de coisa que eu gosto mas, como nos tínhamos comprometido com o Matt encontrarmo-nos em Palmyra, agradecemos a amabilidade e continuámos! O povo sírio não pára de nos surpreender com a sua simpatia!

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À noitinha finalmente chegámos ao destino

Chegámos a Palmyra já perto da meia e ficámos logo deslumbrados pela beleza e extensão destas ruínas, que de noite e com a iluminação artificial ficam ainda mais impressionantes!

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Ruínas romanas de Palmyra

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As impressionantes e bem preservadas ruínas

Enquanto tirávamos fotos, uma mota apareceu e disse que havia um parque de campismo mesmo junto às ruínas com piscina, decidimos dar uma espreitada e optámos por dormir lá mesmo sem montar tenda numas almofadas numa grande tenda!

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MensagemEnviado: 08 set 2009 21:49 
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8 Setembro Copenhaga

O Vitor está em Copenhaga depois de ter passado uns dias em Gotemburgo, deixo-vos aqui o relato numa pequena conversa do que se passou nos 5 dias em que esteve a “descansar” por lá:

Como a Karin é uma boa amiga e foi tão simpática comigo, aproveitei para parar uns dias e ter aqui os meus últimos dias de descanso. Pela primeira vez estive mais do que 3 noites no mesmo sitio o que me soube bem e deu para relaxar mas já sinto o apelo de montar na mota e seguir viagem nesta ultima semana que me resta!
Aqui em Gotemburgo fiz bastante sight seeing com a Karin, a sua amiga de infância e também escuteira Charlote e o Ruben, um escuteiro columbiano que por coincidência esteve aqui estes dias a passear e visitar a Charlote! Mais uma vez constatei que o “Mundo é mesmo Pequeno”!!! No ano passado quando estive em Kandersteg a fazer trabalho voluntário no centro escutista como parte do International Work Party, conheci na última noite num bar da vila um columbiano que vivia na Suíça e estivemos a beber umas cervejas! Quando reencontrei o Ruben aqui não o reconheci, nem ele a mim mas depois quando começámos a falar chegamos à conclusão que já nos conhecíamos!!! Qual a probabilidade de um português e um columbiano que se conheceram na Suíça se reencontrem na Suécia?! Juntos visitamos toda a parte central da cidade, o Universium, fizemos uma viagem de barco ate a um castelo numa ilha, fomos ao Liseberg, um parque de diversões com uma montanha russa de madeira impressionante, enfim foram uns dias bem divertidos!!!

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