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 Assunto da Mensagem: [Lisboa] Percursos Pedestres
MensagemEnviado: 07 jul 2008 15:03 
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Lisboa

Neste conteúdo procuramos divulgar percursos pedestres existentes no país, dividindo-os pelos vários distritos.
Todas as informações que nos permitam complementar esta pesquisa, são bem vindas.


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Lourinhã

Imagem# Nome do Percurso: Pelos Caminhos da Batalha do Vimeiro
Extensão: 17,6 Km
Grau de dificuldade: Fácil
Tipo de Percurso: Circular – Pequena Rota (PR)
Local de partida/chegada: Inicio e chegada Vimeiro – Monumento evocativo da Batalha do Vimeiro
Duração: Cerca de 4 a 5h00m
Quota máxima atingida: N/D

Descrição: Este percurso pedestre, em circuito, decorre na parte sul do concelho da Lourinhã. Tem 17,60 Km de extensão, e está marcado nos dois sentidos. Embora possa iniciar-se em qualquer local da sua passagem sugere-se que comece e termine junto ao monumento evocativo da Batalha do Vimeiro.

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Cadaval

Imagem# Nome do Percurso: Pelo Planalto das Cesaredas
Extensão: 20,30 Km
Grau de dificuldade: Médio
Tipo de Percurso: Circular – Pequena Rota (PR2)
Local de partida/chegada: Centro de Artesanato e Museu de Reguengo Grande
Duração: Cerca de 6h00m
Quota máxima atingida: N/D

Descrição: Este percurso pedestre, em circuito, decorre no Planalto de Cesaredas, tem 20,300 metros, é em circuito e faz a ligação entre cinco localidades de três freguesias do concelho da Lourinhã.

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Sintra

Imagem# Nome do Percurso: Santa Maria
Extensão: 1,9 km
Grau de dificuldade: Baixa
Tipo de Percurso: Circular - Pequena Rota (PR1)
Local de partida/chegada: Largo do Palácio da Vila
Duração: Cerca de 1h00m
Quota máxima atingida: 330m

Descrição: O percurso inicia-se no Largo Rainha D. Amélia junto ao Palácio Nacional. Entre este Largo e o Turismo podemos iniciar a subida pelas Escadinhas Félix Nunes seguindo depois à esquerda pela Rua da Ferraria. Um pouco mais à frente, do lado esquerdo fica o Miradouro da Ferraria, que merece uma visita. Tomando a Rua Marechal Saldanha, subimos até à Fonte da Sabuga, de origem medieval e reconstruída em finais do séc. XVIII. Da fonte, sobe-se a Calçada dos Clérigos, estando lá no cimo, a Igreja de Santa Maria. Depois da passagem pela igreja, iniciamos a descida pela Travessa de Sta Maria, até ao Largo Sousa Brandão. Aqui temos que atravessar a estrada (com cuidado), tomar a Rua das Murtas e contornar o Parque da Liberdade. Digno de registo é a tomada de visitas sobre o maciço de arvoredo do Parque da Liberdade, tendo em fundo o Palácio Nacional que se desfruta da rua das Murtas com plátanos, araucárias, ciprestes, pinheiros, cedros. Um pouco mais à frente, no inicio da escadaria, salienta-se o carrasco entre outras espécies características da flora mediterrânea.

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Imagem# Nome do Percurso: Pena
Extensão: 4,5 km
Grau de dificuldade: Alta
Tipo de Percurso: Circular - Pequena Rota (PR2)
Local de partida/chegada: Largo do Palácio Nacional de Sintra
Duração: Cerca de 1h30m
Quota máxima atingida: 430m

Descrição: O percurso inicia-se no Largo do Palácio Nacional de Sintra. Neste passeio destaca-se a tomada de visita da fonte da Sabuga para a encosta sobranceira e vale onde se observam pinheiros, carvalhos, castanheiros, plátanos, entre outros; acima do Convento da Trindade, sobre o vale, observam-se araucárias, tulas, palmeiras, plátanos; ainda o percurso que ladeia o Parque da Pena e entra no Castelo dos Mouros com toda a sua frondosa vegetação.

Relativamente à fauna deste percurso merecem referência, entre outros o morcego-orelhudo-cinzento, o andorinhão comum.


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Imagem# Nome do Percurso: Castelo
Extensão: 4,8 km
Grau de dificuldade: Alta
Tipo de Percurso: Circular - Pequena Rota (PR3)
Local de partida/chegada: Largo do Palácio Nacional de Sintra
Duração: Cerca de 2h30m
Quota máxima atingida: 400m

Descrição: O percurso inicia-se no Largo do Palácio Nacional de Sintra. Subida da rampa da Pena e o trajecto até ao Castelo dos Mouros oferece a presença de vegetação frondosa onde se incluem carvalhos, araucárias, plátanos. Junto do primeiro portão do Parque da Pena, destaca-se um núcleo de sequóias, e junto ao portão dos Lagos a presença de freixos, carvalhos com heras e fetos-dos-carvalhos, plátanos, uma tuia e uma faia.

Já no largo da entrada para o Castelo dos Mouros repare-se nos pinheiros do Parque da Pena. Na paisagem, tendo a entrada do Castelo do lado esquerdo, podem observar-se pinheiros, carvalhos, sabugueiro, eucaliptos.


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Imagem# Nome do Percurso: Seteais
Extensão: 3,5 km
Grau de dificuldade: Médio
Tipo de Percurso: Circular - Pequena Rota (PR4)
Local de partida/chegada: Largo do Palácio Nacional de Sintra
Duração: Cerca de 1h30m
Quota máxima atingida: 350m

Descrição: O percurso inicia-se no Largo do Palácio Nacional de Sintra. Seguimos na direcção do Posto de Turismo, passando a Torre do relógio e a Igreja de são Martinho. Tomando a estrada à esquerda, continuamos até ao Largo Dr. Carlos França. Passamos a Fonte dos Pisões a Cascata com o mesmo nome para continuarmos a caminhada, e após percorrer cerca de 200m avistamos, à esquerda, a imponente Quinta da Regaleira.

Depois de contornar a Quinta da Regaleira, subimos a Rua Barbosa du bocage, até ao Hotel Palácio de Seteais que nos surge pela direita.


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Imagem# Nome do Percurso: Quintas
Extensão: 4,3 km
Grau de dificuldade: Médio
Tipo de Percurso: Circular - Pequena Rota (PR5)
Local de partida/chegada: Largo do Palácio Nacional de Sintra
Duração: Cerca de 2h30m
Quota máxima atingida: 200m

Descrição: O percurso inicia-se no Largo do Palácio Nacional de Sintra. Seguimos na direcção do Posto de Turismo, passando a Torre do relógio e a Igreja de são Martinho. Tomando a estrada à esquerda, continuamos até ao Largo Dr. Carlos França. Passamos a Fonte dos Pisões a Cascata com o mesmo nome, até chegarmos a imponente Quinta da Regaleira. Situada do lado direito da estrada a Quinta do Relógio em estilo Árabe. Do largo em frente seguimos pela Rua Trindade Coelho, que conduz a algumas das mais belas Quintas de Sintra como a Quinta do Castanheiro.

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Imagem# Nome do Percurso: Percurso da Peninha
Extensão: 4,5 km
Grau de dificuldade: Médio
Tipo de Percurso: Circular - Pequena Rota (PR3 S10)
Local de partida/chegada: Terreiro de estacionamento da Peninha
Duração: Cerca de 2h30m
Quota máxima atingida: N/D

Descrição: O percurso inicia-se no terreiro de estacionamento que dá acesso à Peninha, levando-nos ao topo da colina - núcleo científico do maciço eruptivo de Sintra - encimada pela Ermida da Nossa Senhora da Peninha. Daqui se avista grande parte do Parque Natural. Esta propriedade é um local de culto, evidenciando sinais de permanência humana desde o Neolítico.

As características da vegetação envolvente - prados e matos – foram determinadas pelos fortes ventos, pela utilização agro-pastoril ancestral e pelos fogos sucessivos. São frequentes o trovisco-macho (Euphorbia characias), os tojos (Ulex sp.) e também as estevas (Cistus sp). Território de plantas ameaçadas e com área de distribuição muito limitada, como o cravo-romano (Armeria pseudarmeria) ou o cravo de Sintra (Dianthus
cintranus). A fauna selvagem é difícil de observar, mas poderá deparar-se com o peneireiro-comum (Falco tinnunculus), o rabirruivo-preto (Phoenicurus ochrurus), a águia-de-asa-redonda (Buteo buteo), a lagartixa-do-mato (Psammodromus algirus) ou o sardão (Lacerta lepida) e vestígios de coelhos-bravos (Oryctolagus cuniculus). Mais difíceis de observar são a águia de Bonelli (Hieraaetus fasciatus), a cobra-de-capuz (Macroprotodon cuccullatus) ou a víbora-cornuda (Vipera latastei), espécies raras e ameaçadas em Portugal.

O caminho ladeia a ermida de S. Saturnino e continua por um pequeno cupressal de cedro do Buçaco (Cupressus lusitanica), árvore originária da América Central. Descendo sempre um carreiro, onde mal entra o sol, surgem a gilbardeira (Ruscus aculeatus) ou a dedaleira (Digitalis purpurea). A densidade de espécies arbustivas aumenta, revelando uma maior disponibilidade em água.

O trovisco-láureola (Daphne laureola) encontra aqui condições para crescer. Por entre o arvoredo podem ouvir-se o chapim (Parus sp.) ou o pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula). Existem ainda algumas plantas que constituíam o coberto vegetal original - o carvalho-negral (Quercus pyrenaica), o carvalho-cerquinho (Quercus faginea) ou o carrasco (Quercus coccifera) - ameaçadas por plantas originárias de outros locais:
as acácias (Acacia melanoxylon e A. longifolia), a árvore-do-incenso (Pittosporum undullatum) e a háquia (Hakea sericea). Depois de sair do cupressal, o caminho continua por entre vegetação típica do clima mediterrânico: tojos, urze (Calluna vulgaris), carqueja (Genista tridentata).

Pode-se visitar o Adrenunes (excepto de Janeiro a Junho, para não perturbar a nidificação de aves ameaçadas), antes de avançar pelo caminho que acompanha a mata de cedros pelo lado norte. Chegados ao parque de merendas das Pedras Irmãs encontramo-nos novamente rodeados por cedros. Junto da fonte encontra-se um painel informativo. A erva-da-fortuna (Tradescantia sp) e a hera (Hedera helix)
cobrem o solo das zonas ensombradas, até perto do local de início do percurso.


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Imagem# Nome do Percurso: Troço Adraga-Maças
Extensão: 3 km
Grau de dificuldade: Médio
Tipo de Percurso: Linear (GR11)
Local de partida/chegada: Praia da Adraga
Duração: Cerca de 2h30m
Quota máxima atingida: N/D

Descrição: Este troço da Grande Rota do Atlântico, GR11-E9, inicia-se no vale da ribeira da Adraga. Passa-se a ribeira, continua-se por uma subida íngreme, sobre areias transportadas pelo vento, onde se vê uma planta típica destes meios - o estorno Ammophila arenaria, a mais eficaz a fixar areias e também a raiz-divina Armeria welwitschii, ou o trevo de Creta Lotus creticus, sempre ameaçadas pelo chorão Carpobrotus edulis.
No topo da arriba começam a surgir os pinheiros de Alepo Pinus halepensis, os pinheiros-bravos Pinus pinaster, as flores rosadas da roselha Cistus crispus, o fel-da-terra Centaurium erythraea, o morrião-
-perene Anagallis monelli, a salsaparrilha-bastarda Smilax aspera ou as bocas-de-lobo Antirrhinum majus e a exótica invasora, acácia Acacia longifolia.

A vegetação apresenta características predominantemente mediterrânicas e, se os solos são derivados de calcários, permitem comunidades vegetais de grande diversidade. Os arbustos de sabina ou zimbro-das-praias Juniperus turbinata, de aroeira Pistacia lentiscus, de lentisco-bastardo Phillyrea angustifolia, de carrasco Quercus coccifera que se desenvolvem junto ao solo, devido à acção abrasiva dos ventos
marítimos carregados de sal e alguma areia, emprestam à paisagem um aspecto almofadado característico. Estes matos litorais de Juniperus constituem um importante habitat.

Aqui se abriga uma fauna diversificada de insectos, de aves - corvomarinho- de-crista Phalacrocorax aristotelis, peneireiro-comum Falco tinnunculus, falcão-peregrino Falco peregrinus-, de répteis - lagarto
Lacerda lepida, osga Tarentola mauritanica, lagartixa-do-mato Psamodromus algirus-, de mamíferos - coelho-bravo Oryctolagus cunniculus, raposa Vulpes vulpes ou rato-do-campo Apodemus sylvaticus.

Parte do trajecto faz-se por entre vegetação, com a particularidade de crescer em terraços de areias antigas, no topo das arribas, aí depositadas em épocas geológicas recuadas, quando o mar andava muito acima do nível actual. Nas encostas mais abrigadas, e já um pouco afastadas do mar, os solos arenosos foram aproveitados para a prática de cultivos diversos, entre os quais a Vinha de Colares.
Ao descer para a Praia Grande poderá observar-se a sequência inicial de plantas, mas agora pela ordem inversa. Este é o ponto alto do percurso, do ponto de vista da geologia, com a passagem junto à jazida de pegadas de dinossáurios, impressas outrora no lodo de uma laguna, hoje visíveis numa laje calcária, verticalizada pela ascensão do maciço eruptivo de Sintra.

Nas arribas, expostas aos ventos e à salsugem, podem-se ainda observar outras plantas características, algumas existentes apenas no nosso país, como limónios com pequenas flores azuladas ou violáceas, para além do frequente perrexil-do-mar ou funcho-marítimo Crithmum maritimum, com folhas carnudas.
As arribas são muito importantes para a conservação da avifauna. Aqui os ninhos estão a salvo dos predadores. No areal da Praia Grande do Rodízio, o intenso pisoteio mal permite que as plantas se instalem. Poderá dar uma olhadela à arriba sobranceira à praia, formada no essencial por calcários do Cretácico Inferior com
fósseis, como as ostras. O passeio continua por um estradão, no alto da arriba da Praia Pequena.
A vegetação natural apresenta-se cada vez mais fragmentada e perturbada pela presença dominante das espécies exóticas invasoras.

O caminho contorna a Ponta do Rodízio, onde surgem novamente manchas de matos densos na Vigia de Colares. Nesta área terá existido um templo romano circular, consagrado ao sol e à lua.
O percurso termina na Ribeira de Colares, outrora navegável.


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# Nome do Percurso: Cabo da Roca
Extensão: 10 km
Grau de dificuldade: Médio
Tipo de Percurso: Circular - Pequena Rota (PR7)
Local de partida/chegada: Posto de Turismo do Cabo da Roca
Duração: Cerca de 3h00m
Quota máxima atingida: N/D

Descrição: O percurso inicia-se no cabo da Roca , o Promontorium Magnum dos Romanos, situado no extremo oeste da parte emersa da serra de Sintra, o ponto mais ocidental da Europa continental. A serra resultou de uma intrusão magmática que dobrou e metamorfizou, as formações sedimentares- arenitos e calcários - sobrejacentes de que resultaram xistos e margas que foram sofrendo um processo de erosão, encontrando-se hoje o núcleo de rochas magmáticas, principalmente sienitos e granitos, a descoberto. A vegetação envolvente, matos com características mediterrânicas, é rica em endemismos - o cravo-romano Armeria pseudarmeria, o cravo de Sintra Dianthus cintranus, a cocleária-menor Ionopsidium acaule, a cravinha Silene longicilia.

O chorão, espécie invasora originária da África do Sul, representa uma ameaça para a flora indígena. A sua utilização é interdita por lei. Aqui se abriga e alimenta uma fauna diversificada: o coelho-bravo Oryctolagus cunniculus; a raposa Vulpes vulpes; répteis como o sardão Lacerta lepida, a cobra--de-ferradura Coluber hippocrepis, ou a víbora-cornuda Vipera latastei; aves como a alvéola-branca Motacilla alba, a felosa-do-mato Silvia undata ou o pisco-de-peito--ruivo Erithacus rubecula; grande diversidade de insectos.

Depois da Ulgueira segue-se em direcção a Almoçageme, já em zona agrícola, rica em pomares e daí para o litoral. Nas margens dos caminhos ainda sobrevive o feto-de-folha-de-hera Asplenium hemionitis, espécie-relíquia da vegetação anterior às glaciações. Passa-se por um pinhal sobre dunas, habitat prioritário, que resulta de antigas sementeiras ou plantações efectuadas na tentativa de fixar as areias. Quase na Praia Grande, a algumas dezenas de metros do marco geodésico do Calhau do Corvo, podem observar-se as pegadas de dinossáurios (2) sobre uma camada de calcário quase vertical, formada há cerca de 120 milhões de anos quando a Serra de Sintra ainda não existia. A região era coberta por vastas planícies costeiras com lagunas litorais.

Uma parte das pegadas impressas sobre os finos sedimentos nas margens das lagunas foi preservada, protegida por sucessivas deposições de outros sedimentos que se foram transformando em rocha sedimentar ao longo de milhões de anos. Esta cobertura rochosa foi posteriormente dobrada na sequência da intrusão magmática que deu origem à Serra de Sintra. As pegadas foram postas a descoberto pela erosão das camadas sedimentares superiores. A partir daqui e até à praia da Adraga (3) o percurso faz-se sobre arribas, com limónios endémicos, constituindo abrigo ou local de nidificação para diversas aves - o corvo-marinho-de-crista ou galheta Phalacrocorax aristotelis, o peneireiro-vulgar Falco tinnunculus, o falcão-peregrino Falco peregrinus, o raro andorinhão-real Apus melba, as gaivotas. As areias, sobre as arribas, apresentam um conjunto de plantas próprias dos meios dunares: o estorno Ammophila arenaria; os cordeiros-da-praia Otanthus maritimus; a sabina-da-praia Juniperus turbinata; o miosótis-das-praias Omphalodes kuzinskyanae; a raiz-divina Armeria welwitschii.

Não haverá, ao longo do percurso, nenhuma amostra de floresta natural, dada a cupação e utilização ancestral e muito intensa. Os carrascais de Quercus coccifera constituem a primeira etapa de degradação dos carvalhais originais.
Vestígios da vegetação arbórea original - o carvalho-cerquinho Quercus faginea ou o sobreiro Quercus suber - são visíveis ao longo do caminho. São frequentes, nos solos calcários, a aroeira Pistacia lentiscus, o zambujeiro Olea europaea var. sylvestris, a roselha Cistus crispus, as bocas-de-lobo Anthirrhinum majus, o trovisco-fêmea Dapnhe gnidium, o sargaço Cistus monspeliensis, o tojogatunho Ulex densus, a madressilva Lonicera implexa, a salsaparrilha Smilax aspera, as camarinhas Corema album e a espécie exótica invasora acácia-de-folhas-longas ou acácia-de-espigas - Acacia longifolia.

Da Adraga sobe-se a encosta sul por entre matos onde é bem evidente a acção abrasiva dos ventos “podando” os rebentos que sobressaem, originando um aspecto “almofadado”. Os matos de sabina-da-praia são um importante habitat que abriga plantas ameaçadas. De entre a grande diversidade de fauna salientamos o coelho-bravo, a doninha Mustela nivalis, o sardão Lacerta lepida, a osga Tarentola mauretanica, as cobras e os seus predadores como o sacarrabos Herpestes ichneumon, aves como o melroazul Montícola solitarius, os insectos.

Desce-se depois em direcção ao cabo da Roca. Em pomares e sebes encontramos nimais que deles tiram partido como o texugo Meles meles, a raposa, o pardal Passer domesticus, o pintassilgo Carduelis carduelis.


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Imagem# Nome do Percurso: Capuchos
Extensão: 9 km
Grau de dificuldade: Médio
Tipo de Percurso: Circular-Pequena Rota (PR6)
Local de partida/chegada: Barragem do Rio da Mula
Duração: Cerca de 3h30m
Quota máxima atingida: 1 103m

Descrição: O percurso inicia-se no largo da Barragem do Rio da Mula, subindo a encosta da serra em direcção ao cruzamento que dá acesso ao Convento dos Capuchos. Vale a pena visitar uma das mais emblemáticas e singulares construções religiosas da região, fundada em 1560, para frades da Ordem de S. Francisco de Assis, caracterizados por viverem em estreita relação com a natureza. Retoma-se a serra em direcção à Memória dos Soldados, local onde 25 soldados perderam a vida no combate ao grande incêndio de 1966. Mais adiante poderá observar, num dos cumes mais altos da serra, uma sepultura colectiva pré histórica (2500/1500 a. C.), o Tholos do Monge, reutilizada na Idade do Bronze (1800/800 a. C.). Segue-se para a vertente sul da serra, iniciando-se a descida, só interrompida pela passagem pelo miradouro natural da Pedra Amarela. Com o regresso à barragem damos por concluído o percurso.

Em grande parte do percurso é evidente a predominância de vegetação exótica, quer de matas plantadas com cedros do Buçaco Cupressus lusitanica ou eucaliptos Eucaliptus globulus, ou espécies invasoras, principalmente acácias Acacia sp. E pitósporos Pittosporum undullatum que dificilmente permitem a regeneração da flora autóctone, predominantemente mediterrânica e atlântico-mediterrânica: os carvalhos Quercus sp., as violetas Viola odorata, o medronheiro Arbutus unedo, o tojo Ulex sp., as urzes Erica sp., a torga Calluna vulgaris, as estevas Cistus sp., a cebola-albarã Urginea maritima, a salsaparrilha-bastarda Smilax aspera, a dedaleira Digitalis purpurea o morrião-perene Anagalis monelli, a erva-das-sete-sangrias Lithodora prostrata, o zambujeiro Olea europaea var. sylvestris, o pinheiro-bravo Pinus pinaster o loureiro Laurus nobilis, e mesmo raros azevinhos Ilex aquifolium.

A fauna não pode ser diversificada nem abundante, dado o predomínio da vegetação exótica: é refúgio para alguns mamíferos como os morcegos, o musaranho-de-dentes-vermelhos Sorex granarius, a geneta Genetta genetta, a raposa Vulpes vulpes, aves como a águia de Bonelli Hieraeetos fasciatus, a águia-deasa-redonda Buteo buteo, o peneireiro-comum Falco tinnunculus, a trepadeira Certhya brachidactya, o pica-pau-malhado-grande Dendrocopus major, o pica-pauverde Picus viridis, o chapim-real Parus major, o chapim-azul Parus caeruleus, a coruja-do-mato Strix aluco, o gavião Accipiter nisus, répteis como o sardão Lacerta lepida ou a rara e venenosa víbora-cornuda Vipera latastei, o lagarto-de-água Lacer ta schreiberi ou o cágado-comum Mauremys leprosa, anfíbios como a salamandra Salamandra salamandra ou a rã-verde Rana ridibunda.


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Imagem# Nome do Percurso: Troço Maças-Magoito
Extensão: 3,5 km
Grau de dificuldade: Médio
Tipo de Percurso: Linear(GR11)
Local de partida/chegada: Praia das Maçãs, junto ao Painel informativo do PNSC - Praia do Magoito, junto ao Painel informativo do PNSC
Duração: Cerca de 3h00m
Quota máxima atingida: N/D

Descrição: Este troço da grande rota do Atlântico, GR11-E9, inicia-se na Praia das Maçãs junto ao areal, atravessa a área urbana e entra na mancha de pinhal, instalado sobre areias, com pinheiro-manso Pinus pinea e pinheiro-bravo Pinus pinaster, muito interrompido por moradias, campos antigamente ocupados por vinha e algumas manchas de eucaliptos Eucalyptus globulus. Por debaixo do copado das árvores vão surgindo várias plantas arbustivas e herbáceas que vão alternando ao longo do ano e com carácter permanente podem-se ver as exóticas acácias Acacia sp., espinheiros-bravos Hakea sericea e háquea-folha-de--salgueiro ou oliveirinha Hakea salicifolia, diversos tojos Ulex sp. E Genista sp., algumas urzes Erica sp. e Calluna vulgaris, entre outras. Nos locais com alguma humidade podem observar-se, no início da Primavera, diversas espécies de orquídeas em prados calcários.

Atravessam-se as zonas conhecidas por Tomadia, Mindelo, Marinhas e Malhada. Depois da Ribeira de Cameijo contorna-se as Azenhas do Mar, para voltar aos trilhos do alto das arribas, constituídas por formações margo-calcárias do Cretácico inferior e colonizadas por funcho--marítimo ou perrexil-do-mar Crithmum maritimum, limónios Limonium sp., raíz-divina Armeria welwitschii, rasteira Frankenia hirsuta.
Algumas aves, como o peneireiro-vulgar Falco tinnunculus, o falcão--peregrino Falco peregrinus o pombo-das-rochas Columba livia, as gaivotas Larus sp., escolhem estes locais para nidificar, pois aqui os ninhos estão a salvo dos predadores.

Poderá observar num mosaico muito variado de vegetação, consoante a natureza do solo, quer pequenas manchas de plantas típicas de areias, em acumulações no topo das arribas, quer matos rasteiros. Os matagais com sabina-da-praia Juniperus constituem habitat de valor muito elevado. Aqui se abriga grande diversidade de fauna: o coelho-bravo, Oryctolagus cunniculus, a raposa Vulpes vulpes, o rato-do-campo Apodemus sylvaticus, répteis como o lagarto Lacerta lepida, a cobra--rateira Malpolon monspessulanus, a cobra-rateira Elaphe scalaris ou a osga Tarantola mauritanica, grande diversidade de insectos, aves como o pisco-de-peito-ruivo Erithacus rubecula, a águia-de-asa-redonda Buteo buteo, o tordo Turdus merula, os chapins Parus sp., o rabirruivo Phoenicurus ochruros.

Na Aguda, no topo da arriba e no caminho que desce até à praia, vê-se uma duna fóssil. As arribas que se desenvolvem para norte até à Praia do Magoito mostram uma sucessão de camadas quase horizontais de calcários argilosos cinzentos e margas, rochas sedimentares formadas há muitos milhões de anos, quando o nível do mar se encontrava muito acima do actual.

Entra-se depois numa faixa com campos cultivados, protegidos dos ventos por sebes de cana Arundo donax ou de tamargueira Tamarix sp.. Nos campos mais interiores, próximos de Fontanelas, ainda se pratica a cultura da vinha da casta “Ramisco” em campos divididos por muros de pedra seca (sem argamassa) e paliçadas de cana seca, em consociação com macieiras podadas, de modo a não atingirem mais do que 1 m de altura e que produzem frutos extremamente aromáticos e saborosos.

Sebes e pomares abrigam animais que deles tiram partido, como o ouriço-cacheiro Erinaceus europaeus, a raposa, o pardal Passer montanus, o estorninho Sturnus unicolor. Perto de linhas de água ainda subsiste o toirão Putorius putorius. Por fim, e após atravessar a Ribeira da Mata, eis que se chega à Praia do Magoito. Na arriba norte existe uma formação dunar de grande valor geológico, formada há cerca de 10 mil anos e contemporânea de uma descida de nível do mar de aproximadamente 100 metros, ocorrida durante a última glaciação. Trata-se de dunas consolidadas assentes em depósitos arenosos negros com restos de concheiros atribuídos ao Paleolítico. Os matos com sabina-da-praia existentes nestas dunas litorais são considerados habitat muito importante.


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Imagem# Nome do Percurso: Monge
Extensão: 4,5 km
Grau de dificuldade: Médio
Tipo de Percurso: Circular-Pequena Rota (PR11SNT)
Local de partida/chegada: Convento de Santa Cruz dos Capuchos
Duração: Cerca de 3h00m
Quota máxima atingida: N/D

Descrição: O percurso inicia-se junto ao Convento de Santa Cruz dos Capuchos, fundado em 1560, para frades da Ordem de S. Francisco de Assis, caracterizados por viverem em estreita relação com a natureza. No caminho para a Memória dos Soldados, local onde 25 soldados perderam a vida no combate ao grande incêndio de 1966, como em grande parte do percurso, é bem evidente um dos problemas ecológicos mais graves do Parque: a difícil sobrevivência da vegetação natural.

Poderá, mais adiante, observar uma sepultura colectiva - o Tholos do Monge - construída no período Calcolítico (2500/1500 a. C.) e reutilizado na Idade do Bronze (1800/800 a. C.). A sepultura orientada a norte aproveita uma depressão natural do granito. Nas matas de cedros do Buçaco, de rara beleza e magia, ou mesmo em zonas povoadas por exóticas invasoras, aperceber-se-á da regeneração da flora natural, predominantemente mediterrânica e atlântico--mediterrânica: alguns carvalhos - o carvalho-roble Quercus robur, o carvalho-português Quercus faginea, o carvalho-negral Quercus pyrenaica, a carvalhiça Quercus lusitanica, o carrasco Quercus coccifera, - as violetas Viola odorata, o medronheiro Arbutus unedo, o tojo Ulex sp., as urzes Erica sp., a torga Calluna vulgaris, as estevas Cistus sp., a cebolaalbarã Urginea maritima, a salsaparrilha-bastarda Smilax aspera, o morrião-perene Anagalis monelli, a erva-das-sete-sangrias Lithodora prostrata, o zambujeiro Olea europaea var. sylvestris, o loureiro Laurus nobilis, e mesmo raros azevinhos Ilex aquifolium.

A fauna não pode ser diversificada nem abundante, dado o predomínio da vegetação exótica, que apenas lhes pode disponibilizar abrigo. No entanto o percurso raramente se faz sem que a águia-de-asa-redonda Buteo buteo ou o peneireiro-comum Falco tinnunculus o surpreenda com o seu voo característico. Refúgio para mamíferos como os morcegos, o musaranho-de-dentes-vermelhos Sorex granarius, a geneta Genetta genetta, o coelho-bravo Orictolagus cunniculus, a raposa Vulpes vulpes, aves como a águia de Bonelli Hieraeetos fasciatus a trepadeira Certhya brachidactyla, o pica-pau-malhado-grande Dendrocopus major, o pica-pau--verde Picus viridis, o rabilongo Aegithalus caudatus, o chapim real Parus major, o chapim-azul Parus caeruleus, a coruja-do-mato Strix aluco, o gavião Accipiter nisus, répteis como o sardão Lacerta lepida ou a rara e venenosa víbora-cornuda Vipera lataste.

O Maciço de Sintra é o resultado da ascensão de magma gerado a grandes profundidades e que se imobilizou próximo da superfície, acabando por se intruir ou encaixar em rochas de natureza sedimentar - predominantemente calcários que contornam a serra como um invólucro de estratos inclinados. Este processo foi acompanhado pela assimilação dos materiais da crosta essencialmente graníticos, e de um processo de diferenciação magmática de que resultou uma variedade petrográfica notável. O granito é a rocha mais abundante, seguido, para o interior, de um núcleo de sienitos e microssienitos. Hoje, o relevo apresenta-se já esculpido, em grande parte, nas rochas do núcleo magmático.

O relevo, a natureza geológica da serra e em consequência destes, o clima e a vegetação, permitiram a constituição de uma unidade com características distintas da paisagem envolvente e onde persistem cerca de novecentas espécies autóctones. Ainda hoje aqui encontram condições para sobreviver algumas espécies-relíquia da floresta de lenhosas sempre-verdes - a Laurissilva -, que um clima subtropical húmido outrora permitiu, como o feto-defolha-de-hera Asplenium hemionitis, único local no continente onde encontra condições para sobreviver, ou o feto-dos-carvalhos Davallia canariensis.

Cedo se fez sentir a acção do Homem: a pastorícia, primeira actividade não caçadora ou recolectora introduzida na Península, implicou o uso generalizado do fogo, visando promover as áreas de pastagem em detrimento das florestas nativas. Depois foi a agricultura, a procura de lenha, a exploração da madeira, a construção naval, atingindo-se a mais profunda desarborização em meados do séc. XVIII. A partir do século XIX, o repovoamento florestal e a transformação das propriedades agrícolas da encosta norte, em matas de lazer e parques românticos, fruto do fascínio pela flora vinda de todo o mundo, criou uma paisagem requintada. Já no séc. XX tem início a reflorestação das zonas cobertas por matos, com pinheiro-bravo Pinus pinaster, cedro do Buçaco Cupressus lusitanica e eucalipto Eucaliptus globulus. Porém a substituição das espécies que faziam parte do coberto vegetal natural aumentou o risco de incêndio. Após o grande incêndio de 1966 criaram-se condições para que espécies invasoras como as háquias Hakea sericea, as acácias Acacia melanoxylon, longifolia, dealbata, verticillata ou o pitósporo Pittosporum undullatum ocupassem rapidamente os habitats disponíveis. A acácia, revelou-se a mais agressiva, expandiu-se de uma forma que ainda hoje não é possível controlar.


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Imagem# Nome do Percurso: Vinho de Colares
Extensão: 14 km
Grau de dificuldade: Médio
Tipo de Percurso: Circular-Pequena Rota (PR8 SNT)
Local de partida/chegada: Adega Regional de Colares
Duração: Cerca de 3h30m
Quota máxima atingida: N/D

Descrição: O percurso tem início, em Terra Saloia, junto à Adega Regional de Colares, fundada em 1931; dirige-se para norte, por entre aglomerados urbanos, pinhais, pomares, vinhas, hortas, searas e prados. Aqui subsiste ainda uma agricultura com numerosos elementos tradicionais. Dela dependentes, encontram-se algumas espécies ameaçadas de fauna e de flora: o texugo Meles meles, as rapinas e algumas orquídeas. Facilmente observável é a perdiz Alectoris rufa. Sebes e pomares abrigam o ouriço-cacheiro Erinaceus europaeus, a raposa Vulpes vulpes e o melro Turdus merula. A viticultura é anterior à fundação da nacionalidade e Colares é Denominação de Origem Controlada, desde 1908. Aqui se produzem os afamados vinhos das castas “ramisco” e “malvasia”, em “chão de areia”, dignos de mesa de rei. A partir do séc. XIX tornaram-se especialmente famosos por terem resistido à praga de filoxera.

As videiras, muitas vezes em associação com macieiras podadas, de modo a não atingirem mais do que 1 m de altura, estendem os “braços” pela areia, em parcelas divididas por muros de “pedra seca”, que também delimitam a propriedade, e protegidas com paliçadas de cana seca contra os ventos marítimos. A temperatura amena e os frequentes nevoeiros litorais dão lugar a um vinho ligeiro e com perfume misto de amêndoas e violetas. As Fruteiras Tradicionais apresentam grande diversidade, afirmando-se como produtos de excelente qualidade, com cheiro e sabor próprios, dadas as características dos solos e do clima. São objectivos do Parque Natural a preservação e manutenção da paisagem tradicional saloia, a promoção da agricultura biológica, a revitalização da produção do vinho de Colares, assim como das fruteiras tradicionais e a implementação de práticas agrícolas sustentáveis.

O percurso atravessa um importante habitat, sobre areias antigas - o “Pinhal da Nazaré”, passa pelas Azenhas do Mar, antiga aldeia de pescadores, debruçada sobre o oceano em arribas frágeis e continua a caminho da Aguda, por trilhos no alto das arribas margo-calcárias do Cretácico inferior. Nas arribas, os limónios Limonium spp. endémicos, evidenciam um habitat especial para a conservação. Aves, como o peneireiro-vulgar Falco tinnunculus, o pombo-das-rochas Columba livia e as gaivotas Larus sp. escolhem estes locais, a salvo dos predadores, para nidificar.

Na Aguda vê-se uma duna fóssil, estádio do processo de evolução da areia solta para a rocha (arenito), processo que dura milhares de anos. É possível observar uma estratificação oblíqua, traduzindo diferentes fases e orientações da
deposição de areia. As arribas que se desenvolvem para norte, até à Praia do Magoito, mostram uma sucessão de camadas quase horizontais de calcários argilosos cinzentos e margas, rochas sedimentares formadas há milhões de anos, quando o nível do mar se encontrava muito acima do actual. Os calcários superiores são mais duros, e as margas inferiores mais brandas; por isso, face à acção dos agentes erosivos, a arriba recua progressivamente. Na praia do Magoito existe uma formação dunar de grande valor geológico, formada há cerca de 10 mil anos, sendo contemporânea de uma regressão do mar, ocorrida durante a última glaciação.

A vegetação autóctone, essencialmente de características mediterrânicas e ocidental-mediterrânicas, apresenta-se num mosaico variado de manchas de plantas típicas de areias, matos rasteiros e vegetação arbustiva, própria dos solos calcários, como a raiz-divina Armeria welwitschii, a sabina-da-praia Juniperus turbinata, o tojo-gatunho Ulex densus, a salsaparrilha-bastarda Smilax aspera e o carrasco Quercus coccifera. Aqui se abriga grande diversidade de fauna: os coelhos-bravos Oryctolagus cunniculus, as raposas Vulpes vulpes, as doninhas Mustela nivalis, as aves, o sardão Lacerta lepida, a cobra-rateira Malpolon monspessulanus, os insectos, e muitos outros. O percurso passa ainda por prados calcários, ricos em orquídeas, antes de Fontanelas, aldeia de ruas em verso. Já perto de Janas ergue-se, numa colina, a pequena capela rural de planta circular, associada ao culto de S. Mamede, protector dos animais. De novo no pinhal da Nazaré, retornamos à adega de Colares.


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Imagem# Nome do Percurso: Troço Raso-Abano
Extensão: 4 km
Grau de dificuldade: Fácil
Tipo de Percurso: Linear (GR 11)
Local de partida/chegada: Farol do Raso - Forte do Abano
Duração: Cerca de 1h00m
Quota máxima atingida: N/D

Descrição: Tem início junto ao Forte de S. Braz de Sanxete, actualmente utilizado como farol, mandado construir por ordem de D. João IV, no ponto de inflexão da Península de Lisboa: o cabo Raso, da forma achatada da plataforma de abrasão onde se insere. Designa-se por campo de lapiás costeiro ao relevo circundante, formado pela erosão não uniforme dos calcários por acção das chuvas e do vento. A vegetação, de valor excepcional no âmbito do PNSC, caracteriza-se pela presença de sabina-da-praia Juniperus turbinata - dunas litorais com Juniperus - em depósitos de areia eólica no topo das arribas. Nestas ocorre uma vegetação esparsa: o funcho-marítimo (Crithmum maritimum), a raiz-divina (Armeria welwitschii), alguns limónios (Limonium sp), erva-coentrinha (Daucus carota), Herniaria marítima,constituindo habitat escasso no contexto nacional ou europeu - falésias com vegetação das costas mediterrânicas com Limonium spp. endémicas -. Embora a presença humana afaste grande parte da fauna, são importantes locais para nidificação da avifauna. O cabo Raso é um dos locais mais propícios para a observação de aves marinhas em todo o território nacional, particularmente durante a época da migração (Março, Abril e Setembro, Outubro): o corvo-marinho-de-crista (Phalacrocorax aristotelis) e outros que nidificam nas arribas, ao contrário do corvo-marinho-de-facesbrancas (Phalacrocorax carbo) do pato-negro (Melanitta nigra) ou do ganso-patola (Morus bassanus), que quando é chegada a Primavera se agrupam em grandes bandos, e dão início à migração. Ao longo da linha de costa ergue-se um conjunto de fortificações marítimas, dos séculos XVII e XVIII, que constituíram a linha defensiva ocidental da barra de Lisboa. Mantiveram peças de artilharia até ao século XIX. Cruzavam fogo entre si, defendendo desta forma os areais, possíveis locais de desembarque das armadas inimigas. A Bateria do Guincho: Crismina (em ruínas), Ponta Alta (perto do hotel do Guincho) e Galé (estalagem Muchaxo) tinha como objectivo defender o trecho costeiro junto à praia do Guincho cruzando fogo com o forte do Guincho a norte e S. Brás de Sanchete a sul. Para o interior, as plataformas de calcários lapiezados desaparecem sob as areias ou uma camada de terra de espessura irregular. A vegetação rasteira apresenta-se deformada pelos ventos marítimos carregados de sal e de alguma areia: a sabina ou zimbro-da-praia, salgadeira (Atriplex halimus), raiz-divina contrasta com a diversidade da vegetação dunar e fauna associada, no sistema dunar do Guincho-Oitavos, a este da ciclovia. A areia depositada pelo mar entra pelas praias do Guincho e Crismina a norte, por acção dos ventos predominantes de noroeste e retoma o mar entre Oitavos e a Guia a sul.

Sistema eco-geológico muito frágil, cada vez mais fragmentado e ameaçado pela invasão por espécies exóticas (acácias, háquias, chorão), pelo pisoteio e alterações à dinâmica das areias. Só neste sistema dunar estão presentes vários habitats de elevado valor: as dunas com florestas de Pinus pinea e/ou Pinus pinaster, suportam populações importantes de espécies com estatuto de ameaça como verbasco-de-flores-grossas (Verbascum litigiosum) ou miosótis-das-praias (Omphalodes kuzinskyanae) e resultam de antigas sementeiras, na tentativa de fixar as areias; as dunas litorais com Juniperus, colonizam depressões e declives dunares, encontram-se em risco de desaparecer na UE; as dunas com vegetação esclerófila da Cisto--Lavenduletaria, matos instalados sobre dunas estabilizadas, associado aos anteriores em situação de maior interioridade e/ou estabilidade. Aqui se encontravam a lagartixa-das-areias (Achantodactylus erythrurus) e o sapo-de-unha--preta (Pelobates cultripes) provavelmente extintos.

A presença da ameaçada verbasco-de-flores-grossas e do endemismo lusitano raiz-divina conferem importância a este habitat. Na parte superior do areal da praia do Guincho as dunas móveis embrionárias, instáveis, apresentam os primeiros estados de vegetação dunar com feno-das-areias (Elymus farctus), maleiteira-das-areias (Euphorbia peplis), cordeiros-da-praia (Otanthus maritimus), cardo-rolador (Eryngium maritimum), narciso-das-areias (Pancratium maritimum), correspondem à zona de transição da zona de praia para as dunas revestidas com estorno, -dunas móveis do cordão litoral com Ammophila arenaria “dunas brancas” - resultantes da acumulação de areias barradas pelos tufos de estorno, a melhor estabilizadora natural dos ecossistemas dunares. Os rizomas de crescimento contínuo e as raízes activas a vários metros de profundidade permitem que a acumulação de areia atinja alguns metros em altura. Têm como plantas indicadoras, estorno, cordeiros-da-praia, cardo-rolador, morganheira--das-praias (Euphorbia paralias). As dunas fixas com vegetação herbácea “dunas cinzentas” desenvolvem-se em solos estabilizados, com arrelvados e abundantes tapetes de musgos e líquenes. Como indicadores deste habitat temos Aira sp., Anacamptis pyramidalis, Carex arenaria, granza-da-praia (Crucianella marítima) e narciso-das-areias, em risco de desaparecimento no território europeu, desempenhando um papel importante na estabilização do sistema dunar. O coberto vegetal destas áreas apresenta características que lhe permitem fazer face às condições adversas que a proximidade do mar impõe: soterramento, perda excessiva de água, resistência aos ventos. Ao sistema dunar encontra-se associada uma fauna variada, destacando-se, insectos, aves, pequenos répteis e roedores. O afloramento basáltico exposto na maré baixa - extremidade da chaminé vulcânica da praia do Guincho - corresponde à instalação de rochas do complexo vulcânico de Lisboa. Na arriba a norte da praia do Guincho atravessa afloramentos calcários que evidenciam a poderosa força geológica que os deslocou. Salpicos salgados, transportados por ventos fortes, e solos pobres condicionam a flora das áreas junto ao oceano: matos esparsos, bem conservados, com carrasco (Quercus coccifera), esteva (Cistus ladanifer), estevinha (Cistus salvifolius), sargaço (Cistus monspeliensis), rosmaninho (Lavandula luisieri), o miosótis-das-praias desponta por entre o solo arenoso, acompanhado pela cocleária-menor (Ionopsidium acaule). Um cartaxo (Saxicola torquata), bandos de pintarroxos (Acanthis cannabina) e os movimentos saltitantes das pequenas felosas-do-mato (Sylvia undata) animam este habitat de valor excepcional no âmbito do PNSC: dunas litorais com Juniperus. O forte do Guincho marca o fim deste troço. Lá ao longe, para o interior, destaca-se um penedo, em cujo topo se vislumbra uma capela branca: a Peninha.


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Imagem# Nome do Percurso: Rota das Aldeias
Extensão: 14,5 km
Grau de dificuldade: Médio
Tipo de Percurso: Circular-Pequena Rota (PR9)
Local de partida/chegada: Largo do Coreto de S. João das Lampas
Duração: Cerca de 3h00m
Quota máxima atingida: N/D

Descrição: O percurso, com inicio e fim no largo do Coreto de S. João das Lampas, percorre a zona agrícola – mosaico de pastagens, de pequenas parcelas separadas por muros de “pedra seca” e sebes, pontuados por pinhal. O planalto de S. João das Lampas insere-se na plataforma calcária, talhada pelo mar há cerca de dois milhões de anos. Subsistem muitos elementos tradicionais da paisagem rural – azenhas, moinhos.

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Imagem# Nome do Percurso: Rota das Quintas
Extensão: 15,3 km
Grau de dificuldade: Médio
Tipo de Percurso: Pequena Rota (PR1 CSC)
Local de partida/chegada: Malveira da Serra
Duração: Cerca de 4h00m
Quota máxima atingida: N/D

Descrição: O percurso inicia-se na Malveira da Serra e desenvolve-se em território classificado como Parque Natural. Durante o dominio romano a amenidade do clima, a fertilidade do solo e a abundância de água atraíram habitantes de Olisipo que aqui construíram as suas villae – espaços de recreio e laser com função agrícola. Os árabes deram o seu contributo com moinhos e azenhas. Depois foram as quintas os locais de lazer de habitantes da capital, encontrando-se hoje em regressão.

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Imagem# Nome do Percurso: Rota do Cabo Raso
Extensão: 15 km
Grau de dificuldade: Fácil
Tipo de Percurso: Circular-Pequena Rota (PR2 CSC)
Local de partida/chegada: Junto ao parque de campismo do Guincho
Duração: Cerca de 3h00m
Quota máxima atingida: N/D

Descrição: O percurso tem inicio junto ao Parque de Campismo do Guincho. Praia é conhecida pelas condições excepcionais para a prática de desportos aquáticos, pelos aspectos geológicos raros e pela panorâmica sobre o Cabo da Roca, a Serra de Sintra e o Atlântico. Local de veraneio escolhido pela realeza, com clima ameno, perto da serra.

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Imagem# Nome do Percurso: Rota do Litoral do Guincho
Extensão: 9,9 km
Grau de dificuldade: Fácil
Tipo de Percurso: Circular-Pequena Rota (PR4 CSC)
Local de partida/chegada: Malveira da Serra
Duração: Cerca de 3h30m
Quota máxima atingida: N/D

Descrição: O percurso desenvolve-se em território classificado como Parque Natural e incluído no Sítio de importância Comunitária Sintra-Cascais, no âmbito da Rede Natura 2000. Os povoados surgem não longe do mar e perto do abrigo e riqueza disponibilizados pela serra. Aqui os herdeiros da tradição árabe, do amanho da terra e sobriedade de costumes, continuam a cuidar das suas almuinhas, junto aso ribeiros.

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Colaboraram na pesquisa deste conteúdo: Marisa Alves, Paulo Alves


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 Assunto da Mensagem: [Pedestre] Torres Vedras
MensagemEnviado: 23 nov 2009 13:11 
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Registado: 29 dez 2005 23:38
Mensagens: 766
Localização: Lisboa/Portugal
Torres Vedras

Imagem# Nome do Percurso: A rota da Vinha e do Vinho
Extensão: 15 Km
Grau de dificuldade: Médio
Tipo de Percurso: Circular – Pequena Rota (PR1TVD)
Local de partida/chegada: Ribaldeira
Duração: Cerca de 5h00m
Quota máxima atingida: N/D
Cartografia: Carta Militar n.º 375, proveniente do Instituto Geográfico do Exército

Descrição: A rota da Vinha e do Vinho é um percurso circular com uma extensão de 15 km denominado de Pequena Rota (PR). Este percurso localiza-se no concelho de Torres Vedras e percorre na íntegra, uma das suas 20 freguesias, a de Dois Portos. Afamada pelas suas quintas e adegas, esta freguesia, segundo muitos especialistas, reflecte o que de melhor vinho se produz no concelho.

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