Rituais

Para lá do horizonte
Data/Hora: 22 set 2018 22:40

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MensagemEnviado: 30 abr 2008 14:56 
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Percursos pedestres - Bragança

Os passeios pedestres realizam-se em áreas seleccionadas, por trilhos e caminhos, em permanente contacto com a natureza. Os percursos variam entre 4 a 10 km, com a duração máxima de 3h num ritmo calmo acessível a todas as pessoas que gostem de caminhar, contemplar a natureza e conhecer melhor o ambiente que nos rodeia.

Percursos disponíveis:
Castro de Avelãs
Percurso de Castro de Avelãs
Famosa pelo seu património arqueológico e monumental – o importante povoado castrejo que emprestaria seu nome à freguesia e o celebrado mosteiro medieval de invulgar arquitectura “hispânica” – Castro de Avelãs bem merece uma atenta e prolongada visita, tanto mais que se localiza a escassa meia dezena de quilómetros para o poente da capital concelhia, beneficiando ainda de óptima acessibilidade através do IP4 e EN 103.
Mostrando um relevo não especialmente acidentado, em área planáltica de altitudes médias rondando os 500 metros, a freguesia é sulcada por minúsculo afluente do Sabor – a Ribeira de Fervença.
Embora não se inclua no aro do Parque Natural de Montesinho, esta freguesia é dotada de magníficas paisagens e pontos de interesse turístico. A sua quase continuidade em relação à urbe bragançana tê-la-á beneficiado em termos económicos e demográficos, sendo de salientar que o tradicional decréscimo populacional, embora afectando a região em geral, aqui se não faz sentir ainda.
Com uma história atribulada até aos inícios da Idade Moderna, o Mosteiro de S. Salvador de Castro de Avelãs viria a ser extinto pelos meados do século XVI (1545-1546). Do complexo monacal primitivo só restará hoje, de genuína arquitectura românica cluniacense, a formosa cabeceira do templo, de remate semicircular e revestimento em tijolo, com manifesta influência inspiradora da arte leonesa de S. Lourenço, de Sahagun. A planta original incluiria três naves, apenas restando actualmente a central e esta de fábrica posterior e absolutamente incaracterística. No interior de um dos absidíolos, agora aberto no exterior, abriga-se em interessante arcaz tumular granítico, com tampa de formato prismático onde se inscreve uma data trecentista.
A tradição popular diz ser esta a última morada de um poderoso cavaleiro – o Conde de Ariães, misteriosa personagem de tenebrosa e lendária história. Nesta freguesia, que tem por orago S. Bento, regista-se ainda um outro templo – a Igreja de Fontes – bem assim como uma interessante ponte de alvenaria, dita do Conde de Ariães.

Viduedo
Percurso de Viduedo
Este percurso poderá ter início em qualquer ponto do traçado, devendo ser feito no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio.
Saindo da aldeia de Viduedo, a subida em direcção ao Cabeço do Pombal é íngreme e dura. Depois de passada a maior dificuldade deste percurso, a visão que se tem é magnífica, podendo observar à direita a Serra da Nogueira. O descanso poderá ser feito em Rebordaínhos, lugar que teve antigamente o estatuto de vila, com direito a justiça própria, erguendo-se no centro da povoação de Rebordaínhos o respectivo pelourinho, do tipo comum bragançano.
Este sóbrio testemunho de uma antiga e há muito perdida autonomia local foi classificado como Interesse Público em 1933. De medianas proporções e austera traça, a um gosto tipicamente bragançano e possivelmente já oitocentista, é a Igreja Matriz de Rebordaínhos.
A última fase do percurso irá desenvolver-se aproveitando a antiga linha de caminho de ferro, que nos levará até Viduedo.

Rio de Onor
Rio de Onor
Ocupando a extremidade nordestina do concelho, o território desta freguesia é delimitado pela vizinha Espanha nos flancos norte e nascente, tendo as congéneres Aveleda e Deilão a confrontar do poente e sul, respectivamente. Duas dezenas e meia de quilómetros separam a capital concelhia de Rio de Onor, que lhe fica a nordeste, com acesso viário através das E.N. 218, 218-3 e 308.
Abrangendo uma área considerável, incluída no perímetro do Parque Natural de Montesinho, esta freguesia partilha o nome com o rio que a atravessa, no sentido norte-sul, tornando-se posteriormente tributário do Sabor.
É precisamente aí, junto à linha da fronteira setentrional, que assenta o povoado principal, bem conhecida pelas suas peculiaridades e sobrevivências de um ancestral comunitarismo agro-pastoril, a esbater-se já no decurso inexorável dos tempos.
Com uma orografia montanhosa e planáltica, registando uma altitude média na ordem dos 750 metros, Rio de Onor inclui, porém, um extenso trecho de vale, aberto, amplo e aprazível, banhado pelo Onor e protegido pelas imponentes Serras de Montesinho (a poente), Sanábria (a norte) e Guadramil (a nascente).
Com as suas típicas casas de xisto, de paredes escuras, sem reboco e de aparelho miúdo, as aldeias desta freguesia preservam um carácter arcaico e rústico, “casando” perfeitamente com a belíssima paisagem natural. Rio de Onor é um caso emblemático, reforçado pela sua posição fronteiriça, com a homónima espanhola – Rihonor de Castilla – ali à distância de uns passos, separada apenas pelo rio (que não chega a ser obstáculo, pois é vencido por esplêndida ponte medieval de alvenaria e múltiplos arcos).

Vias Augustas
Mapa 1
Mapa 2
Mapa 3
Mapa 4
Mapa 5
Mapa 6
Vias Augustas
Conquistado pelas tropas romanas nos finais do séc. I a.C., o território da actual região transmontana terá sido alvo de um processo de reordenamento em que os anteriores povoados fortificados foram romanizados ou abandonados, a auto-suficiência deu lugar a uma economia de mercado baseada no uso da moeda, na intensificação agro-pecuária e exploração da riqueza mineira, ao qual não terá sido alheia uma nova ordem social, política e religiosa.
Foi criada uma intensa rede viária, cujo eixo principal, nesta região, era a via que ligava Bracara Augusta (Braga) a Asturica Augusta (Astorga) por Aquae Flaviae (Chaves), tomando o sentido geral este-oeste, num total de 247 milhas, ao longo da qual existiram dezenas de miliários. O seu traçado percorre os actuais concelhos portugueses de Braga, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Montalegre, Boticas, Chaves, Valpaços, Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Vinhais e Bragança, entrando em território espanhol por terras de Zamora (Villardeciervos, Santibánez, Rosinos de Vidriales e Camarza de Tera) até Astorga, passando ainda pela comunidade leonesa de Castrocalbón.
A esta via - a mais antiga do Noroeste peninsular conforme atestam os miliários do imperador Augusto, um dos quais encontrado na Torre Velha (Castro de Avelãs) – foi atribuído o número XVII num roteiro viário romano, o Itinerário de Antonino, elaborado no decurso do século III.
Esta via integrava uma vasta rede de comunicações, servida por estações intermediárias de apoio aos viajantes – mansiones, mutationes, stationes – que permitiria ligar qualquer ponto do Império à capital romana, justificando-se assim o ditado popular: Todos os caminhos vão dar a Roma.
Das vias, o que nos chegou foram, sobretudo, os traçados fossilizados na paisagem, alguns troços lajeados, algumas obras de arte lançadas sobre os rios e um conjunto significativo de miliários.

Caminhos de Santiago
Mapa 1
Mapa 2
Caminhos de Santiago
Existem vários Tiagos (ou Santiagos - São Tiago) no Novo Testamento – O Santo de que falamos é Tiago “Maior” filho de Zebedeu e Salomé, pescador, irmão de João, o evangelista, e um dos quatro primeiros discípulos de Jesus.
A palavra latina para Santiago é Iacobus de onde vem a palavra Jacobeu (Iacobeu em Latim e Xacobeu em Galego) que é utilizada para definir algo referente ou pertencente ao apóstolo ou ao seu culto.
Segundo a lenda católica, após a dispersão dos Apóstolos pelo mundo, Santiago foi pregar em regiões longínquas, passando algum tempo em Espanha, na Galiza. Quando voltou à Palestina, no ano 44, foi preso e decapitado, a mando de Herodes Agrippa I, filho de Aristobulus e neto de Herodes o Grande. Dois dos seus discípulos, Teodoro e Atanásio, roubaram o corpo do mestre e embarcaram-no (num barco com tripulação angélica) e em sete dias chegaram à Galiza e a Iria Flávia onde o sepultaram, secretamente, num bosque de nome Libredón.
Não há certezas quanto à data da descoberta do sepulcro apostólico, mas a maioria das fontes católicas apontam datas entre 813 e 820. A lenda conta que um ermitão do bosque de Libredón, de nome Pelágio (ou Pelaio), observou durante algumas noites seguidas uma “chuva de estrelas” sobre um monte do bosque. Avisado das luzes, o bispo de Iria Flávia, Teodomiro, ordenou escavações e encontrou uma arca de mármore com os ossos do santo e dos seus discípulos. Mas já muito antes da data apontada pela igreja para a descoberta da tumba do apóstolo, existia uma rota de peregrinação (romana e anteriormente celta), que ia do extremo Este ao Oeste de Espanha, até Finisterra. Este velho caminho de peregrinação, simbolizava a viagem do sol de Oriente para Ocidente, “afogando-se” no oceano para voltar a surgir no dia seguinte. O renascer do Sol estaria intimamente ligado com o renascer da vida; fala-se também de uma rota para o templo de Ara Solis em Finisterra, erigido para honrar o Sol.
Hoje em dia, são muitos os peregrinos que chegando a Santiago resolvem continuar o caminho até Finisterra, o que põe em causa a definição da rota apenas como uma peregrinação religiosa católica.
No “Campus Stellae” – de onde se crê provir a palavra Compostela – foi erigida uma capela para proteger a tumba do apóstolo que se tornou um símbolo da resistência cristã aos ataques dos mouros.
A partir do ano 1000 as peregrinações a Santiago popularizam-se, tornando-se a cidade num dos principais centros de peregrinação cristã (a par de Roma e Jerusalém); é também nesta altura que surgem os primeiros relatos de peregrinos que viajaram a Compostela. No século XII é publicado o primeiro guia do peregrino (do Caminho Francês) – o Códice Calixtino (ou Liber Sancti Jacobi) atribuído ao Papa Calixto II, que proclama ainda que quando o dia do Santo (25 de Julho) é num Domingo, esse é um Ano Santo Jacobeu (com especiais bênçãos e privilégios espirituais para os peregrinos). Grupos de peregrinos começam a chegar de toda a Europa, desenvolvendo as cidades por onde passam, sendo o Caminho Francês o mais utilizado.
O Caminho de Santiago, tal como relatado no Códice Calixtino, é em terra o desenho da Via Láctea, porque esta rota se situa directamente sob a Via Láctea que indica a direcção de Santiago, servindo assim, na Idade Média, de orientação durante a noite aos peregrinos. Esta associação deu ao Caminho o nome de Caminho das Estrelas e fez com que a chuva de estrelas seja um dos símbolos do culto Jacobeu, juntamente com a Vieira, a Cabaça e o Bordão.
A partir do século XIV, o Caminho entra em declive com a Peste Negra e o declive é acentuado mais tarde pela Cisão da Cristandade (entre protestantes e católicos). Durante os séculos XVII e XVIII, as redes de comunicação são melhoradas e o Caminho recupera, mas volta a ter um declínio no século XIX com a Revolução Industrial e os descobrimentos científicos e intelectuais. Santiago de Compostela é por excelência o padroeiro da Península Ibérica, pois segundo a lenda católica foi apóstolo que procedeu à sua evangelização. Os nossos monarcas demonstraram também uma devoção pelo santo, D. Afonso II peregrinou a Compostela em 1220 e em 1225 foi a vez da Rainha Santa Isabel. A ordem Militar de Santiago, criada para combater os muçulmanos, foi fundada em 1170 pelo rei Fernando II (de Castela) e foi introduzida em Portugal aproximadamente no ano de 1172. Santiago foi protector do exército português até à crise de 1383-1385, altura em que foi substituído por São Jorge, por influência Inglesa, e pela necessidade de chamar por um santo diferente dos partidários de Castela.
Nos dias que correm, os motivos que, segundo os peregrinos, os levaram a Santiago são vários: um espírito religioso (cristão ou não), misticismo, busca interior, turismo, desporto ou apenas uma grande aventura.
Embora não exista um ponto de partida “oficial”, porque muitos europeus resolvem seguir os seus antepassados à letra e sair da porta de casa, a maioria opta por começar o Caminho na fronteira Franco-Espanhola, saindo de Saint-Jean-Pied-de-Port, de Roncesvalles ou de Somport. Segundo os dados da oficina do peregrino em Compostela, no ano de 2003, 74614 peregrinos solicitaram o comprovativo oficial da conclusão do Caminho, a Compostelana, (destes 1.658 são portugueses). Se tomarmos em consideração que nem todos os peregrinos pedem este certificado, por se tratar de uma certidão católica, pensa-se que o número é muito superior.

Pereiros
Pereiros
Este percurso pode iniciar-se quer em Pereiros quer em Pombares.
Deverá ser feito no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Iniciando em Pereiros, iremos subir em direcção à Fraga Rachada, contornando o Cabeço e apreciando a beleza do vale que se abre à nossa esquerda. A vegetação é abundante sendo salpicada pontualmente por lameiros verdejantes. A Igreja Paroquial de Pombares, invocada a S. Frutuoso, é um templo de porte mediano e traça austera, a um gosto possivelmente setecentista. Ladeiam-no, quais gigantescas sentinelas arbóreas, dois altivos e melancólicos ciprestes.
Após a povoação de Pombares, iremos entrar no vale que antes observamos do alto, seguindo em direcção à Capela de S. Frutoso. Bem conservada, este templo está ligado a curiosas práticas de culto das águas, neste caso muito especificamente de uma “fonte milagrosa” existente em Teixedo, que o próprio S. Frutuoso teria benzido, segundo a tradição. Os animais enfermos das aldeias circunvizinhas são ali levados com fins “profilácticos”, vendo-se posteriormente (e ao que consta) livres das suas mazelas.
A riqueza arbórea, onde o carvalho domina, é alternada pelo som suave do vento e do correr das águas. Quando realizado o percurso no Outono, a variedade cromática deste troço inebria a visão do caminhante.
Ao longo do vale, no qual corre o Rio Azibo, os declives são inexistentes apenas se verificando uma subida no final do trajecto até à aldeia de Pereiros.

Guadramil
Guadramil
O trilho “Na Rota dos Cervídeos” é um percurso pedestre sinalizado denominado de Pequena Rota (PR), inserido na área do Parque Natural de Montesinho.
A época aconselhável para a sua realização é o Outono devido ao facto de haver uma maior probabilidade de observação de cervídeos, embora os seus vestígios sejam visíveis o ano todo. Recomenda-se ainda o mês de Outubro, pois é quando estes se encontram na brama.
A população vive da base da agricultura, de salientar as suas hortas junto da aldeia.
Dependendo da época, além de cervídeos poderá também observar cogumelos que vão aparecendo ao longo do percurso. Ao longo do vale comprido, é de notar os diferentes aproveitamentos dados pela população ao uso do solo, tais como, agricultura, pastagem e bosque.

Alfaião
Percurso de AlfaiãoÉ um percurso pedestre sinalizado denominado de Pequena Rota (PR).
A época aconselhável para a sua realização é a Primavera, com óptimas condições climáticas, uma grande diversidade de plantas e de fauna ao longo do rio.
Este percurso tem início na aldeia de Alfaião, junto da escultura de homenagem aos emigrantes.
Segue-se para baixo e passa-se junto da Igreja de São Martinho. Após visita ao local, desce-se mais até ao parque de merendas.
Depois em direcção à Senhora da Veiga. Sempre próximo ao rio é possível ver e ouvir o som das aves.
As pessoas da aldeia aproveitam os terrenos junto ao rio para a realização das actividades agrícolas, devido à proximidade da água e à fertilidade dos solos.
São ainda visíveis os vestígios de outrora, as termas e um moinho de água.

Refoios
Refoios
Ainda na orla ocidental deste concelho brigantino, a confrontar (do ponte e sul) com Vinhais, fica a freguesia de Zoio. Distante uns dezanove quilómetros para sudeste da capital concelhia, Zoio tem ligação a esta através das E.N. 15 e 216. O seu território, medianamente extenso, surge uma vez mais a abarcar um dos pendores da Serra da Nogueira, desta vez na sua vertente ocidental (com altitude média a rondar os 700 metros). Pese embora a falta de notícias comprovando achados de objectos ou estações arqueológicas comprovativos de remota ocupação local, é de todo plausível que também esta freguesia tivesse conhecido um povoamento pelo menos proto-histórico, a julgar pelo menos a abundância relativa de estações castrejas recenseadas pelas limítrofes Carrazedo, Nogueira e Rebordãos.
O chamado rol das “Villae forarie” em termo de Bragança, preciosidade datável de meados do séc. XIII, alude já à “Villa de Uzoy” como foreira a coroa. A grafia “Ozoyo” ainda se registava pelos inícios do séc. XVIII (“corografia Portuguesa”, de 1706, do Pe. Carvalho da Costa). É de crer que este topónimo e actual designação paroquial “Zoio” radique assim, etimologicamente, num antropónimo de raiz germânica.
O “Chronicom de D. Pedro” dá notícia de uma igreja dedicada a “Sancti Zoili” e mandada edificar em finais do séc. X pelo rei Bermudo II. A forma “Osoilo”, respeitante a nome próprio surge ainda em documentos de 1029. Para além do povoado principal, que dá nome à freguesia, Zoio conta ainda com os aglomerados populacionais de Refoios e Martim, ambos correspondentes a sedes de antigas e extintas paróquias. No total, contabilizam estes lugares umas 270 almas, segundo os censos de 1991.
Este percurso inicia-se e termina em Refoios, devendo ser feito no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio.
A Igreja de Refoios (invocando a N. Sra. do Ó) será talvez a mais imponente da freguesia, com sua graciosa traça ao gosto barroco que se há-de prever setecentista. Na frontaria, rematada ao alto por enorme campanário de tripla sineira, destaca-se o correspondente portal, de robusta arquitrave dupla e encimado por um frontão interrompido por caprichosas volutas enquadrando um nicho central (actualmente vazio). Pelo último quartel do século passado, Pinho Leal aludia a duas capelas públicas invocadas a S. Sebastião, uma “no Zoio” e a outra em Refoios (já então arruinada), para além de um templete particular na Casa dos Ferreiras, em Refoios.

Carvalhal da Nogueira
Carvalhal da Nogueira
O trilho pelo Carvalhal da Nogueira é um percurso pedestre sinalizado denominado de Pequena Rota (PR). Este percurso realiza-se na Serra da Nogueira, no Concelho de Bragança, nas Freguesias de Carrazedo e de Zoio. Não se verificam grandes diferenças de desnível, 185 m, no entanto recomenda-se alguma preparação.
A época aconselhável para a sua realização é a Primavera, com óptimas condições climáticas e uma grande diversidade de plantas em flor, de salientar a diversidade de orquídeas.
O percurso tem início na aldeia de Carrazedo, de frente para a Igreja, a 835 m de altitude, subimos a estrada de calçada do lado esquerdo da Igreja até às últimas casas da aldeia.
Ao realizar este percurso poderá usufruir das sombras associadas às zonas de carvalhal e contemplar as espécies de flora e fauna associadas a estes locais.
Também um denso azinhal (Quercus rotundifolia) assinala a influência Mediterrânica no nordeste, a este mosaico formado por diversos estratos reflecte-se uma maior diversidade animal.
Estes bosques têm características que lhes permitem suportar a irregularidade climática, folhas planas, duras (coriáceas) e perenes. A eles estão associadas plantas mediterrânicas, algumas com elevado valor de conservação, como por exemplo, a gilbardeira (Ruscus aculeatus), o medronheiro (Arbutus unedo) e o trovisco (Daphne gnidium).
Quase no final do percurso já é possível contemplar uma boa panorâmica da aldeia de Carrazedo, com os seus campos de cultivo a envolve-la. O caminho vai desemborcar numa estrada de asfalto, seguimos pela direita, em direcção á aldeia. Entre as ruelas, paredes de xisto ou granito e gente simpática, chegamos ao Bairro d’Além, passamos pelo lavadouro e seguimos até à Igreja, chegamos assim ao fim do percurso.

Montesinho
Montesinho
Esta ampla freguesia que integra as aldeias de França, Montesinho e Portelo é a mais setentrional do concelho de Bragança, localizando-se junto à orla fronteiriça e abarcando ampla parcela do Parque Natural de Montesinho.
Distante cerca de dezena e meia de quilómetros para norte da capital concelhia, tem esta freguesia por principal eixo viário de ligação a E.N. 103-7.
Para além da vizinha Espanha, que em ampla extensão lhe serve de limite norte, esta freguesia tem ainda por limítrofes as congéneres Carragosa (a poente), Rabal (a sul) e Aveleda (a nascente). Abrangendo uma alargada superfície montanhosa e planáltica, em plena Serra de Montesinho, o território de França é cortado pelo Rio Sabor e pela Ribeira das Andorinhas. Um pouco a norte da aldeia de Montesinho regista-se a altitude máxima de toda esta área do Parque Natural, muito concretamente 1156 metros.
A aldeia de França surge “aninhada” numa prega de terreno, em posição baixa dominada por possantes dorsos montanhosos. Junto ao casario estende-se uma vasta campina, planura verdejante retalhada em pastagens e campos de cultivo, alternância também ela dominante na rústica economia local, dividida entre pastorícia e amanho dos solos. Tomando um desvio de terra a seguir à ponte, valerá a pena dar um pulo ao Centro Hípico e apreciar os belos animais ali existentes.
Para além dos apreciáveis trechos de paisagem, uma outra excepcional riqueza jaz oculta no subsolo desta freguesia. Falamos dos recursos da mineração, outrora com grande ascendente nestas paragens contabilizando-se as minas de estanho (Chaira da Cruz, Vale da Formiga e Portela da Lameira), as de ouro e prata (Covas Altas, Fonte Cova e Vale do Cancelo) e uma de ouro, esta gostosamente denominada Pingão dos Quintais.
Os filões de Ouro e Prata localizam-se junto a França, os filões de Estanho localizam-se próximo do Portelo onde se chega cruzando sempre a E.N. 103-7.


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