Rituais

Para lá do horizonte
Data/Hora: 17 nov 2018 02:57

Os Horários são TMG [ DST ]




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MensagemEnviado: 14 jul 2013 10:52 
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É só para avisar que estamos na Islândia :)

Até chegarmos a este ponto, preparámos as seguintes viagens:
. Bornéu: Descobrimos que havia guerrilha ativas na zona para onde queríamos ir;
. Índia: No dia seguinte as notícias eram de 70 mortos e um país muito lavadinho pelas monções;
. Estados Unidos: Íamos fazer parques naturais mas... estivemos lá há pouco tempo (Paulo e Margarida e o Goes noutro contexto), os parques estão muito distantes uns dos outros e a Margarida está “cotcha”. Para além disso este é um “trunfo” para jogar quando tivermos menos condição física (como se agora a tivéssemos :));
. Namíbia: Não era consensual e os “dissidentes” pretendiam ir para a Etiópia;
. Etiópia: Até aqui estávamos condicionados pela finalização esperada de um projeto que o Pedro Silvano tinha de entregar em Lisboa antes de poder viajar. Era um projeto engraçado, que envolvia entre outras coisas a subida a um vulcão ativo, paisagens de cortar a respiração nas Simien Mountains (que envolvia trekking, o que acabou por ser o argumento que descontinuou este destino), Igrejas de Lalibela, Etnias no Sul (que entretanto percebemos que não teríamos tempo para visitar), etc.
Para além disto tudo o Goes tem um projeto na manga, que irá consumir todo o tempo que tiver…

A uma semana do período de férias já marcado, acabámos por desmobilizar o grupo e tivemos de pensar num “plano I”. Marcámos o voo e alugámos um Suzuki Jimny para não haver duvidas e gastámos o resto do tempo no planeamento (que iremos concluir pelo caminho :))

A primeira noite vai ser num hostel em Reykjavik e depois vamos à descoberta deste país de muita atividade vulcânica (Geo), gelos eternos (Ice) e muita baleia e muito metro de loira (Icebabes) :)

Agora estamos a escrever isto na sala de espera de uma ligação aérea (Hamburg), sem acesso à internet (não sabemos quando poderemos carregar isto no site) e quando tivermos oportunidade, tentaremos dizer alguma coisa sobre o decorrer da viagem.

Paulo e Margarida

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Paulo Alves
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MensagemEnviado: 14 jul 2013 11:01 
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Update

Estamos no Kex Hostel (nome talvez interessante para um “motel” :) ) e gostámos muito.
Tal como o José Ventura nos descreveu, o estilo aqui é: quadradão e pouco ou nada identificável por fora e muito maneiro por dentro. Este é um “hostel com boa onda”.
Agora vamos abastecer no “porquinho bónus” (é o Lidl cá do sitio – Campos, tens saudades :)) e depois acertamos o passo para fora de Reikjavik.

Entretanto pelo Instagram (onde já coloquei algumas fotos), percebi que o Carlos Azevedo (vulgo, “O Presidente”) também cá está e anda com um par de dias de avanço. Como estão de moto, já andas pelas Highlands.

Hey babe, take a walk on the ice side

Adeus e até à prostata :)

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MensagemEnviado: 17 jul 2013 18:15 
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palves Escreveu:
Update

Estamos no Kex Hostel (nome talvez interessante para um “motel” :) ) e gostámos muito.
Tal como o José Ventura nos descreveu, o estilo aqui é: quadradão e pouco ou nada identificável por fora e muito maneiro por dentro. Este é um “hostel com boa onda”.
Agora vamos abastecer no “porquinho bónus” (é o Lidl cá do sitio – Campos, tens saudades :)) e depois acertamos o passo para fora de Reikjavik.

Entretanto pelo Instagram (onde já coloquei algumas fotos), percebi que o Carlos Azevedo (vulgo, “O Presidente”) também cá está e anda com um par de dias de avanço. Como estão de moto, já andas pelas Highlands.

Hey babe, take a walk on the ice side

Adeus e até à prostata :)


Abraço Xo Paulo bjocas a Bibida
góð ferð
Agora abre lá o teu dicionario de islandes portugues e desenrrasca-te


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 Assunto da Mensagem: Relato de viagem
MensagemEnviado: 18 jul 2013 01:00 
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E cá estamos nós outra vez :D

No último relato de viagem tínhamos deixado a capital para fazermos o Circuito Dourado, que não é mais do que ir visitar o local do primeiro parlamento do Mundo (940 DC) e o maior lago natural da Islândia que tem uma área de 84 km2. Terminamos o dia num parque de campismo muito verdinho, mas com os sanitários feitos num contentor :shock: , mas o pior foi que choveu a noite toda e a tenda ficou toda ensopada…

Na manhã seguinte, estávamos ambos com cara de poucos amigos quando o gajo do parque, nos veio pedir IKR 2000 pela dormida. Tomamos o pequeno-almoço dentro do carro e seguimos viagem. Choveu o dia todo, pelo que o moral estava de rastos.

Como tínhamos decidido fazer a volta à ilha começando pela zona sul, fomos ver o Geysir Strokur (aquele que originalmente deu o nome a estes fenómenos) e viemos dormir numa pousada da juventude perto do estuário do rio pjorza (não é bem assim que se escreve, mas o alfabeto deles tem letras diferentes do nosso), com vista para o vulcão Ekla. A pousada era uma antiga escola, agora recuperada e transformada pela proprietária num hostel ecologista/ambientalista. A proprietária, muito simpática por sinal, foi guia turística na região, mas abandonou a profissão, porque não conseguia mais suportar os “ataques” à natureza que nos disse estarem a ser feitos na Islândia para combater a crise económica por que passaram, tendo pois optado por dedicar-se à pousada que também era a sua casa.

E foi na cave da pousada que secamos a tenda, pois tentamos fazê-lo cá fora, mas voltou a chover já ao final do dia.

No dia seguinte fomos ver o tal estuário, mas a coisa não saiu como prometiam as fotos encontradas na net…, mas o dia valeu pelas inúmeras cascatas que fomos encontrando pelo caminho. Como sabíamos que esta zona merecia ser vista com tempo, optamos por ficar num hotel (sim num hotel, mas no ginásio do hotel onde eles colocam os colchões para a malta do saco de cama dormir), com direito a pequeno-almoço em buffet com tudo a tínhamos direito 8)

Hoje foi, desde que chegamos, o melhor dia de todos, tanto em termos meteorológicos, como de motivos de interesse.

Pela manhã fomos ver o museu de Skogar. Na verdade, só foi a Margarida, porque o Paulo abomina ver museus e já tinha levado uma injeção no museu dos Vickings no dia anterior…

De seguida fomos ver, como todo o pormenor, a cascata de Skogar, que impressiona bem pelo seu tamanho e volume de água.

Pouco mais á frente tínhamos o glaciar (cujo nome me recuso a transcrever tantas são as consoantes seguidas…) no qual ainda caminhamos uns bons metros até nos termos lembrado das crevasses. Foi um dos momentos fortes do dia.

O percurso até Vik (local onde estamos a escrever este relato), é uma constante de verde, intercalado com o preto da rocha vulcânica e sempre com um relevo muito recortado. De um dos lados da baia de Vik (o nome é qualquer coisa do género Doraley) fomos ao extremo de uma península para ver os papagaios-do-mar que vivem nas falésias. Os animais deixam-se aproximar consideravelmente.

Rumamos depois a um outro ponto da mesma baia, um pouco mais à frente (qualquer coisa parecida com Reynefjal), para vermos estranhas formações rochosas que a natureza talhou em pedra basáltica, num formato semelhante às que se podem ver na Irlanda do Norte.

Já ao final do dia chegamos a Vik e vistas as alternativas, não fosse chover, ficámos na pousada da juventude onde encontramos um tuga. A pousada é muito fixe, mas foi uma sorte temos conseguido lugar, porque na net dava como estando apenas disponível um lugar e a rapariga da recepção decidiu borrifar-se no assunto e dar-nos as últimas duas camas :D

Beijos e abraços

Margarida e Paulo


Editado pela última vez por Bidida em 08 ago 2013 16:22, num total de 1 vez.

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MensagemEnviado: 20 jul 2013 12:18 
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Força ai malta! Vejam la se põe umas pics no instagram para abrir o apetite á classe operária :D
Entretanto o grupo dissidente também já esta encaminhado e com viagens no bolso :twisted:
Divirtam se :wink:


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 Assunto da Mensagem: Relato
MensagemEnviado: 22 jul 2013 00:24 
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Olá pessoal, aqui estamos de novo, depois de alguns dias sem acesso à Internet.

Depois do último relato, saímos de Vik debaixo de chuva, que assim continuou durante todo o dia. Chega a ser chato…

Fomos ver a igreja, o ponto mais alto da vila, supostamente o ponto de encontro da população em caso de emergência. Esta “comprámos” ao Diogo Mendes (Smurf), pelo que “vendemos pelo mesmo preço”.

Seguimos depois por uma região onde o musgo cresce em cima da pedra de lava, criando um efeito muito curioso. Depois rumámos ao desfiladeiro de Fjadrargljufur que nos deixou muito impressionados. Rochas recortadíssimas e um rio serpenteante, cheio de quedas de água, que fomos acompanhando pela parte mais alta num trekking muito agradável, apesar da chuvinha parva que não parava. Seguiu-se um desfile interminável de cascatas, até ao Parque Nacional de Skaftafell.

Mais à frente fomos às lagoas glaciares de Fjallsarlon e Jökulsárlón. Qualquer uma delas é cenário para fotografias à National Geographic. Na segunda vimos os icebergues a serem arrastados para o mar e ao regressarmos à estrada reparámos que um dos carros/casa que ali estavam, tinha passado para o outro lado, na direção do estuário do rio. Desconfiámos que poderia saber mais alguma coisa que nós e decidimos em boa hora segui-lo. Esperavam por nós focas que caçavam no estuário. A Margarida parecia uma criança aos saltos por ter visto uma foca tão perto dela que quase lhe podia tocar. Basicamente a criatura fez um intervalo para vir apreciar as minorias étnicas latinas :D

Neste dia fomos dormir a Höfn e, não havendo lugar nos hostels dentro e fora da povoação (a rapaziada da receção da Pousada da Juventude bem se esforçou em inumeradas chamadas telefónicas), lá acabámos por ir acampar, com prognóstico de noite “húmida”.

Dormimos secos para a tenda estava encharcadíssima. Voltou para o saco e nós seguimos na direção de Húsey. Pelo caminho, embora não tenha motivos de interesse especialmente assinalados, a paisagem é muito bonita, acompanhando os fiordes. Vimos muitos cisnes selvagens e patos aos milhares. Os patos de água salgada não devem ter o mesmo sabor dos outros, caso contrário não veríamos tantos ;)

Ainda fizemos um desvio de 80 Km para ir ver a Little Moscow, assinalada em várias publicações como ponto de interesse. Temos de rescrever esse parágrafo porque não lhe vimos grande interesse, exceto talvez pelo isolamento e pelo percurso até lá, que passa num túnel de uma única faixa, sem sinalização para descriminar quem entra primeiro.

A estrada de acesso a Húsey é, como a maioria das secundárias da região Norte, feita de rípio. Podemos rolar a boa velocidade mas com especial precaução nas curvas uma vez que a tração é irregular e pode pregar-nos alguns sustos. É uma longa estrada de acesso exclusivo, até à quinta onde está a Pousada da Juventude. A meio caminho fomos “forçados” a uma paragem inesperada. A poucos metros de nós estava uma comunidade de focas a aproveitar os últimos raios de sol do dia. Sessão de fotografia inevitável. Depois seguimos mais um pouco, até ao portão da quinta, fechado a cordel. Mais um quilometro e chegámos ao paraíso na terra. Aquele é um lugar de uma tranquilidade imensa, onde se transpira natureza. Fomos recebidos por uma simpática amiga da família, uma de várias alemãs que ajudam os donos da quinta nos meses de verão. Perguntou-nos se ficávamos apenas uma noite e prontamente respondemos que seriam duas. Tínhamos de aproveitar plenamente aquele lugar mágico. Instalamo-nos numa camarada na qual eramos os únicos inquilinos e fomos para a cozinha fazer o jantar que saboreámos no alpendre envidraçado da casa, com vista para o lago e para os prados verdes.

A manhã do dia seguinte foi quase toda consumida a rever o percurso e a descarregar fotografias e vídeos. Depois do almoço fizemos uma curta caminhada para fotografar a muita passarada que por ali nidifica e acabámos por registar alguns impressionantes e muito agressivos ataques aéreos de que fomos alvo. Os progenitores protegem os ninhos desta forma e, disseram-nos depois, que deveríamos ter levada connosco um pau porque as aves atacam sempre o ponto mais alto que encontram.

Às 17 horas fomos até aos estábulos para iniciar um fantástico passeio a cavalo. O grupo incluía um casal com dois filhos pequenos, austriacos, mas que falavam inglês na perfeição. Saímos do picadeiro já montados e o percurso, que durou cerca de duas horas e meia, foi feito na direção do rio, tomando cuidado para não pisarmos criar que pudessem estar em ninhos, que nesta região são feitos no chão. E encontrámos vários, que nos foram mostrados pelas “amazonas” que lideravam o grupo. Foram também explicando que as madeiras que por vezes encontrávamos vinham nas correntes da Sibéria, Canadá e Estados Unidos e eram ali usadas para fazer os cercados. Pelo caminho ainda fizemos alguns troços em trote corrido, tão típico da Islândia. Os cavalos são de origem mongol, mais pequenos do que aqueles que vemos na Europa mas muito resistentes e estáveis.

Depois ainda fomos de carro até ao local onde estavam as focas, tirar mais umas fotografias.

Hoje, depois de um tranquilo pequeno-almoço no “nosso” alpendre, com muita relutância lá interiorizámos que tínhamos de seguir viagem. Estamos agora em Kópasker, novamente numa Pousada da Juventude (está calor mas já nos habituámos ao “bem bom”) muito porreira, com vista direta para o mar, de onde supostamente poderíamos ver focas, estivessem elas conscientes do programa :) Durante o dia o tema foi “paisagem”. Estamos a percorrer toda a costa e só amanhã vamos mais para o interior. De assinalar uma povoação chamada Raufarhöfn com um colorido farol e um porto bonito. No topo de povoação estão a construir um “buzidroglio” de pedra, inspirado numa qualquer profecia druida e que está relacionado com os solstícios. Este é também um ponto de observação das auroras boreais, mas esta não é a “época” delas.
Ainda umas dezenas de quilómetros antes do nosso destino, fomos a um farol que marca o ponto mais a Norte da nossa viagem e aquele a que já alguma vez fomos, uma vez que estivemos a três quilómetros do Circulo Polar Ártico.

Acabámos de jantar e agora vamos a outro edifício tentar “sacar” algum acesso à Internet para vos podermos dar este relato.

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Paulo Alves
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 Assunto da Mensagem: Re: Relato
MensagemEnviado: 26 jul 2013 19:04 
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Tanta combersa... e fotos???
Ponham lá umas fotos :P
Bon Voiage


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MensagemEnviado: 29 jul 2013 10:22 
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Olá! Bom dia!

Pois cá estamos nós outra vez com acesso "gratuito" à internet e com condições para relatar as aventuras da passada semana :D

Só uma nota prévia quanto à fotos: A vida aqui na Islândia é muito cara :shock: e a malta, aproveitando o bom tempo, tem vindo a acampar. Como só temos acesso à internet nas pousadas da juventude, só quando ficamos numa podemos dizer alguma coisa. As fotos demoram muito a carregar e por isso só podemos apresentá-las numa Tertúlia, como aliás é habitual.

Posto isto, cá vai:

No último post, estávamos em Kopasker. O hostel tinha uma vista brutal para uma praia onde era suposto vermos focas, mas o calor era tal que as bichinhas tiveram de ir a banhos :wink:

Na manhã seguinte rumamos para a zona do Lago Myvatn. Estivemos em Ásbyrgi (inserido num Parque Natural cujo nome não consigo lembrar, mas com uma formação rochosa em forma de ferradura cuja lenda diz ter sido feita pela pata de um cavalo de um guerreiro viking) e pelo dito PN demos uns passeios e fizemos um belo de um pik-nik na relva :D

Seguimos depois em direção à cascata de Dettifoss (a mais poderosa da Islândia) e por lá também vimos a Selfoss, que é uma outra cascata prévia à Dettifoss, cujo caudal não é tão podereso, mas é talvez mais bonita, pois tem um recorte muito interessante.

Já mais para o final do dia, fomos ver as fumarolas perto do vulcão Krafla e ficamos a dormir num parque de campismo mesmo junto ao lago, muito bonito, mas com midges à pazada :shock:

Na manhã seguinte "fomos" ver o vulcão Krafla e outros que por lá encontrámos. Na verdade foi apenas o Paulo, eu fiquei-me pela zona das respectivas fumarolas e do mar de lava. Ele "trepou" pela parede de um dos vulcões e foi até à bordinha da cratera. Tive pena, mas a minha perna ainda não me deixa fazer destas coisas :cry:

Contornando o Lago Myvatn, rumamos a Húsavik para ver baleias! Chegamos por volta das 18h, pelo que ainda conseguimos apanhar o úlimo barco que partia às às 20h15m e nos levaria, duante cerca de 3 horas, a ver baleias. o dia estava bonito e estvamos confiantes :D . Perdemos a cabeça e fomos comer um fish and chips que nos custou perto de EUR 30 (esta malta não brinca em serviço).
Ainda não tinhamos saido por porto e já o tempo começou a mudar :? mar a fora parecia que iamos à pesca do bacalhau :wink: , o vento estava de frente e a água vinha para dentro do barco. A sorte foi que nos deram uns fatos de macaco muito quentinhos, caso contrário a coisa seria bem dura, porque o "nosso" Atlântico por estes lados, só tem de igual o nome :wink:

E foi pois no meio de um nevoeiro e com todos os passageiros a bordo e tripulação de olhos no mar à procura do mais pequeno movimento, quais açoreanos à pesca do cachalote, que o Paulo avisa que ao fundo se vê uma espuma, um movimento supeito...o comandante põe o barco "a todo o vapor" mas não conseguimos ver nada em concreto. A "guia" (uma marinheira, muito simpática, que falava inglês e ia dizendo umas coisas) disse depois que deveria ter sido uma "minkiewale" que são muito rápidas.

Uma meia hora depois fomos surpreendidos por um daqueles burrifos magnificos que as baleias fazem ao vir à tona respirar :D Que emoção! Estava mesmo ali perto, era uma "hunchback wale" :D A bicha mergulhou e mostrou a cauda naquela pose tipica, depois pareceu mais à frente (com o barco sempre a segui-la em alta velocidade) e voltou a brindar-nos com o mesmo espetáculo.

Já no regresso ao porto, fomos agraçados por quatro golfinhos de pico branco, que só vivem nesta zona, e que têm entre 2 a 3 metros de comprimento :shock:

O leite com chocolate e os donuts aqui da região que nos ofereceram no regresso souberam lindamente pois a água que levamos no inicio da viagem estava a começar a fazer o efeito....

Na quarta-feira partimos em direção à Godafoss, mais uma cascata muito bonita, passamos por Akureyri que deve ser a segunda cidade da Islândia, Dalvik (onde originariamente tinhamos pensado apanhar o ferry para a ilha Grimsey e ver baleias pelo caminho), seguimos pela península de Vatness e fomos dar à pousada da juventude de Sigkufjordur. Apesar de já não terem vagas, na praia que fica mesmo em frente ao hostel vive uma colónia de focas signifiativa, pelo que fomos lá verificar. E confirma-se malta! São mesmo umas quantas e daquelas que gostam de nos conhecer, pelo que 3 delas vieram mais próximo de nós o que deixou muito contentes, claro.

Como o nevoeiro estava serrado, não conseguimos ver uma formação rochasa na praia que é uma das bandeiras do Norte da Islândia, mas enfim...

Fomos dormir a Hvammstangi, donde saimos na manhã seguinte para os fiordes do Oeste.

Perto da zona de Reyjanes encontramos perto da estrada umas oito focas só para nós! Agarramos nas máquinas e fizemo-nos ao caminho. Uma lingua de água separou-nos dos bichinhos, que permaneceram impavidos e serenos, tomando os seus banhos de sol! Mais um momento único!

Um pouco mais à frente e com um pouco de TT e transgressão rodoviária, demos com uma outra colónia de focas. Esta maior do que a anterior, mas estavam mais longe. Uma imagem maravilhosa!

Nessa noite ficamos a dormir no parque de campismo em Isafjordur e na noite seguinte, depois de precorrermos todos os fiordes do Oeste fomos dormir no parque de campismo em Reyhólar porque li no guia local que por aquelas zonas encontrariamos águas de cauda branca.

Foi assim em buscas das ditas águias que iniciamos o nosso domingo. Perguntámos no posto de combustível onde as poderiamos melhor encontrar e este logo nos avisou que a probabilidade era pouca. Mas como quem tem bom coração tudo mereçe, ao passarmos numa estrada em cima de um dique avistavamos uma águia, que se aproximou de nós de tal forma que até dava para ver a cor dos olhos da bichinha :D

Abrandámos o ritmo e seguido o caminho que a águia levou, fomos atrás dela. Esperamos, rocuramos e esperamos mais um outro bocado e, quando já estavamos a ir embora, somos brindados com mais 3 águias. Foram 4 ao todo as que vimos por ali. FANTÁSTICO!

Como ainda temos algum tempo e as previsões meteorológicas parecem não dar chuva, vamos rumar às Highlands em direção a Landmannlaugar, pelas famosas estradas "F" da Islândia :shock:

Se tudo correr como planeado, na sexta devemos passar o dia na Lagoa Azul e a manhã de Sábado, ficamos por Reykiavike.

Bêjos para todos!

Margarida


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 Assunto da Mensagem: Relato (continuação)
MensagemEnviado: 02 ago 2013 23:57 
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Depois de um pequeno-almoço de leão rumamos às Highlands. O Parque Natural de Saefell (mais recente da Islândia) tem uma paisagem deslumbrante e as formações vulcânicas são de mil cores :)
Em Borganes, no Oeste da Islândia, entusiasmados com o bom tempo, decidimos fixar como novo ponto de referência o Hotel Highland que o Carlos Azevedo no dia anterior nos tinha referido como sendo o último ponto de abastecimento e de informação antes de Landmannalaugar. Lá chegados por volta das 17h30m e depois da chuvada que apanhamos pelo caminho, fomos informados que tinha havido um problema qualquer numa central energética ali perto, o que originou que a bomba de gasolina não funcionasse (só trabalhava com pagamento automático). Disseram-nos que não sabiam quando voltaria a haver combustível, pois o problema obrigou a que um funcionário da empresa de eletricidade se deslocasse propositadamente de Reikiavike. A acrescer também nos informaram que em virtude das chuvas, as passagens a vau na F208 estavam muito perigosas tendo inclusivamente já sido necessário ir lá “sacar um da maré” 8-)
Feitas então as contas aos quilómetros a percorrer e ao combustível ainda no depósito, decidimos arriscar, apesar da chuva que ameaçava novamente, iniciamos a nossa incursão pelas Highlands!
O início da F208 para Landmannalaugar é todo em chapa ondulada, o que confere um andamento em sintonia com as paragens frequentes do Paulo para fotografar e me punha em nervos por causa dos limites da nossa reserva de combustível. Mas a paisagem é impressionante! As cores, as texturas a dureza do terreno, fazem-nos sentir noutro planeta. O único obstáculo efetivo é mesmo no fim, junto ao parque de campismo, com duas passagens a vau seguidas e muitos espectadores dos carros que nem tentam.

Chegámos a Landmannalaugar com chuviscos e mal concluímos aquelas passagens a vau, cai uma “tromba de água” que nos fez recear a capacidade do Jimny em voltar a fazer as passagens a vau 8-)

Sendo impensável montar tenda em face do pântano em que se transformou o parque de campismo, aproveitamos uma ligeira aberta para transformar o nosso veículo na mais das espaçosas autocaravanas :)

Ao nosso lado, duas pessoas faziam o mesmo, num Jimny igual ao nosso.

O dia amanheceu mais tranquilo e as pessoas já se movimentavam com mais serenidade.

Os nossos vizinhos acordaram mais cedo que nós e quando um deles, de cabelo mais curto, regressou ao carro, o Paulo, ficando com “dúvidas” ainda perguntou se “aquilo é gajo ou gaja”. Falámos com eles em inglês durante um bocado. Vinham da Alemanha e ela (afinal era) já tinha vivido na Islândia durante um mês. Interessante foi que a meio da conversa ela pergunta (ainda em inglês) se nós eramos portugueses. Fantástico para uma alemã ter reconhecido o sotaque. Mas… em bom português, à nossa confirmação, respondeu que também era portuguesa, da Régua :shock: Ficou a dúvida se teria bom ouvido :)

O resto da manhã foi dedicada à banhoca na piscina natural (tão natural quanto um charco) de águas quentes, vulcânicas, a que se chegava por um passadiço de madeira.

Pequeno-almoço tomado, fizemos para trás uma pequena parte do troço do dia anterior, para depois fazermos a F225, percurso mais longo mas que daria para fazer com o combustível que tínhamos. Novamente, paisagens fantásticas, agora com uma luz mais “dura”, o que não transfere o mesmo encanto dos finais de dia.

Chegados ao asfalto rumamos a Hella para atestar o depósito. Com o Jimny de papo cheio decidimos picar alguns pontos que tínhamos deixado por fazer em virtude do mau tempo. Fizemos uma incursão pela estrada 261 e F261 para nos aproximarmos do Glaciar “Eyjafjallajokull” (de onde saiu a mais recente erupção vulcânica da Islândia) e fomos dormir no parque de campismo de “Pangvill”. E em boa hora decidimos fazê-lo pois o caminho até ao parque é muito bonito, rivalizando bem com o parque e o sítio do dia anterior.

No caminho para “Pagvill” as formações rochosas da lava, fazem umas formas que juntamente com o nevoeiro que apanhamos pelo caminho, fazem uma atmosfera muito sinistra. O parque está num pequeno vale, sem saída. É parco de infraestruturas, mas tem alguns bungalows e uma caverna, convertida em sala de convício, iluminada por dezenas de velas, com grelhas para a churrascada, à qual se chega atravessando uma ponte sobre o ribeiro que por li passa.

Aproveitando a “infraestrutura” botamos o carvão a arder e fizemos uma churrascada digna de um grupo de umas seis pessoas no mínimo ;) Valente repasto!

No dia seguinte fomos visitar a Península de Reykjanes, onde vimos geisers, o farol mais antigo da Islândia e atravessamos uma ponte que separa a placa continental Norte America da placa continental Euroasiática. Sob um vento quase ciclónico, montamos acampamento em Grindavik.

Depois da noite mais fria da viagem, hoje acordamos com um dia soalheiro apesar de ainda ventoso. A tenda ficou montada, porque o dia estava inteiramente reservado para umas banhocas e uma massagem relaxante na Lagoa Azul :)

Finalmente encontramos algumas “ice babes”, tão boas que até pareciam de Ermesinde! Bem dita Lagoa Azul e que bem que lhes faz à pele. Os “ice babes” por aqui, embora muito ao jeito “top gun” também não se deitariam fora meninas ;)

Já ao final do dia encontramos um grupo de 6 portugueses, da zona de Leiria, bem simpáticos, com quem estivemos a trocar dicas de viagem, a deles de 4 dias.

Agora estamos no carro a escrever este texto, porque já nos “puseram a andar” da sala de convívio (fecha às 22h) e a internet é a pagantes :) Um dia destes havemos de publicar isto.

Amanhã é o penúltimo dia de viagem que vamos consumir em Reiquiavique.

Paulo e Margarida


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 Assunto da Mensagem: Reportagem (final)
MensagemEnviado: 03 ago 2013 01:11 
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Bom, lá queimámos o último cartucho. Vasculhámos Reikjavik, que hoje, por ser sexta-feira, no final do dia tem o colorido da “fauna” que sai à rua para se emborrachar. Na zona dos bares a rapaziada usa o jardim para aproveitar os últimos raios de sol, sentados em packs de jola, que bebem como se não houvesse amanhã.

Durante a tarde picámos alguns pontos de interesse na cidade e às 17 horas fomos corridos do Museu Nacional da Islândia, altura em que ainda estávamos a pouco mais de meio. De facto trata-se de um museu muito completo e que nos reserva algumas surpresas em recantos que vamos descobrindo (por exemplo, em gavetas que tardamos a descobrir, nas quais encontramos pergaminhos ou artefactos).

A própria cidade é interessante, pelo colorido de algumas casas, que ao final do dia ganham relevo pela saturação das cores.

Destacamos também o reencontro que um grupo de suecos bem divertidos, que conhecemos na pista para Landmannalauger e que se dirigiram a nós quando fotografávamos uma casa. Ficámos ali a falar um bocado e depois… seguimos rumos diferentes.

O último ponto de interesse que “picámos” foi a catedral de Reikjavik, onde fomos brindados com um ensaio de carrilhão, feito por um sueco que é uma sumidade no instrumentometro e que toca aquilo com todos os dedos das mãos e dos pés (calcanhar incluído) e que só não usa mais extremidades porque ainda não teve tempo para treinar :)

Agora estamos no City Hostel, bem alojados e já jantados, com franco acesso à Internet.
Fica por isso o último episódio desta viagem, que termina amanhã com a entrega do Jimny às 13 horas e depois com o regresso a casa, que só fica concluído no Domingo de manhã.

Relativamente a fotos… a seleção será apresentada numa das tertúlias das quartas ;)

Paulo e Margarida


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